Xeque-mate e Tequila.
CAMILA.
Eu devia saber que tequila e xadrez não combinavam, pior, tequila e Shawn não combinam. Mas parecia uma boa ideia na hora — pelo menos até a quarta dose, quando ainda conseguiam discernir tudo, só tinha um Shawn na minha frente e as peças não pareciam se mexer sozinhas. A mesa de centro virou um campo de batalha elegante, com um tabuleiro de madeira gasto e as peças em suas posições de guerra. Shawn estava à minha frente, de pernas cruzadas no tapete, o olhar focado nas torres e rainhas, como se estivesse prestes a fritar um risoto mental com cada jogada. Do lado, dois copos. Quase vazios.
— Você sabe que a sua voz já está meio arrastada, não é? — ele disse, movendo o bispo com uma confiança irritante. Alisei a borda do copo e ergui o queixo.
— Estou perfeita. Só estou... elaborando a minha estratégia. — Minto na maior cara de pau.
Ele arqueou a sobrancelha, sem disfarçar o riso. Claro que estava rindo. Eu estava tentando parecer mortalmente séria, com tequila rodando no cérebro e uma leve vontade de beijá-lo só por ele existir daquele jeito. Ele fica melhor sem camisa. Fica ainda melhor quando está só de cueca com uma carinha de sono.
— Pare de me olhar assim — ele manda e claramente eu não obedeço.
— Assim como?
— Como se quisesse
me devorar. — Intensifico o meu olhar, fazendo-o sorrir para mim.
— E quem disse que eu não quero? Em qualquer oportunidade, minha bocetinha carente quer ser amparada por seu pauzão gostoso — sua expressão chocada me faz rir.
— Por que eu ainda me choco com você? Quero dizer... sua decoração tem mais bocetas e paus que quadros.
Viro para analisar sua fala e analisar minha enorme coleção de genitais... é uma coleção bonita se pararmos para analisar. Shawn certamente não está preparado para essa conversa, o que consequentemente me levaria a mostrar para ele que tenho uma réplica — parecida — do pau dele, não à toa é um dos mais bonitos!
— Você está tentando me desconcentrar. — Seu sorriso malicioso diz que era exatamente isso.
Meu rei estava cercado. Droga.Tentei pensar... meu cavalo podia... não, eu certamente o perderia. A torre? Talvez. Ou eu podia fingir que sabia o que estava fazendo. E arrastar a partida até o inevitável. Fiz um movimento qualquer. Ele nem hesitou. Pegou a rainha dele e avançou como se dançasse.
— Xeque. — Ele diz "xeque", mas meu corpo entende algo completamente sexual.
— Maldito. — Sussurro, é certo um homem ser tão gostoso assim? Não, não é.
— Seu cérebro já está bem longe desse tabuleiro de xadrez... Lembre-se da nossa aposta, tem muito em jogo. O que você acha que vai acontecer se perder? — Seu dedo passou levemente sobre minha mão.
Definitivamente, a combinação perfeita de Shawn + tequila = eu fodida.
Não dá certo. Olhei para ele e analisei o seu sorriso e aquela expressão ousada de quem sabia exatamente o que provocava quando falava e me tocava daquele jeito. A barba por fazer, os olhos claros e irônicos, a camiseta preta colada no peito largo, definido e forte. Maldito duplamente. Gostoso além do permitido.
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Romance.
RomanceSinopse. "Eu não queria um Romance. Eu queria sexo, uma foda quente, beijos quentes, calcinhas molhadas - algumas, se possível, até rasgadas -, chupões, puxões de cabelo e tapas na bunda. Eu queria ser fodida, queria tudo que há de mais promíscuo. M...
