CAP 17: No tabuleiro da Raposa

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Pov: Any Gabrielly

Se tem uma coisa que aprendi nesses dias sobre Beauchamp, é que ele não se entrega fácil, nem se mostra vulnerável. Pelo contrário: cada gesto, cada olhar dele é um movimento calculado, uma peça em um jogo onde ele tenta virar o caçador.

E eu? Eu me transformei na raposa, aquela que caça, mas sabe que precisa ser mais esperta que a presa.

Desde que o coloquei naquela casa no meio do nada, cercada por árvores que parecem querer engolir qualquer tentativa de fuga, percebi que controlar Josh não seria tarefa simples. Ele é manipulador por natureza, conhece todos os truques, e tem uma paciência de aço para esperar a hora certa de agir.

Mas o que ninguém me contou é que mexer com um mafioso é estar dentro de um jogo de xadrez vivo, onde a próxima jogada pode mudar tudo.

Nas últimas semanas, observei como ele reagia a cada mudança que eu fazia no ambiente. Cada detalhe foi pensado para confundir e limitar suas ações. E mesmo assim, ele se movia como se estivesse numa dança silenciosa, estudando cada passo meu, cada distração.

Ele não é um prisioneiro comum; é um estrategista, um mestre da manipulação.

O último desafio veio quando, em uma noite, ele deixou um bilhete — ou pelo menos um bilhete que parecia escrito por mim — me convocando para uma conversa na varanda. A jogada dele era clara: mostrar que queria negociar, criar uma ponte de confiança para ampliar sua liberdade.

E eu? Eu sabia que isso era uma armadilha, um teste para medir meus limites e minha disposição para o jogo.

Quando cheguei à varanda, ele estava lá, com aquele sorriso calmo e olhar que dizia mais do que palavras. O ar entre nós estava pesado, como se o silêncio carregasse segredos e ameaças ocultas.

Ele propôs um acordo: liberdade dentro da casa por informações valiosas.

Eu hesitei, claro. Confiar em um mafioso sequestrado não é simples, mas precisava admitir que a proposta tinha um quê de tentadora.

Para manter o controle, concordei em dar a ele mais liberdade — sem algemas, para andar pela casa por algumas horas. Essa concessão, por mais arriscada que fosse, era um movimento estratégico: dar a ele uma sensação de poder, para que eu pudesse observar até onde ele ia.

E observar, eu observei.

Durante esse tempo, vi Josh em seu elemento. Ele não desperdiçou um minuto sequer. Andava pelos corredores, explorava as janelas, tocava nos móveis, buscava pontos fracos, rotas de fuga.

Mas o mais impressionante era o quanto ele me estudava também. Cada reação minha, cada mudança no meu tom, era anotada mentalmente para ser usada contra mim depois.

Eu sentia que estávamos em uma guerra silenciosa, onde não bastava só vigiar os movimentos dele — eu precisava decifrar sua mente, antecipar suas jogadas.

Por isso comecei a usar o ambiente a meu favor: criei ruídos no bosque, luzes que piscavam de maneira irregular, armadilhas invisíveis no terreno. Tudo para cansá-lo, confundi-lo, e fazer com que ele pensasse duas vezes antes de tentar qualquer fuga.

Mas Josh é resiliente. E isso me assusta mais do que qualquer ameaça física que ele poderia fazer.

Ele não é só o mafioso preso naquela casa; é uma mente afiada que nunca para de calcular, que sabe transformar o medo em vantagem, que usa o silêncio para preparar o próximo golpe.

À noite, quando a casa está em silêncio e o vento balança as árvores lá fora, eu me pego pensando: será que realmente consigo manter o controle? Será que posso, sozinha, impedir que ele vire o jogo contra mim?

Essa dúvida me persegue.

Mas sei que desistir não é uma opção. Não quando se está nesse tipo de jogo, onde perder significa muito mais que liberdade — significa vida ou morte.

Então, ao invés de fraquejar, decido elevar a aposta. Começo a enviar mensagens contraditórias, a variar a rotina, a misturar ameaças reais com promessas falsas. Quero vê-lo desconcertado, quero que ele duvide de tudo, até de mim mesma.

Ainda assim, quando olho para ele, vejo o perigo encarnado. Josh Beauchamp não é apenas um sequestrado — ele é um manipulador nato, um mestre do jogo mental.

E eu? Estou aprendendo a ser mais que uma simples captora. Estou me transformando em adversária.

O que me mantém firme é saber que este jogo não tem vencedores fáceis. Cada movimento tem seu preço, cada silêncio tem seu significado.

E, no fim, quem vence é aquele que mantém a mente afiada, o sangue frio e a capacidade de se reinventar.

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5/10

A situação vai ficando com mais tensão ein👀

A BIG KISSES OF SAM AND...BYEEE 😘

Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora