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Naoto Tachibana

Acordei com uma leve dor de cabeça e uma estranha sensação no peito. O quarto estava mal iluminado, o ar levemente frio, e ao virar o rosto para o lado, vi Liz. Seu rosto estava sereno, os fios ruivos espalhados no travesseiro, o lençol fino cobrindo seu corpo. E ao olhar para mim, meu estômago revirou. Eu estava realmente nu? O que aconteceu na noite anterior?

— Merda… — murmurei, sentindo um nó se formar em minha garganta.

Peguei o celular na escrivaninha ao lado e a tela acendeu com várias mensagens de Akane. Meu coração apertado. Fechei os olhos, tentando juntar os fragmentos da noite anterior, enquanto minha mente ainda nublada buscava por qualquer informação, como um detetive, como eu parou nessa situação? A última coisa que eu lembro é sobre a festinha que teve, a comemoração por termos prendido um dos membros da gangue de Tokyo takamichi
Andei pelo pequeno quarto até achar um mini banheiro e finalmente fui tomar um banho.

Deixei que a água fria corresse pelo meu corpo, e enquanto o choque térmico me trazia de volta à realidade, flashes da noite anterior emergiram na minha mente. O sorriso de Liz, o álcool queimando na garganta, a visão turva… E então, o nada.

Já vestido com a mesma peça da noite anterior, me sinto na beira da cama, observando-a até que ela despertasse. Liz se espreguiçou lentamente, seus olhos dançando de satisfação ao me encarar. Seu sorriso satisfeito.

Ela sabia exatamente o que tinha feito. Ela realmente me envenenou? Porque será que a ruiva ia sentir sastifazao em estragar meu namoro com a akane desse jeito? Estamos juntos a tanto tempo, uns 3 anos, para que estragar um relacionamento tão bonito desse por mais que a akane tivesse seus problemas e neste momento ela continuava sendo alguém incrível.

Liz, temos muito o que conversar. — Minha voz saiu firme, mas controlada. Cruzei os braços, olhando para ela e para a bagunça ao nosso redor. — Quero saber por que fez tudo esse show.

Gesticulei para o pequeno quarto, para a cama desarrumada, para as roupas da mesma  espalhadas pelo chão. O gosto amargo da confusão ainda estava na minha boca.

— E, por favor, vista  uma roupa antes, você está se comportando que nem uma vadia - minha voz saiu com um pouco de veneno dessa vez.

Fechei os olhos para dar privacidade, não porque ela merecesse respeito, mas porque eu respeitava minha mulher. Mas não foi isso que aconteceu.

Senti a cama se mover. Um deslizar de tecido, uma sugestão de lençol contra a pele. Ela estava se aproximando.

— O que sua amada faz da vida, hein? — O tom dela era doce, mas venenoso. — Eu sou policial, você é policial… Faz sentido que fiquemos juntos, certo?

— Sem contar que ela é fria. Pouco sociável. E ainda tem aquele problema… Como é mesmo o nome? Ah, sim. Borderline? - falo em tom zombateiro querendo me levar ao limite e ela estava conseguindo.

O peso no colchão. O calor dela se aproxima. Liz se sentou em meu colo, sua intimidade roçando em meu pau, senti até que ela estava começando a ficar frustrada por não conseguir ficar duro, a única garota que conseguia isso era a akane por mais que fizesse isso poucas vezes.

Antes que eu pudesse reagir, minha paciência se esgotou. Empurrei Liz para longe, sem me preocupar se ela cairia no chão O estrondo de seu corpo batendo ecoou pelo quarto.

— Escuta aqui, Liz — minha voz era puro gelo — não ouse falar assim da minha akane

Ela me olhou, incrédula. -seu bro- mais antes que ela pudesse continuar.

— O cabelo da Akane é lindo como as trevas. E pode não ser um policial como nós, mas ajudou mais pessoas do que nós dois juntos. Você acha que é fácil crescer sozinha num orfanato? Ela pode ser fria, um pouco sociável, mas é uma mulher incrível Eu pretendo pedi-la em casamento.

entre luvas e sangue Onde histórias criam vida. Descubra agora