CAP 18: Jogo de sombras

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Pov: Any Gabrielly

Quando decidi sequestrar Josh Beauchamp, sabia que não seria simples. Ele não é só um mafioso, é um predador, um manipulador nato. E ainda assim, nada me preparou para a verdadeira dimensão do jogo que ele iria me obrigar a jogar.

Estar com ele naquela casa isolada, cercada por árvores densas e o silêncio quase sufocante da floresta, transformou cada dia em um desafio mental, onde cada olhar, cada palavra, carrega uma ameaça velada. A qualquer momento, Josh pode virar a mesa e se tornar o caçador.

Nos últimos dias, depois da concessão que fiz de deixá-lo andar livre pela casa por algumas horas, as coisas mudaram. A confiança que ele fingia ter crescido me deixou em alerta. Ele explorou cada canto, cada rota, anotou mentalmente cada brecha. Mas não foi só o ambiente que ele estudou: ele me estudou.

Percebo que seus olhos nunca me perdem de vista, cada gesto meu parece calcular uma fraqueza, cada palavra minha é uma peça que ele tenta mover contra mim. Esse homem sabe como jogar, e eu me vejo aprendendo a jogar no mesmo ritmo para não ser engolida.

Ontem à noite, enquanto tomávamos o jantar — ou pelo menos o que chamávamos de jantar, pois o clima entre nós era tão pesado que parecia difícil até respirar — ele falou sobre poder e lealdade como se estivéssemos negociando um tratado secreto, não lidando com uma situação de refém e sequestradora.

"Josh, o que você realmente quer de mim?", perguntei, com a voz firme, tentando despir suas intenções.

Ele sorriu — aquele sorriso que eu já aprendi a temer. "Quero que saiba que aqui não sou um simples peão", disse, olhando-me diretamente nos olhos. Essas palavras não saíram só da boca dele; ecoaram como um aviso.

Desde então, intensifiquei as medidas para manter o controle. Cada barulho inesperado, cada luz que piscava de modo errático era uma mensagem: você não está no comando.

Mas Josh parece rir silenciosamente de tudo isso. Ele absorve o caos e usa para se fortalecer, como se alimentasse da incerteza que tento impor. Essa força dele me desconcerta.

Quando a noite cai, e o silêncio domina a casa e a floresta ao redor, as dúvidas me invadem. Será que posso mesmo controlar essa situação? Será que Josh, com toda sua astúcia e experiência, não está me manipulando tanto quanto eu tento manipulá-lo?

Mas a fraqueza não é opção. Preciso manter o foco, a frieza. Este não é apenas um jogo de refém e sequestradora, é uma batalha de mentes, onde qualquer deslize pode custar caro.

Planejo para amanhã uma nova estratégia: deixarei uma porta destrancada, propositalmente, um convite velado para que ele teste os limites da liberdade que lhe dei. Quero ver até onde ele ousa ir. Mas, claro, estarei preparada para qualquer surpresa, pois Josh não é previsível.

Enquanto isso, procuro manter minha sanidade com pequenos momentos de distração: música suave, uma corrida pela floresta, o conforto de um chá quente. Sei que preciso estar forte para encarar o que vem.

O jogo segue. Cada passo, cada silêncio, cada gesto importa. Sei que, no fim, não importa quem está preso fisicamente, mas quem domina o jogo psicológico.

E eu não vou deixar que ele me derrote.

A noite estava fria, e a casa parecia engolida pela escuridão que se infiltrava pelas janelas emolduradas pelas árvores. A tensão no ar era palpável. Josh estava sentado na cadeira da sala, com uma postura descontraída, quase desafiadora. Eu entrei devagar, sem pressa, querendo mostrar que dominava aquele espaço — mesmo que, no fundo, sentisse meu próprio limite se aproximar.

Any: Você sabe — comecei, cruzando os braços — que não vai conseguir escapar simplesmente porque eu deixei essa porta destrancada, não é?

Ele ergueu a sobrancelha, com um sorriso de canto de boca.

Josh: Eu sei. Mas isso não significa que eu não vá tentar.

Any: Sempre tenta, não é? Sempre calculando, esperando o momento certo.

Ele se inclinou para frente, olhando direto nos meus olhos.

Josh: E você? Está realmente no controle? Ou só acredita estar?

Aquela pergunta me atingiu mais do que eu queria admitir.

Any: Estou — respondi firme — porque controle não é só sobre trancar portas ou instalar sensores. É sobre entender seu adversário, prever seus movimentos antes mesmo de ele pensar neles.

Josh: Interessante — ele disse, levantando-se devagar — Então me diga: o que você acha que eu vou fazer agora?

Any: Vai ficar aqui, jogando esse jogo mental comigo — disse, quase desafiando.

Josh: Talvez — ele riu baixo —, ou talvez eu esteja dois passos à frente, esperando você pisar na armadilha que preparei.

Senti um frio na espinha. A raposa realmente se tornou o caçador.

Any: Você sempre pensa que está dois passos à frente — respondi, aproximando-me —, mas às vezes o jogo não é sobre movimentar as peças, mas saber quando parar.

Josh: E você sabe quando parar? — ele perguntou, com um sorriso cruel.

Any: Eu vou descobrir — disse, dando meia volta e deixando a sala.

Enquanto saía, ouvi sua voz, baixa e quase um sussurro:

Josh: Que comecem os jogos, Any.

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6/10

Esse jogo psicológico tá ficando interessante certo?

A BIG KISSES OF SAM AND....BYEEE 😘

Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}Histórias para pegar e não largar. Descubra agora