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Tóquio nos recebeu com céu limpo e um vento leve, daqueles que mexem no cabelo. É primavera ─ e tem algo de poético nisso, como se o nosso romance estivesse perfeitamente alinhado com o florescer das cerejeiras.
O carro que nos trouxe até o hotel deslizou pelas ruas limpas e cheias de vida. Jimin está colado na janela, olhos atentos a casa detalhe, como uma criança entrando num sonho enquanto eu o filmo. Ver ele empolgado com as coisas simples me dá uma paz impossível de explicar.
Chegamos no hotel, um daqueles modernos e elegantes, mas com um toque minimalista. O quarto é grande, cheio de vidro, luz natural e uma cama enorme no centro, com lençóis brancos que gritam "descanso merecido".
Mas o que mais chamou atenção e não só a minha, foi o banheiro.
As paredes de vidro cercam a banheira e o chuveiro deixando tudo à vista. Um botão no canto oferece a opção de "vidro fosco", mas... por enquanto, deixamos assim.
─ Eles sabem que casais vêm pra cá, né? ─ Ji comentou, largando a mochila no chão e se aproximando do banheiro como se estivesse analisando uma obra de arte.
─ Com certeza sabem. E devem imaginar o que acontece ali dentro. ─ respondo, me aproximando por trás, abraçando sua cintura.
Ele sorri e se vira pra mim.
─ A gente vai tomar banho ali como pessoas normais... ou você vai aprontar de novo?
─ Depende de você, Park.
Ele levantou uma sobrancelha, e antes que eu fizesse qualquer movimento, já estava indo pra janela.
─ Depois. Primeiro, cerejeiras.
***
Saímos no fim da tarde, quando o céu começa a mudar de cor. O parque está calmo, e o chão já começa a se encher de pétalas rosadas. As árvores parecem flutuar, de tão incrível.
Jimin caminha ao meu lado, com a câmera pendurada em seu pescoço e um sorriso suave no rosto. O vento bagunça seu fios e faz as flores dançarem ao seu redor.
─ Aqui é tão bonito. ─ ele disse, olhando pra cima, hipnotizado com tudo.
─ Você também. ─ respondi sem pensar.
Ele olhou pra mim, surpreso ─ não pelo elogio, mas pelo jeito que eu disse, como se estivesse olhando pra ele pela primeira vez.
Segurei sua mão com firmeza e puxei devagar, até ele estar colado em mim de novo. Debaixo da cerejeira, com o som distante da cidade e o perfume suave das flores, eu o beijei. Não como antes, com urgência. Mas com calma. Com presença. Com tudo que não coube na pressa do tempo.
─ Estamos muito bem, né? ─ perguntou, com a testa encostada na minha. ─ Estou muito feliz por estarmos aqui. Juntos.
─ Estamos onde deveríamos estar, meu amor. ─ disse.
As pétalas continuam caindo devagar, uma a uma, como se estivessem tão encantadas quanto eu. O beijo ainda arde de leve nos meus lábios, fazendo com que a vontade de beijá-lo de novo me provoque ansiedade. Fechei os olhos por alguns sentidos para sentir todo o ambiente e quando os abri, Jimin me com um sorriso pequeno e sincero, que me dá vontade de prometer o mundo inteiro para vê-lo sempre assim.
Sorri, sentindo meu peito quente de amor.
Continuamos caminhando, lado a lado, com os dedos entrelaçados. As árvores cobrem a trilha com sombras rosadas, e o vento traz o perfume das flores misturado com o som dos passos calmos do nosso redor. É como andar dentro de um quadro ─ e, ainda assim, nada parece mais verdadeiro do que suas mãos na minha.
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Since The First Time
Hayran KurguEu e Taehyung conseguimos sobreviver aos dois primeiros anos do Ensino Médio. Foi difícil, já que ele adorava me arrastar para as farras quase todos os dias. Mas finalmente, chegamos ao tão esperado terceiro ano. E desde agora acredito fielmente que...
