XVI : IRMÃOS DE ALMA.

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  Os corações explodiram no momentos em que seus lábios se reencontraram.

  As almas se entrelaçaram, finalmente, após intermináveis passagens de sóis e luas, carregando tremenda dor e falta. Um vazio, enfim preenchido.

  O corpo de Hyunjin tremia ao senti-la novamente. Ao tocar seu rosto, ao saborear o gosto leve e doce daquele amor na boca dela, antes adormecido na escuridão.

  Ele chorava sem perceber, sequer respirava. A dor que o sufocava sumira de repente. O quanto sonhara e almejara ter sua amada outra vez nos braços...

  O interior de Mi-suk flamejava em tê-lo de volta. Seu sangue corria ligeiro, seu espírito dançava ao som dos corações retumbando um contra o outro.

  A canção mais bonita que jamais ouvira até aquele momento.

  Por um instante, o mundo parou de queimar ao redor deles. Dozza ficara em silêncio, o dia amanhecendo sem pressa. Tudo parecia normal de novo.

  Sem Linyah os caçando e massacrando.

  Sem batalhas incessáveis dentro dos muros do reino.

  Sem medo, luto, tristeza e rancor.

  Mas em paz. Como antes era.

  Dentro daqueles segundos, era como se estivessem seguros no palácio. Escondidos na biblioteca, sua história entre as estantes.

  Ou então, no jardim. Tão belo e precioso jardim. A natureza contemplando tal sentimento proibido, ouvindo e guardando seus segredos.

  Quando a manhã raiou em Dozza e ambos os corpos imploraram por ar, obrigando-os a se separarem — apenas por míseros centímetros, que seja —, o Hwang encarou a Lee, seus olhos cheios de amor. 

  Mi-suk chorava em meio a um sorriso radiante, quase em riso. Ela se aproximou dele de novo, beijando a longa e horrenda cicatriz que marcava sua bochecha.

  Em resposta, ainda tremendo, Hyunjin beijou a testa dela devagar, dizendo para a moça nas entrelinhas daquela ação tão significativa: "Eu amo você." 

  Eles encostaram as testas uma na outra, respirando juntos, as mãos entrelaçadas.

  Foi assim que ele enfim percebera que, mesmo apesar de toda a distância e incerteza que os cercaram durante todo aquele tempo de trevas, ele sempre seria dela, e ela sempre seria dele

  Suas almas sempre saberiam como seguir o caminho de volta uma para a outra.

  De volta para casa.

[  .  .  .  ]

  Felix esperava no sofá, uma espada escondida por trás das almofadas rasgadas.

  Estava inquieto, ansioso, trêmulo. Os pés batendo contra o chão repetidamente, as mãos juntas na altura da boca.

  Mi-suk saíra pela madrugada, e o sol já se mostrava completo àquela hora. Pelo Santo, onde ela estava?

  Yongbok não dormira, outra vez. Ainda não conseguia. Quando fechava os olhos durante a noite, dentro de seus pesadelos, só podia ver seu amigo. Seu amigo morto.

  Ele encarou a pequena e maltratada poltrona vazia a sua frente, a qual Hyunjin costumava sentar quando o visitava. Seu coração começou a errar a frequência, de repente.

  E se, assim como Hyunjin, Mi-suk estivesse... estivesse...

  Não. Ele não perderia outra pessoa a qual amava com toda a força. Não de novo. Não suportaria. Não sobreviveria.

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⏰ Última atualização: 7 days ago ⏰

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𝐓𝐡𝐞 𝐎𝐮𝐫 𝐏𝐫𝐨𝐦𝐢𝐬𝐞 II | 𝗛𝘄𝗮𝗻𝗴 𝗛𝘆𝘂𝗻𝗷𝗶𝗻.Histórias para pegar e não largar. Descubra agora