fifteen; love and affection

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Depois de nos livrarmos daquele perturbado, abracei o Ji e deixei um beijinho em seus lábios.

— Não posso te deixar sozinho por um minuto que já aparece um urubu pra se atirar em você. — revirei os olhos e sorri.

— Amor. — riu. — Isso quer dizer que você precisa ficar bem agarradinho em mim.

Ele fica a coisa mais preciosa com as bochechas vermelhas e com os cabelos grudados na testa. Não me canso de admira-lo por um minuto se quer.

— Sabe, eu nem acredito que teremos que voltar hoje. Não quero ficar longe de você. — confessei.

— Eu também não quero, amor. — ele respondeu e pareceu estar pensativo sobre algo.

— Está tudo bem? — perguntei curioso sobre seus pensamentos.

— Sim, eu só estava pensando sobre o que você estava vendo no celular mais cedo ... — o olhei confuso. — Quando estávamos tomando café.

— Ah sim, antes de virmos pra cá, né?

Ji concordou e ficou me analisando.

— Eu recebi um e-mail de uma faculdade que eu me candidatei no final do ano passado. — contei feliz pelo ocorrido.

— Jura? Mas, e aí? — perguntou transbordando expectativas.

— Eles me convidaram pra fazer uma visita no campus e uma entrevista.

— Nossa, isso é incrível! — ele sorriu e me abraçou com força.

— Obrigado, eu estava ansioso por isso.

— Qual é a faculdade sortuda?

Eu sorri sem graça e permaneci calado por alguns minutos. Não quero que ele pense que vou deixá-lo logo agora que as coisas estão caminhando muito bem entre nós. Nunca pensei que logo no meu último ano me apaixonaria e não tive muito tempo para pensar no que fazer desde então.

— Loiro, a gente pode deixar essa conversa pra amanhã? Eu quero aproveitar minhas últimas horas com você aqui. — pedi.

Ele me olhou um pouco desconfiado, mas assentiu.

Felizmente a piscina continuou vazia nas próximas horas, nos dando bastante privacidade.

Ji estava quase seco quando pedi ajuda para sair dela. Quando tentou me puxar para cima, o puxei para dentro da água novamente.

Revoltado, ele tentou me afundar várias vezes sem sucesso. Prendi suas pernas ao redor da minha cintura e encostei suas costas na parede da piscina.

— Me solta, que eu vou te afogar! — falou tentando se soltar de mim, enquanto ria.

— Ei. — chamei.

Quando ele me olhou nos olhos, percebeu todo o brilho e desejo que estou sentindo por ele.

— Eu quero você. — sussurrei.

A água morna envolvia nossos corpos, mas o calor entre a gente vinha de outro lugar. O mundo ao redor parecia distante — apenas o som suave da água se movendo e o nossos corações acelerados preenchiam meus ouvidos.

Since The First TimeOnde histórias criam vida. Descubra agora