Capítulo sessenta e três- Is this illegal?

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Claro que ela sabia que estávamos ali. A casa tinha aquele silêncio pesado, cheio de quadros e móveis que pareciam caros demais pra tocar. Me senti pequena. Invisível.

A mãe dele estava sentada no centro da sala como uma rainha de verdade. O tipo de mulher que não precisa levantar a voz pra te fazer sentir errada. Ela só me olhou. Fria. Elegante. Um copo de vinho na mão, e aquele olhar afiado cravado em mim. 

Hyunjin segurou minha mão, acho que percebeu meu nervosismo.

- Então é você. A garota que fez meu filho esquecer quem ele é.

A minha garganta secou. Eu deveria responder não é? Mas eu não queria.

- Eu... desculpa. Não queria causar problema nenhum.- Digo tentando dizer algo coerente.

Senti a mão de Hyunjin apertar a minha com mais força.

- Que problema, mãe? - ele disse, com aquele tom debochado que ele usava quando queria esconder o quanto se importava. - Eu só me apaixonei. Não virei criminoso.

Ela riu. Ou talvez tenha só feito aquele barulho de desprezo.

- Paixões passam, Hyunjin. Um nome manchado... dura pra sempre.

Eu queria desaparecer. Queria puxá-lo e dizer que estava tudo bem, que a gente podia ir embora, que eu não precisava da aprovação dela. Mas ele estava firme. Ele não ia recuar.

- Eu já disse: não ligo pro seu sobrenome. Não ligo pros seus jantares, suas regras ou suas joias. Eu escolhi a Min-ah. Sempre vou escolher ela.

Ela se levantou, devagar, com classe. Como se cada movimento dela dissesse "eu continuo no controle".

- E vai viver de quê? De amor? Essa menina não tem nada. Nenhum futuro. Nenhum valor.

Aquilo doeu. Mesmo esperando, doeu. Me senti pequena de novo. Mas, ao mesmo tempo... alguma coisa em mim se acendeu. Algo que eu nem sabia que existia.

Levantei os olhos e falei, sem pensar muito.
- Eu amo o seu filho. E ele me ama. Isso... é ilegal por acaso?- Digo, talvez eu não seja muito boa em calar a boca.

Ela me encarou por um tempo que pareceu eterno. E então falou, do jeito mais calmo e mais cruel possível.

- Saiam da minha casa. E da minha vida.- Meu Deus, como ela adivinhou tudo o que eu mais queria?

Hyunjin sorriu. Aquele sorriso irônico dele.
- Com prazer.

Ele me puxou pela mão e me guiou pra fora como se não fosse nada.

No carro, eu fiquei quieta. O coração ainda acelerado, as palavras dela ainda ecoando na minha cabeça. "Ela não tem nada."

Hyunjin me olhou.

- Ainda quer isso?

Virei o rosto pra ele. E ele ainda perguntava? 

- Se eu tiver você... quero tudo. Até o caos.

Ele riu, mais leve agora, e beijou minha mão como se eu fosse tudo. Como se eu fosse suficiente.

E naquele momento... pela primeira vez, eu também achei que era.

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NOTAS DA AUTORA: Demorou mais saiu, eu tava sem criatividade nenhuma pra continuar, ai eu ficava pensando, pensando e pensando e saia só algumas palavras, mas daí eu acordei hoje de manhã e pensei ''é hoje'', ai consegui escrever. Eu tentei mudar minha escrita também, eu achava ela meio infantil demais, espero que tenha dado certo e que vocês gostem. Bom, eu só tava com dificuldade de narrar esse encontro entre a mãe de Hyunjin e eles, o resto eu já tenho uma ideia então eu prometo que não vai demorar TANTO assim quanto esse capítulo.

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⏰ Última atualização: Jul 18, 2025 ⏰

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