Akane kaito.
Eu reconheceria aquela voz em qualquer lugar-era a mãe do Naoto. Mesmo do outro lado da porta, conseguia ouvir a conversa abafada entre ela e meu primo.
- Ela precisa sair dessa cama uma hora ou outra - a voz dela era firme, mas carregava uma ponta de preocupação.
- Mas, senhora... - kazoutora começou a falar, mas sua frase foi interrompida pelo som da maçaneta girando.
O medo me paralisou. Me encolhi ainda mais sob as cobertas, desejando desaparecer. A luz fraca do quarto parecia forte demais para meus olhos cansados. Meu corpo estava frágil, preso em um ciclo de exaustão e dor.
O cheiro de suor e lençóis não trocados impregnava o ambiente. Meu cabelo, há dias sem ver uma escova, caía em fios embaraçados sobre o travesseiro. A pele ardia, ressecada pela falta de cuidados. Mas nada disso importava. Nada mais fazia sentido desde que descobri que minha mãe se foi.
Ela morreu.
E eu nunca poderia a enterrar.
A dor dessa realidade era um abismo dentro de mim, sugando tudo ao redor. A traição de Naoto, que antes me dilacerava, agora parecia uma ferida menor comparada a essa perda irreparável.
- Vamos, Akane - a voz da mãe dele me trouxe de volta à superfície. Ela se aproximou, sentou-se na beira da cama. - Já passou da hora de você sair daqui. Você se isolou por uma semana inteirinha.
Senti o colchão afundar sob seu peso, o toque delicado de sua mão sobre o cobertor que me envolvia.
- Eu vou te ajudar, querida - ela continuou, num tom suave, quase maternal. - Vamos tomar um banho e sair um pouco, respirar ar fresco, ver o mundo lá fora. Você não precisa enfrentar isso sozinha.
ela praticamente me puxou pelos braço e me fez sair daquela cama, Não me dando nenhuma escolha de recuar, e eu também não tinha forças para isso então só aceitei ela me guiando até o banheiro.
O banho foi um choque. A água quente escorreu pela minha pele, lavando não apenas a sujeira acumulada, mas também uma pequena parte do peso que eu carreguei no peito. Meus músculos, antes rígidos, conseguerim me relaxar por um momento em algum momento eu já estava fazendo isso sozinha só escutei a voz da minha ex sogra dizendo.
- só vou adiantar e escolher uma roupa para sairmos ok? - como o banheiro não era muito distante do meu quarto consegui ouvir bem a voz dela.
Então quando acabei meu banho me enrolei nas toalhas e sai do banheiro sem muito barulho, ao fundo conseguia escutar o kazoutora assistindo na tv.
Quando entrei no meu quarto vir a senhora Tachibana, mexendo nas minhas gavetas como se estivesse procurando por algo e não por roupas.... Ela só percebeu minha presença quando eu disse.
- O que a senhora está fazendo? - falo, arqueando uma sobrancelha e ficando de braços cruzados.
Ela se sobressaltou, claramente não esperava que eu voltasse tão rápido. Mas logo recuperou a compostura e me lançou um olhar cauteloso.
- Oh! Eu só estava organizando essa bagunça - respondeu, dando uma olhada ao redor, como se quisesse reforçar o estado do quarto. - Mas já escolhi a roupa perfeita para você.
Olhando em cima da cama reparo no vestido preto que eu usei no primeiro encontro com o Naoto, fazia tanto tempo que eu não o usava ele me dava tanto nostalgia, ela respeitou minha privacidade e deixou eu sozinha no quarto para que o vestisse e quando eu finalmente fiquei pronta, abri a porta e a vi guardando algo na bolsa, como se fosse algo precioso.
- o que e isso que a senhora tá guardando? - minha voz repentina a pegou de surpresa e ela não pode evitar de colocar a mão no coração.
- que susto garota e só meu celular - solto uma risada genuína depois de tanto tempo sem rir - mais seu celular tá em cima da gaveta - aponto para o mesmo e claro que rapidamente ela muda de assunto.
- ah eu sou mesmo esquecida, mas vomos se concentrar em você meu amor, vou fazer um penteado lindo arrumar seu cabelo e fazer suas unhas e uma maquiagem de leve, tenho uma boa surpresa para você.
Então assim ela fez 1 hora depois eu estava totalmente produzida queria entender o que estava acontecendo e que tal surpresa e essa, eu e o Naoto não tinhamos mas nada e porque essa preocupação toda? Derrepente.
E aqui estava eu, de volta ao restaurante onde eu e Naoto tivemos nosso primeiro encontro. O ar ainda carregava o cheiro familiar de vinho suave misturado com especiarias, e a iluminação amarelada criava sombras delicadas nas paredes. Mas algo estava diferente.
Olhei por cima do ombro, procurando minha ex-sogra.
- Senhora Tachibana?
O silêncio foi minha única resposta.
Franzi a testa, olhando ao redor. O restaurante estava vazio. Não havia garçons, nem clientes conversando em um burburinho distante, como sempre acontecia. Apenas eu... e um caminho de pétalas vermelhas se estendendo pelo chão, guiando-me até uma única mesa no centro do salão.
Meu coração bateu mais forte.
Ao fundo, minha música favorita começou a tocar, baixinha, mas clara o suficiente para me envolver naquele momento estranho e nostálgico.
Isso só podia ser uma maldição... certo?
Com passos hesitantes, segui até a mesa, sentindo uma estranha mistura de curiosidade e receio. Assim que me sentei, as luzes ao redor diminuíram ainda mais, e um telão se acendeu diante de mim.
As imagens começaram a passar.
E meu peito se apertou.
Eram fotos minhas e de Naoto. Nós sorrindo juntos, abraçados, trocando olhares apaixonados em momentos que agora pareciam pertencer a outra vida. Vi nosso primeiro festival juntos, os aniversários, as tardes preguiçosas assistindo filmes no sofá.
Minha garganta se fechou.
O que... o que estava acontecendo?
Eles queriam me torturar? Me lembrar da traição!
A dor da separação ainda estava aberta como uma ferida exposta, e reviver tudo isso parecia cruel. A angústia me dominou, e, sem pensar duas vezes, me levantei apressada.
Eu precisava sair dali. Agora.
Mas antes que eu pudesse dar um passo em direção à saída, uma voz ecoou pelo salão vazio.
Baixa, firme, carregada de emoção.
- Fique.
Senti um arrepio subir pela minha espinha.
Meus pés congelaram no chão. Eu conhecia aquela voz.
Respirei fundo e, com o coração martelando contra o peito, virei-me lentamente.
E ali, parado diante de mim, com um olhar intenso e vulnerável, estava Naoto.
Meu ex-namorado.
A única pessoa que eu não sabia se queria abraçar ou fugir.
Uma parte de mim
E aqui estava eu, no restaurante que eu e o Naoto tivermos nosso primeiro encontro olhei para trás mais não encontrei mais minha ex sogra...
- senhora Tachibana? - O restaurante também estava vazio ao chão tinha petulas vermelhas que ia a única mesa a luz de velas, ao fundo tocava minha música preferida, o que tá acontecendo aqui? Me sentando a mesa, um telão passava fotos minha e do Naoto juntos, eles queriam acabar comigo? E então quando me levantei pra ir embora só escutei uma voz.
- fique - e ao me virar me deparei com meu ex namorado.
Ele me explicou o que aconteceu naquela noite e até tinha uma gravação de quando rejeitou a Liz, eu só não aceitei as desculpas dele por realmente o amar como também porque eu tinha uma missão a comprir...
Então comemos, bebemos e dançamos agarradinho até que em um momento ele se abaixou e tirou uma aliança do seu bolso e fez aquela típica pergunta que toda mulher sonha em ouvir algum dia.
- quer casar comigo Akane?
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entre luvas e sangue
Hayran Kurguimagine akane kaito é uma assassina a sangue frio, que usa luvas para não deixar rastros, naoto Tachibana e um detetive que está investigando os misteriosos assassinatos que estão ocorrendo em Tóquio entretanto, Ele não sabe ou sabe, que a sua amada...
