CAP 15: O Caçador e a Raposa

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Pov: Any Gabrielly

Se tem uma coisa que aprendi com Josh Beauchamp — meu sequestrado e mafioso de carteirinha — é que ele não é um prisioneiro qualquer. Muito pelo contrário.

Ele é o tipo de homem que sabe jogar, que conhece o valor do silêncio, da manipulação e da paciência. E que, mesmo amarrado e isolado numa casa cercada por árvores que mais parecem um labirinto, continua tentando virar o jogo a seu favor.

Nas últimas horas, observei cada movimento dele como quem acompanha uma partida de xadrez. Aquele olhar que ele lança, que mistura cansaço com análise, é o olhar do caçador que sabe que, às vezes, é melhor esperar a presa escorregar.

Josh não é só um refém; ele é um mafioso. Um manipulador nato. E, sinceramente, me sinto desafiada — e isso só torna tudo mais divertido.

Depois da fuga “quase épica” dele, precisei repensar minha estratégia. Não dava para continuar com algemas e ameaças básicas. Ele precisava sentir que tinha um fio invisível — uma linha que eu puxava e que ele jamais conseguiria romper sem que eu percebesse.

Coloquei sensores nas portas e janelas, escondi câmeras pela casa e, claro, mantive o rastreador discreto preso na roupa dele. Qualquer movimento suspeito e eu saberia na hora.

Mas isso não bastava.

Hoje, decidi mudar o cenário. É incrível como o ambiente pode mexer com a mente de alguém — especialmente um mafioso acostumado a controle e luxo.

O velho casarão onde o prendi tem quartos vazios, corredores longos e uma varanda que dá para um bosque denso e silencioso. Criei armadilhas simples, porém eficazes, no terreno ao redor — pequenos fios quase invisíveis, galhos dispostos estrategicamente, até alguns ruídos programados para confundir.

Josh já não é mais o mesmo de antes. Ele anda pelo quarto com calma, observa cada detalhe, toca nas paredes, examina o chão. Mas, ao mesmo tempo, evita se mostrar frágil. Essa é a armadilha do mafioso: parecer vulnerável enquanto planeja o golpe.

Falei com ele hoje pela manhã, tentando parecer indiferente, como se estivesse cansada daquela “brincadeira”.

Any: Você está ficando bom nisso de escapar — disse, fingindo uma leve admiração. — Quase me convenceu de que precisa de mais liberdade.

Ele sorriu, um sorriso cheio de segundas intenções.

Josh: Liberdade? Essa é uma palavra que você deveria usar com mais cuidado, Any.

Foi nesse momento que entendi que estava diante de um jogo maior. Josh não queria só sair da casa — ele queria virar o sequestrador, controlar o sequestrador.

Por isso decidi elevar o nível.

Mudei o horário das refeições, alterei a iluminação para criar sombras que confundem o olhar e até comecei a enviar mensagens falsas para ele — bilhetes escritos com minha letra, mas com informações contraditórias, que servem para testar o quanto ele está atento.

Uma delas dizia:

“Se você tentar fugir, o homem da mata vai te encontrar antes do amanhecer.”

Ele leu, sorriu e deixou o bilhete no chão. Isso só confirmou que ele estava jogando comigo.

Agora, a verdadeira questão é: quem vai ganhar essa guerra de paciência?

Eu, com meus truques, cercas e armadilhas, ou ele, com seu olhar de mafioso que conhece os segredos da manipulação e sabe exatamente como virar uma situação ao seu favor?

O que posso dizer é que, a cada dia, o jogo fica mais intenso. Josh já não tenta só escapar com força bruta — ele usa a mente, conversa comigo, testa limites, provoca e até tenta negociar.

Mas eu não sou uma prisioneira fácil.

Ontem, ele tentou uma conversa diferente.

Josh: Any, isso aqui não precisa ser uma prisão — disse ele, encostado na porta, olhando pela janela para as árvores. — Podemos negociar. Posso ser útil para você.

Eu quase ri na cara dele.

Any: Útil? Como?

Josh: Tenho contatos, dinheiro, influência. Posso garantir que você fique segura, que ninguém venha atrás de você.

Foi quando entendi que o mafioso dentro dele não está só para causar problemas — ele quer controlar o que pode, mesmo preso. Quer virar parceiro e não só prisioneiro.

Não sei ainda se isso é uma ameaça ou uma oportunidade.

Mas uma coisa é certa: com Josh Beauchamp, o sequestrador, o mafioso, o prisioneiro e o manipulador, nada é simples.

Cada movimento é pensado, cada palavra é um jogo, cada silêncio é uma estratégia.

E eu? Eu estou pronta para jogar.

Porque neste jogo de caçador e raposa, só quem tem sangue frio e mente afiada sai vencedor.

E eu estou longe de desistir.

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3/10

O que será que vai acontecer ein?

A BIG KISSES OF SAM AND...BYEEE 😘

Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora