ANO DE 687
CIDADE DE GANGUDAI — PALÁCIO DOS HARUNOS:
Seus dedos tocam a água da fonte gelada, fazendo movimentos sutis na água, a tinta das pinturas em sua mão se borram, mas ela se importa com isso, era quase engraçado como os desenhos manchados se assemelhavam com seu coração no momento.
Um borrão feio e desmanchado.
Tinha conseguido fugir da cerimonia no salão principal e ir para os jardins, tinha que prestigiar a vinda do Sultão e sua mãe com certeza lhe daria um sermão por ter "escapado", mas ela lhe perdoaria depois, tinha que perdoar.
Como poderia fingir felicidade pela presença do Sultão quando sentia que estava prestes a chorar?
Prestes? Ora, que eufemismo, já saiu do salão se desmanchando em lagrimas. Estava destroçada, destruída e completamente perdida. Queria se agachar em meio ao jardim e chorar como uma criança desamparada, ao mesmo tempo em que queria que a fonte fosse mais funda, para que se afogasse junto de sua tristeza.
E tentou muito se animar, até porque o Sultão estava vindo ao Palácio Haruno propor a uma de suas irmãs ou primas, deveria se sentir extasiada por finalmente ele escolheria uma concubina do Clã Haruno, para a felicidade de sua mãe, isso traria ainda mais prestígio ao Clã, mesmo que ela mesma não fosse uma opção por ter nascido não agraciada, mas deveria se sentir feliz por sua família.
Mas não conseguia espremer uma gota de felicidade do seu mar de melancolia.
Sua mente estava para longe das fronteiras de Gangudai, estava nas terras dos Uzumakis, com o homem que roubou sua felicidade, sua virtude, seus sonhos... E ainda assim havia deixado algo valioso consigo, que alimentava sua pouca vontade de viver e sua perdição ao mesmo tempo.
— Dizem que nada se compara aos jardins do Palácio de Gangudai... — Uma voz vem de detrás de si — Mas não imaginava encontrar uma flor tão bela,
Ela rapidamente se levanta surpresa e assustada, encarando a figura a sua frente sem reação, as lagrimas ainda caindo em rastros silenciosos em seu rosto, as mãos pingando ao redor de seu corpo.
— Ma... — Engole em seco, suas pernas não obedecendo para a reverência que deveria fazer — Majestade... Me perdoe eu...
Kakashi sorri pondo as mãos nas costas, a mulher em sua frente está claramente chocada e envergonhada, sua cara de choro denuncia seu estado, mas... Ainda consegue ser a moça mais interessante que viu a noite toda.
— Não precisa pedir perdão, apenas quero que pare de chorar, creio que não combina com seu rosto, tão pouco com o sorriso radiante que deve ter.
— Não creio que esteja radiante agora Majestade — Suspira passando as mãos pelo rosto que com certeza também está com a maquiagem borrada, então abre um sorriso, grande e reluzente, como se o choro fosse apenas uma sombra sobre sua felicidade — Estou mais para um dijin assustador.
— Bem... Para mim parece um dijin bastante encantador — Sorri — Por favor, permita-me saber seu nome... E se for de ajuda, o que lhe causou tamanha tristeza?
— Quanto o motivo, não posso contar Majestade, mas meu nome é Shuri, Shuri Sarada Haruno, sou a filha mais nova da Al'umu Chiyo Haruno e é com prazer que saúdo Vossa Majestade.
#######
MANUAL DE ESCOLHA E MANDAMENTOS DE UM CONCUBINA REAL:
Para ser uma concubina Real, é necessário 10 requisitos milenares, de honra ao sol e as estrelas de Damrien:
VOCÊ ESTÁ LENDO
Saki Saki
FanfictionNascida como a filha do Sultão, com uma concubina de baixo escalão, Sakura Haruno vive seus dias buscando paz e aproveitando cada momento alegre do seu dia, mas sua vida muda completamente quando recebe a visita de um Príncipe de um País em ruínas q...
