A noite estava densa. Nem o luar ousava atravessar as nuvens pesadas que cobriam a cidade. Era como se o mundo soubesse o que estava prestes a acontecer.
No topo de um prédio comercial abandonado, S/N observava a movimentação lá embaixo. A vítima da noite? Um dos advogados que fazia lavagem de dinheiro pra Erevos. Mais um peixe grande. Mais um nome prestes a ser riscado da lista.
Ele estava só, como sempre ficava após as reuniões clandestinas, envolto em arrogância e perfume caro. Caminhava pelo estacionamento escuro como se fosse intocável.
Mas S/N estava lá.
— Última chance de se redimir, doutor. — ela sussurrou para si mesma, com os olhos no alvo e a mão firme no gatilho.
BANG.
O tiro ecoou como trovão. A bala atravessou o peito do homem antes que ele pudesse terminar o gole de uísque. Ele caiu de joelhos, os olhos arregalados, sangue manchando o chão de concreto. E então... a merda começou.
Alguém tinha chamado a polícia. Sirenes estouraram ao longe e luzes vermelhas e azuis começaram a pintar o céu.
S/N estava cercada.
Policiais com coletes, gritos, ordens. Ela sacou outra arma, fria e precisa. Tiro. Tiro. Grito. Mais tiro. O caos se instaurou.
Entre os policiais, Hailee. Ela tinha ido com a equipe, sem saber que veria o diabo de perto.
Ela se escondeu atrás de uma viatura, mas quis ver o rosto. Precisava ver quem estava matando tanta gente.
E no breve segundo em que S/N olhou em direção à luz... os olhos das duas se cruzaram.
Hailee congelou. A máscara preta. Os olhos escuros. Aquela silhueta. Aquilo tudo parecia... estranho e ao mesmo tempo familiar.
Mas não houve tempo pra pensar:
PÁ!
Uma bala perdida — ou nem tão perdida assim — acertou o ombro de Hailee.
Ela caiu, gritando de dor, pressionando a ferida. Sangue escorria por entre os dedos.
S/N travou o gatilho. Ficou parada por um segundo. Um segundo maldito de hesitação. Mas então, ela correu — fugiu pela lateral do prédio, se embrenhou nos becos e sumiu na escuridão antes que alguém pudesse ver mais.
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HORAS DEPOIS – HOSPITAL CENTRAL
A notícia se espalhou rápido: detetive Hailee Steinfeld baleada em operação contra o serial killer. E claro... Lena apareceu no hospital como uma sombra doce e devastadora.
Cabelo preso, expressão controlada, passos firmes. Entrou no quarto como se o mundo tivesse parado pra ela.
— Merda, Hailee... — a voz dela quebrou ao ver a faixa ensanguentada no ombro da outra. — Eu saio por cinco minutos e você leva um tiro?
Hailee sorriu, fraca, mas genuína.
— Drama. Só um arranhão de psicopata.
Lena se aproximou da cama, puxou uma cadeira e pegou a mão dela com uma calma quase insuportável.
— Tô aqui agora. Cuidar de você é prioridade. — E dito isso, ela começou a trocar o curativo do ombro com uma precisão quase médica. Como se já tivesse feito aquilo... muitas vezes antes.
Hailee olhava pra ela, confusa. Algo em Lena tinha mudado. Havia uma urgência na forma como ela segurava a gaze, como limpava o sangue. Como se... estivesse se sentindo culpada. Como se o tiro tivesse atingido as duas.
— Eu vi ela hoje. — Hailee murmurou. — A S/N. Ou ele. Sei lá. Eu... — ela hesitou. — Tinha algo nos olhos dela. Me lembrou de você.
Lena congelou por meio segundo, só meio.
Mas ela riu, um riso rouco e breve.
— Você tá sob efeito de morfina, Hailee. Qualquer um vira parecido comigo.
Hailee forçou um sorriso, mas não tirou os olhos dela.
A verdade estava cada vez mais próxima, roçando a pele, mas ainda fora de alcance.
E enquanto isso... Isabelle ligava de novo.
Mensagem não lida.
Lena estava vencendo — ganhando o espaço dentro de Hailee que antes era da outra.
Mas essa guerra? Longe de terminar.
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o papai voltou, supresos? eu nao to
e esse capítulo hein? uiuiui aiaiai
hailee levando tiro é foda, mas eu precisei...
bjs do tio dydy 💋
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Criminal | Hailee Steinfeld // you
FanfictionNa cidade de Nova York, a detetive Hailee Steinfeld é conhecida por sua habilidade excepcional em desvendar os casos mais complexos. Sua vida profissional toma um rumo inesperado quando ela é designada para investigar uma série de crimes brutais que...
