O relógio na parede marcava 23h47. O departamento de polícia estava silencioso, com apenas algumas mesas ainda ocupadas por detetives que preferiam a solidão da madrugada para trabalhar. Lena Carter estava sentada em frente ao computador, revisando relatórios sobre os assassinatos recentes.
Hailee surgiu ao lado dela com dois copos de café.
— Achei que ia precisar de reforço — disse, entregando um para Lena.
Ela aceitou com um pequeno sorriso, escondendo a ironia da situação. Estava investigando a si mesma, e Hailee, sem saber, estava ali para ajudá-la.
— Obrigada — respondeu, levando o café aos lábios. — Descobriu algo novo?
Hailee puxou uma cadeira e deslizou uma pilha de papéis para frente.
— O legista encontrou algo estranho na última vítima. Um pequeno símbolo esculpido na pele, perto da costela. Algo discreto, mas não acidental.
Lena manteve a expressão neutra. Ela se lembrava do momento exato em que fez aquela marca—uma assinatura silenciosa, oculta o bastante para passar despercebida por olhos desatentos, mas visível para quem soubesse onde procurar.
— Um símbolo? — fingiu surpresa.
— Sim, e eu já vi antes. — Hailee pegou um arquivo e o abriu na página marcada. — Em outra vítima, há dois meses. Olha isso.
Lena olhou o documento e viu uma foto em preto e branco da pele cortada. O símbolo estava lá. Pequeno. Preciso.
Hailee respirou fundo.
— Acho que nosso assassino quer ser reconhecido.
Lena segurou o copo de café com mais força.
— Se for verdade, significa que ele pode estar querendo ser pego. Ou testando se somos espertos o suficiente para pegá-lo.
Hailee riu de leve, sem perceber o duplo sentido.
— Bom, então ele subestimou a gente.
As Sombras Entre Elas
Algumas horas depois, já na saída do prédio, Hailee e Lena caminhavam juntas até o estacionamento. O vento noturno era frio, e as ruas estavam quase desertas.
— Você sempre trabalha até tarde assim? — Lena perguntou, mantendo o tom casual.
— Só quando algo me intriga. E você?
Lena deu de ombros.
— O mesmo.
Elas pararam ao lado do carro de Hailee.
— Quer carona? — Hailee ofereceu.
Lena hesitou. Estar tão próxima dela era um jogo perigoso. Mas também era um jogo que ela não queria parar de jogar.
— Claro.
O trajeto foi silencioso no começo, apenas o som suave da música baixa no rádio preenchendo o espaço entre elas.
— Esse caso… — Hailee quebrou o silêncio. — Às vezes eu sinto que estou perseguindo um fantasma. Um assassino que está sempre um passo à frente.
Lena observou a expressão dela, o brilho determinado nos olhos.
— Talvez porque ele conheça bem quem está caçando ele — disse, deixando a frase no ar.
Hailee franziu a testa.
— Como assim?
Lena sorriu de leve.
— Digo, talvez ele entenda a polícia. Saiba como pensamos.
Hailee assentiu lentamente.
— Sim… faz sentido. Isso só torna tudo mais desafiador.
O carro parou em frente ao prédio de Lena. Antes que ela saísse, Hailee segurou seu pulso levemente.
— Você é boa nisso, Lena. Trabalhar com você… é diferente. Parece que a gente se entende, de algum jeito.
Lena sentiu o calor do toque dela. Por um segundo, a máscara que usava pareceu pesar mais.
— Eu sinto o mesmo — respondeu, sua voz mais baixa do que pretendia.
Os olhos de Hailee escanearam os dela por um momento a mais. Então, como se percebesse o que estava fazendo, soltou o pulso e sorriu de leve.
— Boa noite, Lena.
Lena saiu do carro e observou Hailee ir embora.
Ela sabia que estava se aproximando demais. Que isso era um erro.
Mas, no fundo, parte dela não queria parar.
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Criminal | Hailee Steinfeld // you
FanfictionNa cidade de Nova York, a detetive Hailee Steinfeld é conhecida por sua habilidade excepcional em desvendar os casos mais complexos. Sua vida profissional toma um rumo inesperado quando ela é designada para investigar uma série de crimes brutais que...
