"A dor e o prazer dançam como antigos amantes, inseparáveis e intensos, cada um revelando segredos que apenas a entrega pode desvendar."
-Lobomalebem
Maraisa
Marília e Luísa trocaram um olhar rápido, como se um diálogo inteiro estivesse acontecendo entre elas sem a necessidade de palavras. O ar na sala parecia mais denso, carregado de expectativa, enquanto eu permanecia sentada, tentando acalmar a inquietação crescente que se agitava dentro de mim.
— Você está tão silenciosa de repente, Maraisa — Marília comentou, seu tom casual, mas carregado de um subtexto que me fazia estremecer. — Isso é bom. Significa que está pensando. Ou será que está começando a se perguntar o que exatamente pediu?
Luísa soltou um riso baixo e aproximou-se, inclinando-se para sussurrar próximo ao meu ouvido. — Está com medo, querida? Ou seria... curiosidade?
Eu mordi o lábio, minha respiração acelerando. Havia um calor subindo pela minha pele, e não era apenas pelo toque ou pelas palavras delas. Era algo mais profundo, uma mistura de ansiedade e antecipação. Meu olhar se moveu entre as duas, sem saber como responder.
Marília sorriu, inclinando-se levemente, e sua mão tocou meu queixo novamente, virando meu rosto para que eu não pudesse desviar. — Não se preocupe, pequena. Não vamos fazer nada que você não esteja pronta para aceitar. Mas você precisa entender que este é o começo de algo... intenso.
— Intenso como? — Minha voz saiu mais suave do que eu pretendia, quase um sussurro.
Luísa deu um passo ao lado de Marília, seus olhos brilhando com uma mistura de doçura e malícia. — A dor e o prazer andam lado a lado, Maraisa. Para realmente entender o que significa se entregar, você precisa conhecer ambos. Precisamos explorar seus limites, testá-los.
Eu engoli em seco, minha mente girando com as implicações. — E se eu... se eu não souber os meus limites?
Marília se agachou novamente à minha frente, o sorriso no rosto dela ganhando um toque quase predatório. — É para isso que servem as palavras de segurança, minha garota. Verde para tudo bem. Amarelo para quando você sentir que precisamos desacelerar ou prestar atenção. E vermelho... — Ela parou, sua voz carregada de intensidade. — Vermelho significa que paramos. Tudo. Imediatamente.
— Sem exceções? — Minha voz tremia, mas eu precisava ouvir aquilo.
— Sem exceções. — Luísa respondeu com firmeza, sua mão pousando levemente sobre meu ombro novamente. — Porque confiança é o alicerce de tudo o que estamos propondo. Sem isso, não há entrega. Não há nós.
O coração no meu peito parecia querer saltar. Eu olhava para Marília, depois para Luísa, e uma pergunta surgiu em minha mente, escapando antes que eu pudesse me conter. — E... o que acontece se eu não conseguir?
Marília inclinou a cabeça, analisando-me com cuidado. — Não se trata de conseguir ou falhar, Maraisa. Trata-se de aprender. De sentir. Vamos guiá-la, mas você precisa estar disposta a atravessar essa porta.
— E a primeira lição começa agora. — A voz de Luísa carregava um tom definitivo, e o olhar que ela trocou com Marília me fez estremecer.
— Espera... agora? — perguntei, sentindo o pânico e a excitação se misturarem em minhas palavras.
Marília riu suavemente, mas havia uma ponta de provocação em sua voz. — Claro, querida. Por que não? Você disse que confia em nós, não foi?
Eu engoli em seco, balançando a cabeça. — Sim, mas...
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𝓒𝓸𝓷𝓽𝓻𝓪 𝓟𝓸𝓷𝓽𝓸 ❦
Fiksi PenggemarAs gravações de "melhor sozinha" trouxeram a tona tudo que Luisa e Marilia sentiam uma pela outra: Tesao, fogo e a paixão latente entre tanto ambas eram dominadoras natas em todos os aspectos de suas vidas principalmente entre quatro paredes. Elas s...
