— 18 de DEZEMBRO, 1453 —
DOZZA, COREIA. REINO do SUL
🗡: LEE F. YONGBOK.
Passaram-se três meses, e não aprendi a lidar com meu próprio coração.
Meu espírito perturba-se dentro de mim, e não compreendo o grito que sai de dentro das profundezas da minha mente.
Não como. Não durmo. Não mais vivo. Existo.
O ar entra rasgando pelas narinas, fervendo nos pulmões enquanto encaro o teto do meu quarto, escuro como um céu sem estrelas.
Quando consigo fechar os olhos por um momento, o vejo.
Sonho com ele, na alegria que rodeou nossa infância. O som de nossas risadas juntas harmonicamente, o doce cansaço após uma tarde de brincadeiras, o companheirismo que me oferecia.
Acordo conturbado. Não consigo respirar. Começo a chorar.
Percebo, enfim, que jamais o abraçarei outra vez. Que não ouvirei seu cântico alegre ou contemplarei a cor de suas pinturas cintilando as paredes do palácio.
Como continuar a viver quando meu irmão foi arrancado de mim?
Omma preocupa-se comigo. "Por favor, levante-se e coma", ela pede. Eu não o faço.
Minha alma sangra em sua ausência.
Ouço Mi-suk chorar em meio a orações no cômodo ao lado: "Por que o tirou de mim? Por que não levou-me em seu lugar? Por que?", ela suplica com toda a força que ainda resta-lhe.
Sequer posso me mexer. As dores não cessam. No corpo e no coração, atingindo as emoções com tudo.
Não sei mais quem sou. Até perto da morte, quando encarava-lhe, sentia-me mais vivo.
Estou solitário em meio a escuridão. Uma nuvem negra e densa cobre minha visão.
Não sei se é manhã, tarde ou noite. Não abro as cortinas. Como o sol se atreve a brilhar tão gloriosamente?
Lembro-me: Bang Chan veio até mim uma vez. Ele abriu a porta cauteloso, e me fitou com os olhos pesados e o cabelo bagunçado.
Trazia um prato repleto de alimentos, e o pôs em meu colo, porém sequer toquei na comida. Ele disse que eu estava magro, que precisava comer e...
Ouvi-lo falar fazia minha cabeça doer. Não entendia uma palavra que ele pronunciava.
Chan envolveu meu corpo esguio em um abraço forte antes de partir. Finalmente, ele se foi, e fiquei só.
Naquela noite, eu tentei comer. Pus um pedaço de uma fruta vermelha na boca, mas apenas senti um gosto amargo, ferroso, ruim.
Naquela mesma noite, eu tentei dormir. Fechei os olhos e virei o corpo para a parede. Quando pensei estar começando a adormecer em paz, vi Hyunjin.
Com os braços apoiados no parapeito da torre do castelo, o vento balançava seu cabelo castanho e longo. Ele ainda parecia bem, parecia vivo. Então, uma tempestade começou, e ele se dissipava devagar em meio as gotas, sumindo como se feito de poeira.
De repente, Hyunjin olhou-me. Ele sorria minimamente, apesar dos olhos cansados. Fiz de tudo para correr até o príncipe, tropeçando sob os próprios pés.
Entretanto, ele desapareceu antes mesmo de eu tocá-lo.
Acordei em um sobressalto, sufocando. As lágrimas descendo descontroladamente, como a chuva no sonho. Meu corpo inteiro tremia, tão fraco e frágil.
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𝐓𝐡𝐞 𝐎𝐮𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐦𝐢𝐬𝐞 II | 𝗛𝘄𝗮𝗻𝗴 𝗛𝘆𝘂𝗻𝗷𝗶𝗻.
FanfictionReino tomado. Povo Dozziliano em perigo. Guerras e mais guerras. Tudo isso foi o suficiente para o verdadeiro herdeiro se reerguer e lutar pela justiça. Nesta nova parte de 'The Our Promise', tudo será possível. "Vim recuperar o que é meu: o trono."...
