Cap 25: Zona de Guerra

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Isabelle entrou no hospital como um furacão vestido de luxo e veneno.

Salto alto ecoando nos corredores, olhos arregalados, e o coração batendo num ritmo que beirava o colapso. Ela não foi anunciada — ela invadiu. Quase empurrou a recepcionista. Ninguém ía dizer “não” pra ela.

— Quarto da Hailee Steinfeld. AGORA. — ela praticamente rosnou, o olhar cortando como navalha. A enfermeira hesitou, mas Isabelle jogou o crachá corporativo da Erevos na cara dela como se fosse passe VIP pro inferno.

E então ela entrou.

O que viu, fez o sangue ferver:

Hailee, pálida, fraca, com um curativo no ombro...
E Lena. Sentada ao lado dela. Segurando a mão dela. Como se aquilo fosse a porra de uma cena de romance do Nicholas Sparks.
A tensão era tão densa que dava pra cortar com bisturi.

— O que você tá fazendo aqui? — Isabelle disparou, a voz baixa, mas cheia de veneno. Os olhos cravados em Lena como se fossem lâminas.

Lena levantou com calma. Sorriso frio. Postura reta. Pronta pro duelo.

— Cuidando de quem você quase matou.

O TAPÃO INVISÍVEL ecoou. Isabelle trincou os dentes.

— Eu não atirei nela.

— Não. Mas você distraiu ela. Tirou o foco. Envolveu ela num jogo sujo enquanto o verdadeiro inimigo atirava pelas costas. Parabéns, estrela. — Lena respondeu, como se estivesse lendo um roteiro de vilã de filme noir.

Hailee tentou se levantar, mas o corpo não colaborava. O remédio ainda zumbia nas veias. A voz saiu fraca:

— Para. As duas. Por favor.

Mas era tarde. A guerra tinha começado.

Isabelle se aproximou da cama, tentando ignorar Lena. Passou a mão nos cabelos de Hailee, tentando soar suave.

— Você devia estar com alguém que se importa de verdade com você. Não com... — ela olhou Lena de cima a baixo — ...com alguém que apareceu do nada e te envolveu num jogo psicológico sem fim.

Lena arqueou a sobrancelha.

— Quer mesmo falar de jogos, Isabelle? Porque você voltou exatamente quando Hailee começou a cavar as conexões da Erevos.
Você cheirava a manipulação desde o primeiro dia. E agora que ela tá vulnerável, você vem bancar a salvadora?

Hailee olhou de uma pra outra. O peito doía mais que o ombro.

— Chega. As duas.

Mas nem o próprio sangue na gaze parava o fogo no olhar delas.

Isabelle abaixou, encostando a testa na da Hailee.

— Eu tô aqui, Hails. Eu não vou deixar mais nada acontecer com você. Confia em mim.

Lena segurou a raiva, mas o maxilar já estava travado. Ela se virou, indo em direção à porta, mas antes de sair, disparou:

— Confia nela. Vai.
Mas lembra:
Toda vez que você se afasta de mim, alguém morre.

E então, ela se foi.

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Fora do hospital, Lena entrou no carro. O silêncio ali dentro parecia gritar. Ela tirou a máscara preta de dentro da bolsa. Aquela que usava como S/N. Encarou o reflexo no retrovisor.

— Hora de mandar mais um recado...

E em algum lugar, uma nova vítima já estava marcada.

Criminal | Hailee Steinfeld // youHistórias para pegar e não largar. Descubra agora