Episódio 45

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No mesmo dia.

Fui para o local onde eu mandei os meninos me encontrarem com o Lf. Eu rendi e deixei a Lívia ir comigo, quando cheguei lá estava o Kn, Bn, Gl, Mosquitinho e o Lf do chão, a Lívia estava no canto no galpão e eu estava de frente para o Lf enquanto os outros estavam em círculo

Lf: por que eu to aqui?

Ele perguntou me olhando enquanto suava frio, chegava a pingar

Moreno: preciso que me confirme uma coisa.

Seguro meu fuzil com firmeza enquanto encaro ele

Lf: sim senhor.

Moreno: quem estava com a moto do Lp?

Continuo na mesma posição e com a mesma firmeza na voz.

Lf: eu...

Ele abaixa a cabeça engolindo seco

Moreno: Ham... e quem atirou na Lívia?

Dou um passo pra frente ficando mais próximo dele.

Lf: ...

Ele fica em completo silêncio com a cabeça baixar sem dizer nada

Moreno: responde fdp!

Me altero fazendo ele se assustar, ele olha de relance para o Kn e depois abaixa a cabeça de novo. Olho para o Kn e ele abaixa a cabeça

Moreno: não vai responder?

Espero um pouco e aponto o fuzil na cabeça dele encostando

Ele permanece em completo silêncio, como eu queria arrancar a verdade dele, não iria matar então mandei os meninos colocarem ele sentado em uma cadeira que havia ali e pegar o sal grosso e jogar em um balde de água e uma lixadeira elétrica

Moreno: sabe pra que serve isso?

Me sento na cadeira a sua frente encarando ele com a lixadeira na mão.

Lf: sei...

Ele diz com a voz baixa e trêmula, suas pernas não paravam de tremer e sua mão inquieta.

Moreno: ótimo, então eu não vou precisar explicar. Agora me responde, quem estava lá com você no dia do tiroteio?

Ligo a lixadeira e espero ele responder e como imaginado, ele ficou quieto então encostei a lixadeira em seu coxa enquanto os meninos seguravam ele e depois peguei uma mão de sal grosso que estava na água e coloquei onde estava a ferida da lixadeira fazendo ele gritar de dor, esperei ele parar e encarei ele de novo

Moreno: quem atirou na Lívia?

Digo com o tom mais paciente que me restava

Lf: vai me matar?

Ele me olha com o rosto molhado com mistura de lágrimas e suor e com olhar de piedade

Moreno: você vai ganhar o seu.

Desligo a lixadeira e encaro ele esperando ele falar

Lf: o dinheiro que eu recebi pra fazer isso eu entreguei para outra pessoa, eu não estava com moral de me fuder mais, já tenho que lidar com o bglh do Enzo, se eu tivesse que atirar na sua mulher eu teria me matado antes mesmo de você fazer isso

Ele diz me olhando com sua voz trêmula e quando ele terminou de falar ele olhou para o Kn e ao mesmo tempo eu olhei junto com ele e o Kn tava com um olhar de raiva e medo enquanto escutava o Lf falar

Moreno: da o papo.

Encaro Lf sério e querendo que ele seja direto

Lf: foi o Kn chefe...

Dou um leve sorriso de canto satisfeito com a sua resposta, me levanto da cadeira e enquanto todos olhavam para Kn surpresos e assustados eu comecei a rir, mas rir de raiva e nervoso

Moreno: obrigado luis Felipe, muito obrigado

Digo enquanto continuo rindo e me aproximo dele. Ele estava me encarando com seu olhar sério mas de medo

Moreno: pra quem entrava na minha sala, fumava da minha maconha, via tudo de confidencial se rebaixou a isso? Trair seu próprio chefe

Respiro fundo encarando ele e fico sério

Moreno: você vai sofrer na minha mão fdp, não vai ter uma morte rápida como sempre quis, não é você que me dizia "quando eu morrer quero levar um tiro na cabeça, assim morro rápido e não vejo minha morte" você deu um azar do crlh pq quem vai te matar sou eu e vai ser do meu jeito.

Dou um sinal pra Livia sair e assim ela faz, os meninos levam o Lf pro galpão do lado e fico apenas eu e o Kn ali. Pego sua arma e jogo no canto do galpão, ele tira seu colete e fica me olhando.

Moreno: você sabe como funciona esse galpão não sabe? Ah! Óbvio que sabe. Vai, se adianta.

Cruzo meus braços esperando ele fazer o que tinha que fazer, e então assim ele faz, tira sua roupa e durante o processo ele não disse nada, assim que ele fica completamente despido ele coloca as mãos na parede como se fosse fazer uma abordagem, no canto do galpão havia uma lata grande com água e madeira dentro e então pego uma e me viro para ele me aproximando.

Kn: desculpa moreno, eu não queria...

Ele diz na mesma posição sem me encarar.

Moreno: desculpa?! Agora você quer pedir desculpas?!

Seguro a madeira como um taco de beisebol e bato com a madeira em suas costas deixando marcado instantaneamente. Bato com a madeira em suas costas repetidamente por um bom tempo, ele gritava e gemia de dor, depois de um bom tempo ele já estava jogando no chão com as costas roxa e ensanguentada, me sento na cadeira dali e fica olhando para ele, acendo um balão que estava em meu bolso enquanto ele continuava no chão.

Moreno: você sabe o que eu vou fazer com você não sabe?

Dou uma tragada não balão enquanto relaxo na cadeira

Moreno: mas não vou fazer hoje, eu disse que você ia sofrer na minha mão então é isso que eu vou fazer.

Me levanto da cadeira e saio do galpão deixando ele lá sozinho, quando saio me deparo com a Lívia sentada na moto me esperando

Moreno: bora.

Ela chega pra trás e eu me sento, ligo a moto e dou partida, enquanto sigo o caminho da minha casa pego meu celular e ligo para a minha mãe avisando que ela já podia trazer as crianças pra casa. Chego em casa, eu e a Lívia fomos tomar banho e quando terminamos nós deitamos esperando as crianças chegarem.

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Ooiii gente, foi isso que eu consegui entregar hoje, eu espero que vocês tenham gostado. Vou tentar postar ep toda semana (tentar kk), bjs.

Dono do Morro.Onde histórias criam vida. Descubra agora