Cap 26: Verdades Enterradas

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Dois dias depois, Hailee tava de alta. O ombro ainda latejava, mas a cabeça… tava pior.

Lena? Sumida. Isabelle? Grudada feito chiclete no tênis.

Mas Hailee não conseguia ficar parada. Algo na cena daquele tiroteio não saía da mente dela. O jeito como a figura mascarada hesitou… como mirou… como fugiu.
E, principalmente… como Lena apareceu logo depois, como se soubesse exatamente quando e onde estar.

Algo tava MUITO errado.

Então, mesmo fodida, dopada e cheia de pontos, ela foi até o Departamento.
Sozinha.
Sem autorização.
Sem avisar ninguém.

Abriu os arquivos confidenciais da investigação. Aqueles que só os superiores tinham acesso. Só ela e… Lena.

Digitou a senha do sistema. A tela azul brilhou no escuro.

“ACESSO RESTRITO.”

Mas Hailee sempre foi teimosa.

Usou um código antigo. BURLADO. ILEGAL. Mas foda-se.

As pastas abriram uma por uma. Relatórios forenses, perícias, laudos balísticos… e então…

A BOMBA:

> “Resíduo de pólvora: compatível com padrão encontrado no armamento da agente Carter.”

“Vestígios de fibra têxtil: correspondentes ao tecido da jaqueta padrão usada por agentes do Departamento.”

“Trajetória da bala: distância estimada – 20 metros.”

Hailee arregalou os olhos, o coração disparando tão forte que parecia que ia rasgar os pontos do ombro.

Ela deslizou até o relatório de presença…

Lena Carter:
Ausente no dia da operação.
Justificativa: não apresentada.

— Não… — Hailee sussurrou, sentindo a garganta secar.

As peças começaram a se encaixar como um quebra-cabeça macabro:
A precisão dos assassinatos…
A ausência de Lena…
O olhar estranho…
A maldita hesitação no meio do tiroteio.

Hailee ficou ali, parada, olhando a tela, como quem assiste o próprio mundo desabar.

E então… ouviu passos.

Virou rápido, a mão indo pro coldre, mas…
Lena.

Parada na porta do arquivo, expressão fria, olhos como lâminas afiadas.
Casaco preto, olhar calculado.

— O que você tá fazendo aqui, Hailee? — a voz dela soou… calma demais. Perigosa demais.

Hailee gaguejou, fechando rápido a pasta, mas Lena já tinha visto.

Ela se aproximou, devagar, como predador encurralando a presa.

— Você tá se metendo onde não deve…

Hailee deu um passo pra trás, mas o ombro gritou de dor.

— É você… — ela murmurou, quase sem voz. — Você é a S/N…

Lena inclinou a cabeça, o sorriso se abrindo devagar, como uma flor de veneno.

— Que bom que você percebeu… — e então se aproximou ainda mais, o rosto a centímetros do dela — …agora só falta decidir:
Vai ficar do meu lado…
Ou vai me caçar?

Hailee parou de respirar.

Criminal | Hailee Steinfeld // youHistórias para pegar e não largar. Descubra agora