Faith Mikaelson, uma tríbida como sua prima Hope Mikaelson, era uma brecha da natureza. Ambas desejavam levar uma vida tranquila, distante dos inimigos, e assim chegaram à pacata cidade de Forks.
"Eu não contei isso a todos... não ainda. Mas eu vi você. Vi alguém te matando."
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Enquanto Faith conversava com seu companheiro, olhou para o pé da escada e viu Alice paralisada, os olhos arregalados e vítreos — mais uma visão. Emmett notou imediatamente a mudança no semblante da irmã e sua atenção se voltou para ela. Um segundo depois, todos estavam reunidos na sala, a tensão carregando o ar como eletricidade antes de uma tempestade.
— Eles chegarão em quatro dias — Alice anunciou com a voz baixa, mas firme.
— Isso pode virar um banho de sangue — Carlisle disse, cruzando os braços, o olhar sério.
— Quem tá nisso? — Edward indagou, os olhos intensos fixos na irmã.
— Eu não reconheci ninguém... talvez um — Alice murmurou, ainda visivelmente abalada.
Edward franziu a testa e fechou os olhos por um breve segundo, lendo os fragmentos da mente de Alice.
— Conheço esse rosto... é daqui. Riley Biers — ele disse, com pesar. — Ele não começou isso.
— Quem começou isso deve estar longe da ação — Alice comentou, o tom sombrio.
— Pode ser Victoria... ou Kai — Emmett sugeriu, o maxilar travado, os braços em torno da cintura de sua ruiva.
— Kai não criaria isso — Hope rebateu, firme.
— Devem estar jogando com o ponto cego das visões da Alice — Carlisle raciocinou.
— É, mas o exército está vindo... e não temos gente suficiente pra proteger a cidade — Jasper disse, os olhos endurecendo com lembranças antigas da guerra dos recém-criados.
— Que... peraí, que exército é esse? — Jacob perguntou, a confusão estampada no rosto.
— Recém-criados. Da nossa raça — Carlisle respondeu com pesar.
— E estão atrás do quê? — Embry quis saber, a voz baixa, quase como se temesse a resposta.
— Estão circulando o cheiro da Bella entre eles. Uma blusa vermelha... — Alice disse com os olhos ainda distantes da realidade.
Aquela conversa fazia a cabeça de Faith latejar. Cada palavra, cada nome, trazia ecos de uma guerra que não era sua. Mas uma certeza ardia em seu peito: aqueles recém-criados não estavam atrás dela — e isso a aliviava profundamente.
Enquanto os outros ainda debatiam estratégias, Faith se afastou em silêncio, os passos leves como os de um fantasma. Ela precisava de ar, precisava pensar — precisava ficar sozinha.
Mas Emmett a conhecia bem demais.
Não demorou mais de dois minutos para ele encontrá-la do lado de fora, sentada no parapeito da varanda, com os cabelos sendo soprados pelo vento e os olhos fixos na floresta escura.
— Achei que estivesse fugindo de mim — ele disse suavemente, se aproximando.
— Nunca de você... só do caos lá dentro — ela respondeu sem virar o rosto.
Emmett se encostou na parede ao lado dela, os braços cruzados. Ele a observou em silêncio, até que falou:
— Você sabe de algo, não sabe?
Faith suspirou. Ela hesitou por um momento, e então finalmente olhou para ele. Seus olhos carregavam um brilho de convicção.
— Está claro como cristal... Victoria está no controle. Riley é só um peão, um brinquedo quebrado que ela joga na linha de frente pra sujar as mãos por ela — Faith declarou com convicção, os olhos fixos no nada, mas a mente trabalhando como lâminas afiadas. A intensidade na sua voz fez Emmett arquear as sobrancelhas, surpreso — e impressionado.
Ele cruzou os braços, observando atentamente cada nuance em seu rosto.
— Você não está fazendo isso pela Bella, está? — ele disse num tom mais baixo, quase acusatório. — Você não quer protegê-la... você quer vingança. Porque não conseguiu acabar com Victoria naquela vez.
Faith virou o rosto devagar, os olhos encontrando os dele com uma intensidade crua, sem máscaras.
— Você me conhece mais do que eu gostaria — ela admitiu, sem vergonha, sem desculpas. Havia dor ali, mas também fúria. Um fogo antigo, alimentado por perdas e fracassos que ela jamais esqueceu.
Antes que Emmett pudesse dizer qualquer outra coisa, uma voz suave, porém carregada de tensão, os interrompeu:
— Eu espero que você esteja disposta a nos ajudar, Faith.
Alice surgiu, os olhos grandes e vítreos, como se ainda estivesse meio presa em uma visão. Faith e Emmett se viraram para ela, e o silêncio que caiu foi pesado.
— Isso não vai ser só sobre Bella... — Alice continuou, dando mais um passo à frente — Eu não contei isso a todos... não ainda. Mas eu vi você. Vi alguém te matando.
Faith empalideceu, mas não recuou.
— Vi um vulto, rápido demais para identificar, envolto em preto. Um dos Volturi. Não era uma execução... era pessoal. Frio. Quase silencioso. Acontece logo depois que o exército chega.
O silêncio caiu como uma neblina espessa e sufocante. O coração já sem batidas de Faith pareceu estremecer por dentro. Alice não era de exageros — se ela via a morte de alguém, era porque ela estava realmente próxima.
Faith olhou com os olhos fixos nos de Alice, tentando captar cada detalhe não dito por trás daquelas palavras.
— Quem? — sua voz saiu baixa, quase inaudível, mas carregada de uma fúria latente. — Quem me mata?
Alice hesitou, o olhar mergulhado em dor e conflito.
— Eu... não vi o rosto — ela confessou. — Só vi o brasão dos Volturi... e uma estaca atravessando seu coração.
Emmett se virou, com os olhos em brasas, mal sabia ele o caos que estaria por vir.
Ops! Esta imagem não segue nossas diretrizes de conteúdo. Para continuar a publicação, tente removê-la ou carregar outra.
Oioi pessoal, finalmente apareci!
Um capítulo curto só pra dizer que terá atualizações!
Votem e comentem o que estão achando, isso é muito importante!!