E aqui vai o primeiro cap desta fic "refeita" e espero muito que vcs possam gostar mais ainda desta nova versão!!!
*Atenção*
Esse cap contém conteúdo sobre drogas e abandono, caso tenha gatilho com qualquer um desses fatores recomendo que não leia!
Eduarda.
Por boa parte da minha vida eu tive muita menos oportunidade do que o resto das meninas do meu time. Eu sempre vou me orgulhar tudo oque eu conquistei. De tudo oque eu consegui e de todos os lugares novos que já fui por causa desse esporte.
Quando digo que o vôlei salvou minha vida eu não estou sendo superficial.
Eu nasci em até então uma família perfeita, uma mãe que tem um emprego regular e um pai com um cargo de alta importância no ramo militar mas então, de uma hora pra outra tudo desandou.
Eu ter nascido na zona sul do rio de janeiro e ter sido criada no alto de uma favela da a entender o tamanho desta mudança.
Após meu pai largar minha mãe que, na minha opinião foi uma guerreira por aguentar 4 anos depois do meu nascimento de pura mentira e traição, o mesmo não quis mais saber da nossa família. Ele literalmente pagou pelo silêncio da minha mãe. Ao nos largar ele deixou uma mulher linda, uma filha que ia fazer 4 anos e um filho recém nascido, o Nataniel. Quando digo que ele comprou o silêncio foi quando ele literalmente nos comprou uma casa na favela do santo amaro com uma bolsa de dinheiro que não renderia nem até os 3 anos do nataniel para que minha mãe não explanasse na mídia o comportamento abusivo e explorador que seu marido perfeito tinha.
Foi ali. A partir daquele momento. A minha vida nunca seria mais a mesma.
Minha mãe sozinha, com um salário razoável teve que começar a pagar pela própria cirurgia que havia de ser feita no fígado, cuidando de dois filhos morrendo de medo de se perderam ao tráfico já que "moravam de frente pro gol" do crime organizado do rio de janeiro e... infelizmente seu medo se tornou realidade.
Nataniel as onze anos de idade começou a cheirar, saia escondido de madrugada, tinha aquele tipo de "amizade" até o pior acontecer.
Lembro quando depois de tanto sofrimento minha mãe conseguiu atendimento na fila e realizou a cirurgia, isso a lhe deu 1 semana fora de casa e o filha da puta do meu irmão botou a biqueira pra dentro de casa. Entre idas e vindas do hospital, pra acompanhar minha mãe eu fiquei de bico calado até o pior dia da minha vida acontecer.
Flashback.
A noite anterior havia de ser desgastante pois eu fiquei 2h parada no trânsito do centro do rio voltando de mais uma visita para ver minha mãe. Acordei cedo pra ir a escola mas o meu despertar não foi do toque de celular e sim da minha porta sendo quebrada por um policial.
Dia de operação da polícia no morro, eu não julgo eles, é o trabalho deles mas me acordar naquele dia em específico me fez odia-los.
Antes de mais nada só conseguia pensar que, se a polícia estava na minha casa e minha casa estava tomada pelos pivetes bandidos e clones do meu irmão, a merda ia sobrar pra mim.
-CADE O CAVERINHA!? EM PORRA ELE MORA AQUI CADE ELE, CADE O MULEKE
o policial estava perguntando diretamente pra mim que ainda estava deitada na cama atordoada pelo choque. A verdade era que eu realmente não sabia, fazia cerca de dois dias que eu não via meu irmão mas sabia que ao menos ele estava vivo pois os "radinhos" iam e viam dentro da minha casa. O tal "caveirinha" era Nataniel. Obvio que ele não era o centro da operação já que uma criança de 12 anos não iria ser o medo da polícia militar do RJ, mas seu cargo no "trabalho" ligava diretamente ao dono do morro. Ele era considerado afilhado do braço direito do "dono" que até então estava foragido, assim como meu irmão também está.
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Fiksi Penggemaruma jogadora do time rubro negro de coração carioca se apaixona pela jogadora do azul e branco mineiro. Mesmo predestinadas a se odiar constroem uma história juntas. Como isso acontece? vem descobrir!
