eight; mystery

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Bem, não posso dizer que não esperava por essa frase vinda dele, pois tem sido bem transparente nos últimos dias, mas estou muito surpreso com tudo que está acontecendo. Eu nunca quis tanto alguém assim como quero ele e me sinto completamente tentado a beijá-lo aqui e agora, mas infelizmente não posso me permitir.

─ Jeon ... ─ respirei com dificuldade. ─ Por favor, não faz isso comigo.

─ Você não quer? ─ continuou me olhando com atenção, tentando decifrar todos os meus pensamentos.

─ Eu ... eu só não posso. ─ o observei com os olhos um pouco arregalados assim que sua mãe o chamou.

─ Jungkook, vem aqui um minuto, por favor.

─ Já vou, mãe. ─ ele suspirou e se afastou me dando espaço para sair da porta. ─ Eu já volto.

Assim que ele saiu e encostou a porta, quis me bater por ter agido assim com ele. Qual é o meu problema afinal? Não posso mentir pra mim mesmo e dizer que não quero. O que eu mais quero é jogar ele nessa cama e beijá-lo até não respirar mais. Só que também não posso magoar meu melhor amigo. Não sei o que fazer.

Posso ignorar todos os contras e deixar acontecer, acho que o Tae entenderia, né? Ou impor meus limites para sermos apenas amigos. Eu consigo fazer isso ...

─ Ji, minha mãe perguntou de qual pizza você gosta. ─ Jeon apareceu do nada me tirando dos meus pensamentos conflitantes.

─ Oi? Ah, pizza, eu gosto de todas ...

─ Não sei se tem esse sabor. ─ ele sorriu fazendo graça. ─ Pode ser calabresa?

─ Pode sim, eu gosto.

Achei que minha vinda aqui seria apenas para realizarmos o trabalho, apesar de haver uma pequena esperança em meu coração dele tomar alguma atitude. A quem eu quero enganar? Estou caidinho por ele desde a primeira vez que o vi.

Acho que só não o beijei pelo medo da primeira vez, porque especial eu sei que ele é. Me deu um frio na barriga absurdo, quase desmaiei, mas deu pra fingir costume. Será que ele me beijaria mesmo sabendo que nunca beijei? Por que alguém tão bonito quanto ele iria querer me beijar? O Tae é tão mais bonito que eu ...

Eu realmente não entendo, estou tão confuso. Acho que uma terapia cairia muito bem.

Assim que ele voltou, nós dividimos as tarefas e começamos a fazer as pesquisas necessárias para o trabalho. Era bastante coisa, mas fizemos de tudo para conseguir terminar no mesmo dia. Não que eu estava fugindo, sabe? Mas é melhor não voltar aqui sozinho, não quero me complicar ainda mais.

Quando terminamos, descemos para comer a pizza. Graças a Deus ele não tentou mais nada e também não tocou no assunto. No fim, não sei se isso é bom ou ruim, só sei que não quero afastá-lo de mim.

No caminho até minha casa, o silêncio até que estava bem confortável. Estava agarrado a ele em sua moto, com os olhinhos fechados aproveitando para sentir seu cheiro inebriante. Na porta de casa, desci e falhei em tirar o capacete, pois estava nervoso com seu olhar sério direcionado a mim.

─ Deixa que eu te ajudo. ─ me puxou para perto pela cintura e me ajudou a tirá-lo da cabeça.

─ Obrigado. Por tudo. ─ sorri mínimo um pouco sem graça pelo ocorrido de mais cedo.

Ele me puxou mais para perto e me envolveu com seus braços. Senti seu sorriso e um beijo em meio aos meus fios. ─ Eu estou disposto a esperar o tempo que for necessário por você, só não demore muito, por favor. ─ suas palavras abafadas pela proximidade saíram como súplicas e por mais que talvez ele não soubesse, eu entendia exatamente o que ele estava sentindo, pois sentia igual.

Since The First TimeOnde histórias criam vida. Descubra agora