Pov: Any Gabrielly
O maior problema de sequestrar alguém como Josh Beauchamp é que ele não é exatamente o tipo de refém que aceita as coisas de cabeça baixa. Não… ele tem aquele espírito de “eu vou achar um jeito de sair dessa” que, na maioria das vezes, só me dá mais vontade de rir.
Quando acordei naquela manhã, ele ainda estava dormindo, respirando fundo e com um leve vinco na testa — provavelmente sonhando com a liberdade, ou com panquecas, ou com a vida dele longe de mim. Eu, por outro lado, já estava acordada fazia tempo, planejando como evitar que ele tentasse alguma gracinha.
A solução? Algemas novas. Reluzentes. E, claro, prender tanto os pulsos quanto os tornozelos. Segurança em dobro.
Enquanto fechava o último clique do metal nos pés dele, pensei: Se você quiser brincar, Beauchamp, a gente vai brincar no meu jogo.
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Quando ele acordou, a reação foi exatamente como eu esperava: primeiro a confusão, depois a indignação e, por fim, aquela mistura de drama e sarcasmo que já viraram marca registrada dele.
Josh: Bom dia? Sério? Olha pra mim! — ele exclamou, balançando os pulsos algemados. — O que é isso? Por que eu tô algemado de novo?!
Eu respirei fundo, tentando não rir cedo demais.
Any: Porque, querido Josh, você está sequestrado. Isso não é um resort de férias de verão.
Ele jogou um comentário sarcástico na sequência — algo sobre “hotel temático de sequestro” — e eu quase gargalhei. Mas me mantive no papel. Não posso dar muita abertura, senão ele perde o respeito (que obviamente ele não tem, mas fingimos que sim ta bom?) pela situação.
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Depois de um café rápido (meu, não dele), deixei claro que havia regras. Nenhuma tentativa de fuga, zero choramingo e, se ele fosse bonzinho, talvez eu tirasse as algemas mais cedo. O “talvez” era essencial. É preciso manter o refém em suspense — dá um charme à coisa.
Eu vi nos olhos dele que a mente já estava trabalhando em alguma “grande fuga”. Só que eu também sei ler o Josh. Ele pode ser ágil no que faz, mas aqui, comigo, é como um peixe fora d’água.
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Fui preparar o café da manhã. Panquecas simples, nada demais. O que ele não sabia é que eu tinha um plano paralelo: monitorar cada passo, cada olhar, cada tentativa de improviso dele.
Quando voltei com a bandeja, ele estava sentado na cama, olhando fixamente para a janela. Um olhar que dizia será que consigo pular dali?.
Any: Nem pensa nisso, Beauchamp — avisei, colocando o prato na mesinha. — Se pular, primeiro quebra a perna, depois eu te algemo de novo.
Ele soltou um suspiro derrotado, mas não respondeu. Aquele silêncio… hum… perigoso. Silêncio em reféns geralmente significa que estão tramando algo.
Deixei que ele comesse. Cortei as panquecas em pedaços pequenos, porque, bem, ele não tinha mãos livres. Alimentar reféns não estava nos meus planos originais, mas, depois de ver o quanto ele odiava isso, passou a ser um dos meus hobbies favoritos.
Josh: Você tá se divertindo, né? — ele perguntou entre uma garfada e outra.
Any: Muito — respondi, sorrindo. — Você não?
Ele não respondeu. Só me lançou aquele olhar de eu vou fugir e vai ser épico.
O “plano” dele começou a se revelar quando disse que precisava ir ao banheiro. Óbvio que eu não ia soltá-lo, mas ele insistiu, tentando parecer desesperado.
Josh: Any, sério. Isso é… humilhante. Eu prometo que não vou tentar nada.
Eu arqueei a sobrancelha.
Any: Beauchamp, se você fosse eu, acreditaria nisso?
Ele fez uma expressão ofendida, como se eu tivesse insultado sua integridade. Eu sabia que era teatro. Mesmo assim, decidi fingir que ia cair na dele. Peguei a chave das algemas, destravei só as dos pés e mantive as mãos presas.
Any: Vamos, antes que eu mude de ideia.
Ele se levantou, e naquele momento percebi que estava tentando calcular a distância entre nós e a porta. Não deu nem três passos antes de eu colocar a mão no ombro dele.
Any: Nem pensa, Josh. — E inclinei o rosto, só para reforçar a ameaça. — Posso chamar o homem da mata de volta.
Ele congelou. Vitória minha.
Depois disso, levei-o de volta à cama e prendi novamente os pés. Ele fingiu estar conformado, mas eu sabia que não estava. A tensão nos ombros dele, o jeito como olhava para cada detalhe do quarto… ele estava mapeando a cena.
E foi aí que eu decidi mudar de tática: deixá-lo achar que estava me enganando.
Passei a tarde inteira no mesmo cômodo, mas agindo como se estivesse distraída com o celular. De vez em quando, me afastava da cama para “buscar algo”, só para ver se ele tentava alguma coisa. No começo, nada. Depois, percebi que ele começou a testar as algemas, mexendo devagar para não fazer barulho.
Eu fingia não perceber, mas, por dentro, estava rindo.
A tentativa oficial aconteceu perto do fim do dia. Eu estava de costas, mexendo em uma gaveta, quando ouvi um clique sutil. Me virei e vi que ele tinha conseguido abrir uma das algemas dos pulsos.
Ele congelou ao perceber que eu estava olhando.
Any: Continua — eu disse, cruzando os braços. — Quero ver até onde vai com isso.
Ele hesitou, mas a adrenalina não deixou que recuasse. Soltou o outro pulso, e aí começou a mexer nos tornozelos. Eu fiquei parada, observando como se fosse um experimento científico.
Assim que ele ficou completamente livre, deu um passo rápido na direção da porta. E foi aí que percebi que ele ainda não entendia a regra básica: eu sou mais rápida.
Em dois passos, bloqueei a saída e encostei as costas na porta.
Any: E aí, vai pra onde? — perguntei, com um sorriso.
Ele olhou para os lados, procurando outra rota. Não havia.
Josh: Só… só queria esticar as pernas.
Any: Aham, claro. E eu sou a fada do dente.
Peguei as algemas da mesa e, antes que ele pudesse reagir, já estava com os pulsos e tornozelos presos de novo.
Any: Sabe, Beauchamp, estou começando a achar que você gosta disso.
Ele me lançou um olhar de pura frustração, mas não disse nada. Apenas se jogou de volta na cama.
Any: Boa noite, prisioneiro esperto — falei, apagando a luz. — Amanhã a gente vê se você aprende a lição.
Saí do quarto, trancando a porta atrás de mim. Enquanto caminhava pelo corredor, um pensamento me veio: ele vai tentar de novo. E eu… mal posso esperar para ver.
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1/10
A maratona começou amores, preparados?
A BIG KISSES OF SAM AND....BYEEE 😘
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Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}
FanfictionAny Gabrielly uma jovem de 19 anos que é apaixonada pelo maior mafioso de Nova York, Josh Beauchamp, mas ele não lhe deu a menor bola, ela determinada a conquista-lo e mostrar a ele a mulher que ele perdeu decide sequestra-lo e mante-lo preso sobe t...
