ah! sono.

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Genteeee primeiro desculpas de vdd por demorar, mas já logo adianto que vou ter muita dificuldade pra postar mais caps esse mês 😭
E outraaa! Vocês viram que nossa Juju foi convocada?? Que orgulho dela de vdd!

Julia.

-nosso combinado era esse! Você terminava a merda desses campeonatoszinhos e voltava pra empresa! -exclama meu pai obviamente irritado, pelo telefone -julia gambato! Você me dá desgosto quando não cumpre com suas palavras. Sabe muito bem que essa não é a primeira vez que me promete algo e adia, adia, adia e vem com essas merdinhas que você fica fazendo. -eu respiro fundo e silêncio meu microfone, entro na cabine do banheiro do aeroporto me segurando para não deixar as lágrimas escaparem. Volto a colocar o som no meu ouvido torcendo pra que ele não percebesse que não escutei nem 10% do que acabou de dizer e ter que repetir tudo novamente. - se você PISAR nesta merda de avião em direção ao Rio de janeiro pode ESQUECER O SEU NOME NA PORRA DO MEU TESTAMENT-

Desliguei a ligação cortando sua voz e provavelmente qualquer vínculo nos próximos meses que eu tiver com esse homem. Homem, não meu pai. Eu não posso chamar alguém que não apoia meu maior sonho de.... "Pai"
As lágrimas começam a molhar meu casaco e minha cabeça arde cada vez que a música que tocava no fone antes da ligacão faz alguma vibração.
Eu não consigo ouvi-la. A musica. Ela não entra nos meus ouvidos como devia.
Aí eu percebo que mais uma vez a pessoa que mais devia me dar amor e apoio, me enxerga como um objeto de fazer dinheiro.

Eu não sentia mais tristeza ou abandono, eu sentia raiva. A raiva estava me dominando.
Eu socaria a parede e criaria um buraco ali, agora mesmo, mas *aquela* voz me faz ouvir novamente.

-julia? - não respondo de imediato, mas ela não conseguia me ver já que eu estava em uma cabine na qual ela não sabia. -amor?....tá aí? -ela bate na cabine ao lado daque eu estava, eu continuo calada. -talvez aqui?

"Toc toc" o barulho da porta a minha frente me incentiva a mexer no tranco pra que ela entrasse, mas também não o faço.

-eu sei que tá aí meu amor, o seu perfume é irritantemente bom.

Solto uma risada fraca como gesto de dizer que ela estava certa, oque me faz perceber que seu humor sem graça conseguiu me atingir.

-ja estamos abertas pra fazer o check in.

Ela diz ainda do outro lado da porta.
Eu continuo imóvel e em silêncio.

-mas assim, se você não quiser ver sua namorada surfista gostosa no mar a chance de voltar é agora.

Novamente as covinhas do meu sorriso se fazem presentes. Só ela mesmo.

-eu já vou, me encontra na fila.

Digo com a voz suave, mas a raiva ainda me consumia cada vez mais.

-certeza?

Não.

-sim amor, pode ir.

Ela murmura um "ok" e quando ouço a porta maior se fechando mexo no destranque e saio em direção a pia.

Céus.
Ainda bem que não abri a porta, eu estava horrível.
Meu rimél borrado misturado com o corretivo para esconder olheiras que agora só se evidenciavam.

Ok vamos lá.
Férias pré-superliga.
Rio de janeiro.
"Namorada" (?)
Sem família.
Mill coisas pra resolver.
Iguinora-las era a minha solução.
Agora sei que qualquer membro desta infame família quiser minha atenção é unicamente para falar mal do meu trabalho.
Foda-se eles.

Arrumo meu rosto com as poucas maquiagens que pus dentro da mochila, quando acho que estou apresentável, saio do banheiro gigante do aeroporto e me dirigo a fila.
*Ela* segurava duas malas grandes e uma mochila enorme nas costas, junto com alguns papéis de documentação na mão. Ainda não havia me visto então passo algumas pessoas na fila (que até me olham feio) e abraço sua cintura por trás, Duda nem olha pra mim pra saber que era realmente eu quem estava lá.

ligadas por umHistórias para pegar e não largar. Descubra agora