Capítulo 17

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Havia passado algumas semanas desde a descoberta dos gêmeos. Inês foi embora ao ver que não ia ter sucesso nos planos dela.

E Eles acharam melhor se casarem depois do nascimento das crianças para que irene não fosse privada de certas coisas. A mesma que deixava Antonio cada vez mais perturbado á cada dia, era tanto desejo que ele começou a desconfiar que ela estava usando a gravidez para expor a bizarrice dos gostos culinários dela.

— Antônio, para de me olhar desse jeito. — Irene reclamou, ajeitando-se no sofá enquanto tentava encontrar uma posição confortável para a barriga já grande.

— Desse jeito como? — ele sorriu de canto, todo satisfeito. — Só tô tentando entender como dois seres tão pequenos conseguem ocupar esse espaço inteiro.

— Pequenos? — ela arqueou a sobrancelha. — Se um deles chuta mais forte eu te garanto, é morte!

— Ô maluca, não brinca com isso!

—E quem disse que to brincando, o negocio aqui esta seríssimo...
Ele riu, se sentando ao lado dela.

— Você fala como se eu tivesse culpa.

— Tem mesmo — Irene respondeu de imediato. — Foi você que me meteu nessa.

— Não foi só eu. — ele rebateu rápido, divertido. — Você colaborou bastante naquela noite.
Ela tentou segurar o riso, mas acabou rindo e batendo nele com uma almofada.

— Você não presta, hein?!

— É — ele se aproximou, encostando a testa na dela. — Mas você gosta né. Ela revirou os olhos, mas o sorriso teimoso estava ali.

— O que eu gosto é de pizza. E, por acaso, os dois aqui dentro também. — Irene apontou para a barriga. — Com bastante azeitona. Antônio arregalou os olhos.

— Irene, a gente já passou do limite do aceitável quando você me fez comprar sorvete de feijão. Agora azeitona na pizza doce? mulher tu tá estranha. Agorinha vai me pedir um tijolo pra comer.

— Antonio cala a boca! Não é doce, é pizza normal, mas com o triplo de azeitona. Os teus filhos estão pedindo.

— Triplo? — ele fingiu indignação. — Irene, eu tenho uma reputação nessa cidade. Vou ligar na pizzaria pedindo isso, vão achar que eu enlouqueci.

— Quer que eu ligo?

— Não, eu vou fazer esse sacrifício por você.

Ela riu vitoriosa.

Ele gemeu teatralmente e se jogou para trás. — Você vai acabar comigo antes desses dois nascerem.

— Não se preocupa. — ela acariciou a barriga com carinho, e olhou para ele com ternura disfarçada de provocação. — Eles vão nascer com a minha força e o seu drama.

Ele fingiu ficar ofendido, mas acabou sorrindo, rendido.

— irene, se essas crianças nascerem com nossa personalidade a gente tá lascado. Essa casa vai virar um manicomio.

Irene gargalhou, mais logo fechou a cara com essa hipotese do marido. De fato eles estavam lascados se isso acontecesse.

Antônio voltou da porta com a caixa nas mãos, bufando.

— Pronto, madame. Sua obra de arte com triplo de azeitona chegou. — colocou na mesa e fingiu reverência. Irene arqueou a sobrancelha.

— Obra de arte não, meu bem. Isso aqui é sobrevivência.

— Sobrevivência pra você. Pra mim é humilhação. Se o pizzaiolo me olhar na rua, vou ter que mudar de cidade.

Ela abriu a caixa e o cheiro se espalhou. Irene fechou os olhos, suspirando como se fosse perfume caro.

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⏰ Última atualização: Oct 06, 2025 ⏰

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