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Akane kaito

Como eu não poderia reconhecer aquela voz? Era impossível. Os mesmos olhos escuros e penetrantes... a mesma pele pálida, branca como a neve, criando um contraste gritante com os cabelos negros como a noite. Ele era uma cópia perfeita de mim - mas em uma versão masculina. A única diferença era a cicatriz no canto da bochecha, uma marca que parecia torná-lo ainda mais frio e distante.

E, é claro... ele era o meu-

- Não vai dar um abraço no seu querido pai, Kaká? - Sua voz carregava um tom zombeteiro, e aquele sorriso cínico estampado em seu rosto me causava repulsa. Como ele ousava aparecer depois de tanto tempo? Depois de me abandonar à própria sorte em um orfanato?.

- O que você fez com a minha mãe, seu desgraçado?! - Antes que você perceba, minhas mãos já estavam ao redor de seu pescoço, apertando com todo

- O que você fez com a minha mãe, seu desgraçado?! - Minha voz saiu mais feroz do que eu esperava, falou cheia de ódio.

Antes que eu perceba, meus dedos já estão ao redor do seu pescoço. Meu coração martelava no peito, e a respiração ficou pesada. Apertei com força, sentindo a pele quente sob minhas mãos, os músculos contraindo sob a pressão.

Ele não atrasou. Não tentei afastar minhas mãos. Pelo contrário - seus lábios se curvaram em um sorriso torto, desafiador. Seus olhos escuros me encaravam com uma calma insuportável, como se minha fúria fosse apenas uma brincadeira para ele

- adivinha - ele murmurou, a voz rouca pelo abertura, mas ainda assim incluído de escarnio.

Em uma fração de segundo, ele agarrou meu pulso com uma força brutal e arrancou minha mão de seu pescoço como se fosse nada. Antes que eu pudesse reagir, meu corpo foi jogado com violência contra o chão. O impacto atingiu meus pulmões, e um zumbido preencheu meus ouvidos

Num piscar de olhos, ele já estava sobre mim, instruído seu peso contra meu corpo, me deixando completamente vulnerável. Tentei me mover, mas seus joelhos prenderam minhas pernas, enquanto uma das mãos segurava meu pulso contra o chão com tanta força que minha pele ardia.

- Quer saber o que eu fiz? - Sua voz saiu baixa, carregada de um veneno cruel. Ele inclinou o rosto para mais perto, seus olhos sombrios brilhando com uma satisfação doentia. - Eu matei a vadia da sua mãe.

Meu sangue gelou.

- Quer dizer. - ele continuou, arrastando cada palavra como se saboreasse a ocorrência - eu a enterrei viva. Esperei até que só restante os ossos.

Minha respiração ficou presa na garganta, o peito subindo e descendo rápido demais.

- E sabe o que fiz depois? -Seu sorriso se alargou, perverso. - Joguei os ossos para os cachorros e eles saboream cada pedacinho, minha querida filha.

- Por que você fez isso, seu maldito?! - minha voz saiu comunicada de dor e raiva. - Ter nos abandonados doeria menos do que isso!

Ele riu. Uma risada baixa e sem humor, cheia de malícia.

- "Porque os instintos de um kaito são esses"

Meu corpo enrijeceu.

- E você, Akane... que milagre não matou aquela tal de Liz? - Ele revelou de lado, como se estivesse se divertindo com minha ocorrência. - Mas sabe o que é engraçado? Foi por sua culpa que aquele professor morreu.

- Ah... e aquele homem... - Ele continuou, sua voz fria como gelo. - Aquele da gangue mais perigosa do Japão... Depois que você descobriu a traição de um dos membro dele , você o matou. Não foi?

entre luvas e sangue Onde histórias criam vida. Descubra agora