3 da manhã...

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Sinto que fiz escolhas erradas, trilhei caminhos que não devia, me aproximei de coisas que, na verdade, só me estavam a fundar, e eu nem me percebi. Quando dei conta, já era tarde, ela já havia voltado.

Voltou a velha sensação de vazio profundo, de culpa, a vontade de já não existir, de desaparecer e nunca mais voltar.

Parece que só foram feitos estragos, estragos que apagaram todos os sorrisos que meti no rosto de quem, de perto de mim, nunca quis sair. Mas a vida é assim, cheia de turbulências. É o que acontece quando somos jovens e cabeça-dura.

Brigo comigo muitas vezes antes de dormir. Isso tornou as minhas madrugadas mais longas. O sentimento de culpa não sai de dentro de mim. Tenho que aprender a viver com as consequências das escolhas que fiz.

São 3 da manhã, e, mais uma vez, as vozes da minha cabeça não me deixam em paz. Elas insistem em querer saber se foste de vez ou ainda voltas, se as juras de amor eram falsas ou verdadeiras.

Sendo sincero, já cheguei a pensar que isso nunca foi amor. Amor de verdade não desiste, ele fica, ele perdoa, não desiste assim tão fácil. Mas eu tento perceber... talvez, um dia, eu entenda tudo o que passou pela tua cabeça.

Agradeço por teres colorido essa fase da minha vida. Já há um tempo que eu não me soltava e saía dessa bolha cinza e fria. Eu senti tudo o que transmitias, e não tem sensação igual. Estarás sempre nos batimentos mais fortes do meu coração.

Frutos Da MadrugadaOnde histórias criam vida. Descubra agora