Pov: Josh Beauchamp
Sabe quando você acorda de um sonho e fica meio perdido entre o que é real e o que é invenção da sua cabeça? Pois é. Eu estava nesse exato estado quando meus olhos se abriram de supetão no meio da madrugada e a primeira coisa que fiz foi gritar. Não um grito curto e discreto, tipo “ah!”, mas um grito digno de filme de terror barato.
— AAAAH! ELE TÁ AQUI!
Sentei na cama com o coração batendo tão rápido que parecia que ia sair pela boca. Minha respiração estava ofegante, minhas mãos suando e, por algum motivo, minha mente repetia uma única frase: o homem da mata me bateu.
Antes que eu pudesse raciocinar direito corri em direção ao quarto da doida e contei toda a história e adivinha? Ela começou a rir, idiota.
Any arregalou os olhos fingindo surpresa, mas não demorou dois segundos para começar a rir de novo, segurando a barriga
Any: Ai, Josh… você é um presente para mim. Você acredita mesmo nessa história?
Eu pisquei várias vezes, tentando juntar os pedaços da minha memória. Ela tinha me contado sobre esse tal homem da mata no dia anterior. Era tão específico que minha mente, obviamente, comprou a ideia.
Josh: Você… inventou, não inventou? — perguntei, com a voz fraca, ainda dividido entre alívio e indignação.
Any: Óbvio que inventei — ela respondeu, rindo mais ainda. — Serve para manter você comportadinho. Funcionou, né?
Eu abri a boca para retrucar, mas não saiu nada. Não queria admitir, mas funcionou sim. Após o incidente, eu nem cogitei tentar fugir. Afinal, quem quer topar com um psicopata barbudão no meio do mato?
Any caminhou até a beira da cama, se apoiou no colchão e inclinou a cabeça.
Any: Mas, olha, você gritando foi a melhor parte da minha noite. Sério. Vou guardar essa lembrança no meu coração para sempre.
Revirei os olhos, e me direcionei a porta.
Josh: Você é insuportável.
Any: E você é meu prisioneiro favorito — ela rebateu, piscando. — Agora dorme, vai. Ainda temos uma longa jornada amanhã.
Não sei se foi pelo cansaço ou pela certeza de que, inventado ou não, eu não queria testar a existência do tal homem da mata, mas ao deitar na cama, fechei os olhos e apaguei em poucos minutos.
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Quando acordei de novo, a luz do sol entrava pela janela. O ar fresco da manhã invadia o quarto e, por um momento, tive a ilusão de que estava em casa, seguro. Me espreguicei, ou pelo menos tentei, porque algo não estava certo.
Olhei para baixo. Meus pés estavam juntos, amarrados por uma corrente curta presa a algemas de metal. Meus pulsos… ah, claro. Algemas também. Todas brilhando como se tivessem acabado de ser polidas.
Josh: Não… não, não, não… desgraça! — exclamei, puxando as correntes na tentativa inútil de me soltar.
A porta se abriu lentamente e Any apareceu, segurando uma caneca de café.
Any: Bom dia, dorminhoco — disse ela, como se nada estivesse acontecendo.
Josh: Bom dia? Sério? Olha pra mim! — apontei com o queixo para as correntes. — O que é isso? Por que eu tô algemado de novo?!
Ela deu um gole no café, com a maior calma do mundo, e se aproximou.
Any: Porque, querido Josh, você está sequestrado. Não sei se você percebeu, mas isso aqui não é um resort de férias.
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Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}
Fiksi PenggemarAny Gabrielly uma jovem de 19 anos que é apaixonada pelo maior mafioso de Nova York, Josh Beauchamp, mas ele não lhe deu a menor bola, ela determinada a conquista-lo e mostrar a ele a mulher que ele perdeu decide sequestra-lo e mante-lo preso sobe t...
