Capítulo 16

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— Oque você faz aqui Inês, posso saber? - perguntou Antônio curioso e ao mesmo tempo apreensivo com a visita inesperada.

— Ué Antônio, nós temos uma filha juntos até onde eu sei, ou você se esqueceu que ela tem mãe? — passou uma mão no cabelo e deu um sorriso sínico.

Antônio sentiu que aquilo não era uma simples visita, conhecia sua ex mulher, e ali tinha primeira a quinta intenções. 

— Ah sim, quer dizer então que você volta depois de décadas, apenas pra rever Petra, a filha que você sempre fez a minima questão.

Petra observa calada o embate dos pais, apenas andou até uma poltrona da grande sala e se sentou, cruzou as pernas e balançou como quem dizia que não dava a mínima pra aquilo.

— Você tá delirando Antônio, que mínima questão oque, sempre ligo para a Petra, mando mensagens...

— Isso que você faz Inês, é o mínimo, você não acha não, deixou a menina pequena pra fazer viagens e...

— Alto lá! não deixei, ela que quis ficar com você, e você sabe disso, fiz de tudo pra levar ela comigo, ela não quis Antônio.

— Oque mostra a péssima mãe que você é, porque se fosse uma mãe qualificada tinha insistido um pouco mais ou até mesmo ela teria escolhido você. — colocou as mãos no bolço da calça e serrou os olhos.

— Olha, chega tá, ela não quis e tá tudo certo, mais eu voltei e estou disposta a reconquistar e reconstruir de volta minha família.

— Isso quer dizer oque exatamente?

— Que eu quero que nos voltemos a ser uma família.

— Como que é Inês? — ele não acreditou naquilo que escutou.

— Você me entendeu muito bem Antônio, quero voltar pra essa casa, e cuidar de vocês.

— Eu não tô precisando de cuidados não mãe, e muito menos o meu pai. — disse Petra com um sorriso calmo no rosto.

— Isso quer dizer que tem outra em meu lugar, é isso, de quem se trata a suposta vagabunda?

— Que seu lugar, lugar esse que já não é mais seu há muito tempo, á anos mais especificamente.  — ele vai até o bar se servir de um whisky. — Eu estou noivo, ela é uma mulher maravilhosa e não uma vagabunda como você se refere. — fechou o olhos e bebericou do seu whisky lembrando graciosamente de Irene.

— Muito engraçado, quem será essa mulher que foi capaz de conquistar o coração de pedra do grande e renomado empresário Antônio La Selva, que passou anos e anos solteiro, pulando de cama em cama. Ela sabe isso de você Antônio? do seu histórico de galinha? não deve saber né...

— Ela sabe tudo sobre mim, diria que até mais que você, mais eu não vou ficar aqui batendo boca com você Inês, vou dormir que mais tarde eu tenho um compromisso com minha futura esposa. Petra acomode sua mãe em algum quarto... tenho certeza que ela não veio pra passar muito tempo. — disse já subindo as escadas sem olhar pra trás.

— Ele sempre foi assim, sabia? Acha que o mundo gira ao redor dele.

— Não tô interessada nas suas mágoas, mãe. Quer um quarto ou quer pegar a estrada de volta? — respondeu Petra, direta como o pai.

Inês forçou um sorriso e subiu com a mala em mãos. Já tinha tudo planejado.

Horas depois, a casa estava silenciosa. Antônio cansado da viagem, havia tomado um banho e caído no sono. Inês, em seu quarto temporário, olhava o celular e sorria maliciosamente. Levantou-se com calma, tirou o roupão e vestiu uma lingerie vermelha provocante, daquelas que ela sabia que chamariam atenção.

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