Pov: Josh Beauchamp
Estar preso nunca foi exatamente uma novidade para mim. Cresci em um mundo onde as grades, os cercados e os contratos de poder são tão comuns quanto respirar. O que realmente me assusta — ou melhor, que representa um desafio real — é estar algemado, acorrentado em uma casa no meio do nada, cercado por árvores que engolem o horizonte e uma sequestradora que parece se divertir com cada tentativa minha de liberdade.
Não é uma situação confortável, longe disso. Mas também não é uma que eu não possa dominar.
Quando me lembro de onde vim, das batalhas silenciosas que já travamos no submundo, sei que o cárcere mais cruel não são as correntes físicas, mas a falta de controle, o sentimento de impotência que corrói a mente.
Aqui, no meio do mato, com Any como minha guardiã e adversária, o jogo é novo — mas o objetivo permanece o mesmo: recuperar a autonomia, virar o jogo e, se possível, sair vencedor.
Desde a minha última tentativa — que, para minha surpresa e frustração, ela previu e preparou uma rede de armadilhas eletrônicas, sensores e câmeras — eu comecei a observar mais cuidadosamente.
Cada movimento dela, cada mudança no ambiente, cada detalhe do velho casarão que virou minha prisão temporária. O chão rangendo sob meus pés, as janelas que filtram a luz da floresta, as sombras que dançam na varanda.
Tudo isso são pistas para mim.
Hoje, acordei e, para minha sorte, as algemas não estavam presas aos pés, apenas nos pulsos. Um pequeno avanço, uma brecha na segurança.
Any estava distraída no canto do quarto, os olhos fixos no celular. Essa distração — ainda que mínima — é a deixa que preciso.
Se um mafioso sobrevive, é porque sabe usar cada fraqueza do oponente.
Meu plano era simples, mas precisava de paciência e cálculo. Não queria repetir o erro da última vez: correr sem estratégia. Dessa vez, eu iria jogar um jogo diferente, um jogo onde as palavras fossem minhas armas, onde eu pudesse plantar a dúvida na mente dela.
Josh: Any — comecei, tentando soar firme e calmo —, não precisamos transformar isso tudo em um confronto constante.
Ela ergueu os olhos, surpresa. Eu podia sentir o interesse, mesmo que ela tentasse disfarçar.
Josh: Podemos conversar. Podemos negociar.
A verdade é que tinha que oferecer algo, mostrar que eu não era apenas um prisioneiro para ser controlado, mas um aliado em potencial, uma carta que poderia virar a mesa.
Josh: Tenho contatos, recursos — continuei, cada palavra medida —, posso garantir sua segurança de um jeito que você nem imagina.
Ela deu um leve sorriso, meio cético, meio intrigado.
Josh: Pense bem, Any. A casa está cercada, as árvores impedem a saída fácil, os sensores alertam você de tudo. Mas eu? Eu posso ser o seu trunfo.
Essa conversa não é só para convencê-la — é para lembrar a mim mesmo que sempre existe uma saída, mesmo quando as correntes parecem apertar.
Enquanto falava, meus olhos varriam o ambiente. Sabia que cada detalhe podia ser crucial. A janela que mal trancava, o cabo elétrico que passava rente à parede, a porta dos fundos que não tinha sensor.
Cada pequeno detalhe é uma chance.
Ela me escutava, calculando as possibilidades. Eu podia ver isso nos olhos dela. Mas a dúvida era mútua: será que podia confiar em alguém que estava, afinal, me mantendo preso?
Confiar não era algo que eu praticasse facilmente, mas negociar é outra coisa.
Ao longo do dia, continuei atento, estudando cada movimento dela. Any não era apenas uma sequestradora — era uma adversária à altura, uma mente aguçada que usava a psicologia, o ambiente e até pequenos truques para manter o controle.
Ela mudou a rotina, trocou os horários das refeições, mudou as luzes para criar sombras que confundem. Mandou bilhetes, fez ameaças sutis. Tudo para me manter desconfortável e na ponta dos pés.
Eu, por outro lado, tentei manter a calma, evitar reações impulsivas. Porque sabia que, no jogo que ela propôs, a paciência é tão vital quanto a astúcia.
Se um mafioso aprende algo, é que as maiores vitórias vêm de batalhas silenciosas, onde ninguém sabe quem é o verdadeiro vencedor até o fim.
À noite, quando o silêncio tomou conta da casa, olhei para as árvores lá fora. Elas formavam uma muralha viva, mas toda muralha tem uma brecha, um ponto fraco.
Minha missão é encontrar essa brecha.
Enquanto me preparava para dormir, pensei no próximo passo. Não seria uma fuga física — ainda não. Seria uma fuga mental, uma jogada estratégica para virar a situação a meu favor.
— Você quer controlar o jogo? — pensei comigo mesmo — Eu vou te mostrar que o jogador aqui sou eu.
Sei que a próxima conversa será decisiva. Sei que as próximas horas podem definir se continuo prisioneiro ou se começo a reinar nessa partida.
E, se tem algo que Josh Beauchamp aprendeu é que não há vitória sem riscos.
Estou pronto para arriscar tudo.
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4/10
O negócio tá ficando bom rapá kkkkkkkkkk
A BIG KISSES OF SAM AND ....BYEEE 😘
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Sequestrando Meu Mafioso {BEAUANY}
Fiksi PenggemarAny Gabrielly uma jovem de 19 anos que é apaixonada pelo maior mafioso de Nova York, Josh Beauchamp, mas ele não lhe deu a menor bola, ela determinada a conquista-lo e mostrar a ele a mulher que ele perdeu decide sequestra-lo e mante-lo preso sobe t...
