Pov: Any Gabrielly
A noite anterior ainda pesava nos meus olhos quando acordei, a casa silenciosa exceto pelo som sutil da floresta lá fora. Eu me sentei na beirada da cama improvisada, sentindo a rigidez dos músculos e o peso de tudo que já havíamos passado. Josh de alguma forma parecia menos uma ameaça hoje do que ontem.
Mesmo assim, eu não podia esquecer o que ele era — um mafioso, um homem acostumado a controlar e manipular, que agora estava sob meu domínio. E eu? Eu não era nada disso. Era apenas uma mulher tentando sobreviver num mundo que nunca me deu chances fáceis.
Levantando-me, fui até a cozinha, preparando café com os poucos recursos que tínhamos. O cheiro forte do café parecia um pequeno conforto em meio àquela prisão isolada.
Quando Josh se aproximou, senti um arrepio involuntário — a tensão entre nós ainda era densa, mas havia um fio invisível que começava a nos ligar, mesmo que nenhum dos dois quisesse admitir.
Ele falou primeiro, com aquela voz calma e calculista que sempre me irritou e fascinou ao mesmo tempo.
Josh: Precisamos traçar nosso próximo passo.
Eu concordei, tentando esconder a apreensão que sentia. Os vapores estavam perto, e eu sabia que não poderíamos fugir da luta que se aproximava.
Passamos horas discutindo estratégias, analisando cada detalhe da casa, da floresta, das possíveis rotas de ataques. Cada palavra trocada era um passo cuidadoso num terreno minado de desconfiança.
Eu tentava não pensar no que poderia acontecer se um deles nos encontrasse despreparados, ou pior, se Josh conseguisse manipular a situação a seu favor.
Durante a madrugada, quando a escuridão parecia engolir tudo, ouvi os primeiros sinais do movimento dos vapores. Eles avançavam com cuidado, testando nossos limites.
Cada ataque era uma prova de fogo, e eu me via forçada a confiar naquele homem que eu sequestrei, mesmo sabendo que ele poderia virar o jogo a qualquer momento.
Num intervalo entre confrontos, me aproximei dele, sentindo a necessidade de quebrar o gelo que nos separava.
Any: Josh — comecei, tentando encontrar as palavras certas —, sei que não confio em você. Mas se continuarmos assim, um de nós vai morrer.
Ele me olhou, algo difícil de decifrar em seus olhos.
Josh: Talvez seja hora de deixar a desconfiança de lado — respondeu.
Um raro sorriso surgiu em meus lábios.
Any: Talvez.
Quebra de tempo
O amanhecer trouxe uma trégua temporária, mas eu sabia que a guerra estava longe de acabar.
Eu não sabia no que aquilo tudo iria dar — se sairíamos vivos, se a aliança se fortaleceria ou se tudo desmoronaria.
Mas, naquele momento, decidi que lutaria. Por mim. Por Josh. Por essa estranha conexão que nem mesmo entendíamos direito.
Porque, no fim, era isso ou a derrota certa.
A luz fraca do amanhecer mal invadia a casa, mas já era o suficiente para me despertar por completo. O café que preparei na noite anterior já estava frio sobre a mesa, e o silêncio da casa parecia amplificado pela ausência de qualquer som humano, exceto pela respiração ritmada do Josh, ainda algemado.
Me sentei perto da janela, observando a floresta que cercava a casa. Cada árvore parecia um sentinela sombrio, ocultando segredos e perigos que não queríamos enfrentar. Meu coração disparava só de imaginar os vapores rondando por ali, esperando o momento certo para atacar.
Por um instante, deixei os pensamentos escurecerem minha mente, me perguntando se tudo aquilo valia a pena. Mas a raiva, o medo, e aquela necessidade desesperada de sair dali me lembravam da realidade dura: eu precisava ser forte, precisava lutar.
Josh se aproximou devagar, seu olhar fixo no meu, como se procurasse alguma fraqueza que não encontrava.
Any: Alguma notícia dos caras? — perguntei, tentando esconder o tremor na voz.
Ele balançou a cabeça.
Josh: Ainda nada certo. Mas eles não vão desistir fácil.
Um silêncio desconfortável caiu sobre nós, como se palavras demais pudessem romper o frágil equilíbrio entre captor e capturado.
Josh: Já pensou no que vai fazer se eles conseguirem invadir a casa? — perguntei, olhando para ele com sinceridade.
Josh desviou o olhar, mas depois respondeu com a voz firme.
Any: Lutar até o fim. Mas não sozinho.
Fiquei surpresa com a sinceridade inesperada. Por um momento, senti como se aquele homem que parecia ter tudo sob controle estivesse tão vulnerável quanto eu.
Any: Não sei se posso confiar em você — admiti, encarando-o.
Josh: Talvez não precise — disse ele. — Só preciso que a gente esteja vivos para resolver o resto depois.
Assenti, sem saber o que responder. Estávamos presos naquele momento, e o futuro parecia uma névoa difícil de atravessar.
Durante o dia, fizemos o possível para reforçar as defesas. Armamos armadilhas simples, barricamos portas, e estabelecemos turnos para vigiar a floresta. Cada barulho estranho fazia meu coração disparar, e eu sentia o olhar pesado de Josh me observando o tempo todo.
Apesar de tudo, ele parecia estar cada vez mais atento, talvez até mais preocupado com a minha segurança do que com a própria liberdade. Isso me desconcertava e despertava uma mistura confusa de sentimentos.
Quando a noite finalmente caiu, os sons de passos começaram a se intensificar. Podíamos ouvi-los se aproximando, com passos cuidadosos, vozes baixas trocando ordens.
Any: Eles estão aqui — murmurei, tentando controlar a respiração.
Josh pegou minhas mãos, apertando com força.
Josh: Vamos sair dessa. Juntos.
Naquele momento, apesar do medo, eu senti uma centelha de esperança. Talvez aquela aliança instável fosse o que nos salvaria.
O confronto foi brutal e intenso. Tiros ecoaram pela floresta, gritos cortaram o ar, e o cheiro de pólvora misturava-se com o da madeira e da terra molhada.
Mas nós resistimos. E, pela primeira vez, eu não estava sozinha.
Quando o silêncio finalmente voltou, e o perigo imediato recuou, olhei para Josh, sentindo que algo tinha mudado entre nós.
Any: Talvez a gente tenha uma chance — disse, com um sorriso cansado.
Ele retribuiu, um sorriso curto, mas genuíno.
E eu soube que, independentemente do que viesse depois, lutaríamos juntos.
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10/10
E a maratona chegou ao fim gatinhos e gatinhas, amanhã volto com mais atualizações
A BIG KISSES OF SAM AND.....BYEEE 😘
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Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}
FanfictionAny Gabrielly uma jovem de 19 anos que é apaixonada pelo maior mafioso de Nova York, Josh Beauchamp, mas ele não lhe deu a menor bola, ela determinada a conquista-lo e mostrar a ele a mulher que ele perdeu decide sequestra-lo e mante-lo preso sobe t...
