Pov: Josh Beauchamp
Depois de tantas tentativas frustradas, decidi que minha próxima fuga teria que ser perfeita. Nada de movimentos precipitados, nada de tentar correr enquanto ela está a dois passos de mim, nada de cair no blefe do "homem da mata".
Eu precisava ser paciente. E, acredite, paciência não é meu ponto forte.
A oportunidade surgiu na manhã seguinte. Acordei com a luz do sol atravessando a cortina e, para minha surpresa, sem a corrente nos pés. Ainda estava algemado pelos pulsos, mas era um avanço. Any estava no quarto, sentada no canto, mexendo no celular.
Any: Dormiu bem, prisioneiro? - ela perguntou, sem tirar os olhos da tela.
Josh: Maravilhosamente - respondi com meu melhor tom sarcástico. - Nada como sonhar com liberdade enquanto você me mantém preso.
Ela riu baixo.
Any: Sonhe à vontade, Beauchamp. No máximo, você acorda e ainda está aqui.
O que ela não sabia é que, nessa manhã, eu tinha um plano.
Passei a primeira hora quieto, fingindo estar entediado. Fiz questão de bocejar, reclamar de fome e mexer nas algemas como quem não espera nada. Ela parecia relaxada, talvez até um pouco entediada também. Isso era bom. Uma sequestradora distraída é um presente dos céus.
O passo seguinte foi conquistar pequenas concessões. Pedi para tomar café sozinho, alegando que já estava me sentindo humilhado demais sendo alimentado como uma criança. Depois de um momento de hesitação, ela aceitou, mas manteve as algemas nos pulsos.
Any: Não tente nada, Josh. - O tom dela tinha aquela mistura de aviso e provocação. - Lembra do que aconteceu ontem?
Josh: Difícil esquecer - murmurei.
Enquanto comia, reparei em algo importante: a chave das algemas estava no bolso do moletom dela, e o moletom estava pendurado na cadeira ao lado da cama. Distância? Dois passos. Obstáculo? Ela.
Eu precisava esperar um momento perfeito.
Esse momento veio quando o celular dela tocou. Ela atendeu, andando até o outro lado do quarto, de costas para mim. Eu agi sem pensar: deslizei da cama, peguei o moletom e enfiei a mão no bolso.
A chave estava lá. Fria e metálica, como a promessa de liberdade.
Meu coração disparou.
Sentei na beira da cama, tentando não fazer barulho, e comecei a girar a chave na fechadura da algema. O clique foi tão suave que me deu esperança. Uma algema caiu. Depois a outra.
Minhas mãos estavam livres. Pela primeira vez em dias, completamente livres.
Olhei para a porta. Aberta. Ela estava distraída com a ligação. Esse era o momento.
Mas aí o meu lado estratégico entrou em ação. Eu não queria apenas sair correndo. Eu queria a fuga perfeita. Então, em vez de ir direto, comecei a andar devagar, como se estivesse em um filme.
Cheguei à porta, olhei para trás. Ela ainda estava de costas, falando algo sobre "mandar por e-mail" para quem quer que estivesse do outro lado da linha.
Saí do quarto. O corredor estava silencioso. O coração batendo tão alto que parecia ecoar nas paredes. Andei rápido até a escada, descendo dois degraus por vez.
Cheguei ao térreo e vi a porta da frente. Sem hesitar, girei a maçaneta. Estava destrancada.
Lá fora, o ar fresco bateu no meu rosto. Era como respirar liberdade.
Corri. Não olhei para trás, não pensei. Só corri. Passei por árvores, pelo gramado, por uma cerca baixa que pulei sem dificuldade. Quando percebi, estava no meio de uma estrada de terra, sem sinal de Any.
Meu corpo inteiro vibrava de adrenalina.
Josh: Eu consegui... - murmurei para mim mesmo, rindo. - Eu consegui!
Mas, como todo protagonista que comemora cedo demais... eu deveria ter desconfiado.
Foi aí que ouvi um som atrás de mim. Passos. Firmes. Rápidos.
Virei e vi Any, caminhando na minha direção com a maior calma do mundo. Ela não parecia ofegante. Não parecia irritada. Pior: ela parecia se divertir.
Any: Parabéns, Beauchamp - disse, como se estivesse me elogiando por um bom número de dança. - Foi sua melhor tentativa até agora.
Josh: Como... como prr você me achou tão rápido? - perguntei, ainda sem fôlego.
Ela ergueu o pulso e mostrou um pequeno controle remoto com uma luz piscando.
Any: Rastreador.
Meu queixo quase caiu.
Josh: Você... colocou um rastreador em mim?!
Any: Ué, você acha que eu ia deixar um mafioso profissional escapar sem segurança? - Ela deu de ombros. - Além disso, queria ver até onde você chegaria antes de eu intervir.
Meu orgulho foi atingido em cheio.
Josh: Então... você deixou eu fugir?
Any::Mais ou menos isso. - Ela deu um sorriso malicioso. - Pensei em te pegar ainda no corredor, mas aí resolvi ver a sua "corrida da vitória". Foi bem divertida, aliás.
Fiquei parado, sem saber se estava mais irritado por ela ter me rastreado ou por ter se divertido às minhas custas.
Josh: E agora? Vai me levar de volta algemado de novo?
Any: Óbvio - respondeu, tirando as algemas do bolso. - Mas, para te recompensar pelo esforço... hoje só nos pés.
Josh: Grande prêmio... - murmurei, revirando os olhos.
Enquanto ela prendia meus tornozelos, percebi que minha fuga, no fim, não tinha sido um fracasso total. Eu tinha provado que conseguia sair do quarto, chegar até a estrada. Talvez, sem o rastreador, eu tivesse conseguido.
E essa ideia, pequena mas poderosa, ficou martelando na minha cabeça.
No caminho de volta, ela parecia mais leve, quase feliz. Eu, por outro lado, estava quieto. Planejando.
Se ela achava que o rastreador ia me impedir para sempre, estava enganada. Eu só precisava de tempo. E, dessa vez, eu não comemoraria cedo.
No fundo, eu sabia: a verdadeira grande fuga ainda estava por vir.
Mas analisando a situação, pra um mafioso eu tô sendo muito trouxa. Porra, eu podia ter dado uns golpes nela e ter corrido, mais que desgraça!
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2/10
Aí gente, isso tá muito bom kkkkkkkkkk
A BIG KISSES OF SAM AND... BYEEE😘
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Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}
FanfictionAny Gabrielly uma jovem de 19 anos que é apaixonada pelo maior mafioso de Nova York, Josh Beauchamp, mas ele não lhe deu a menor bola, ela determinada a conquista-lo e mostrar a ele a mulher que ele perdeu decide sequestra-lo e mante-lo preso sobe t...
