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A noite anterior ao casamento chegou com um silêncio diferente no apartamento. Não era o silêncio da paz, nem da solidão ─ era o da expectativa. Daqueles segundos antes do coração acelerar, do frio na barriga se instalar e da mente começar a criar mil cenários. Jimin e Jungkook estavam em casa, juntos, mas inquietos. E isso é raro.
Sentado no sofá, Jimin mexe nos próprios dedos, distraído, como se tentasse massagear a ansiedade para fora do corpo. O buquê já estava encomendado, o terno ajustado, os votos escritos. Tudo pronto. Ainda assim, seu peito parecia pequeno demais para guardar tanta emoção.
Jungkook, do outro lado da sala, anda de um lado para o outro com o celular na mão, revisando a lista de convidados como se alguém fosse desaparecer ali sem aviso. Ele tentou disfarçar a inquietação com uma piada boba sobre esquecerem as alianças, mas até sua própria risada soou fraca. Nenhum dos dois conseguia fingir.
─ A gente tá mesmo fazendo isso, né? ─ Ji perguntou, com a voz baixa, quebrando o silêncio com uma pergunta que não precisava de resposta. Jeon parou de andar e olhou pra ele com os olhos suaves, ainda que um pouco marejados.
─ Estamos. E... tá tudo bem ficar nervoso. Eu tô também. ─ ele respondeu, se aproximando e se sentando ao lado dele.
Eles ficaram em silêncio por um tempo, lado a lado, apenas respirando juntos. É nesses momentos que mais se entendem, sem precisar de palavras. O peso do dia seguinte está ali, mas também a certeza: a escolha que fizeram não era por impulso, mas por amor. Pela história que começaram há poucos anos e que, contra todas as probabilidades, resistia. Mais forte do que nunca.
─ E se eu chorar demais? ─ Jimin perguntou, com um sorrisinho envergonhado, encostando a cabeça no ombro de Jungkook.
─ Então eu choro com você, amor. Não tem problema nenhum. ─ respondeu, beijando o topo de sua cabeça.
Naquele noite, dormiram de conchinha, ainda nervosos, mas aquecidos por algo maior ─ a certeza de que encontraram todas as respostas um no outro.
No dia seguinte, o mundo veria dois homens subirem ao altar. Mas ali, naquela cama, já estavam duas almas casadas pelo amor que construíram e pela escolha diária de ficarem, mesmo com medo.
***
O céu parece ter escolhido celebrar com eles. É fim de tarde, e o dourado do sol escorre suave pelas pétalas brancas que enfeitam o caminho até o altar. O ar está leve, perfumado com flores e risos, e cada convidado carrega nos olhos o reflexo do amor que reuniu todos aqui.
Jimin entrou primeiro ─ ao som de "Serendipity" ─ usando um terno creme claro com detalhes em dourado, delicado e impecável como ele. Caminha devagar, com os olhos brilhando mais do que qualquer decoração ao redor. Sua mãe, ao vê-lo passar, levou a mão ao peito, emocionada. Taehyung segurava as lágrimas com dificuldade enquanto os outros meninos sorriam como se assistissem a um sonho ganhar vida.
Logo depois, Jungkook apareceu ─ ao som de "Euphoria" ─ de terno preto elegante com uma flor branca na lapela ─ a mesma flor do primeiro buquê que deu a Jimin ─ os olhos marejados e o sorriso pequeno, cheio de ternura. Quando olhou no fim do corredor, parou por um segundo, respirando fundo e seguiu, com os passos firmes, mas o coração completamente vulnerável.
Quando ficaram frente a frente, tudo ao redor pareceu se dissolver. O celebrante falou, os convidados sorriram, mas era como se só existissem os dois naquele momento.
─ Jimin, meu amor... ─ começou Jeon, com a voz trêmula, segurando um papel dobrado com dedos ansiosos ─ Eu tentei escrever esses votos mil vezes, mas nenhuma palavra parecia suficiente pra te explicar o que você é pra mim. Então eu só vou te dizer a verdade: você me salvou. Com seu jeito de amar, de cuidar, de me fazer querer ser melhor. Você é minha casa, meu sonho, minha paz. Eu prometo ser seu porto seguro, seu melhor amigo, seu fã número um... e seu eterno apaixonado.
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Since The First Time
FanfictionEu e Taehyung conseguimos sobreviver aos dois primeiros anos do Ensino Médio. Foi difícil, já que ele adorava me arrastar para as farras quase todos os dias. Mas finalmente, chegamos ao tão esperado terceiro ano. E desde agora acredito fielmente que...
