Alfonso Herrera
Assim que entramos na sala de reunião, esperando apenas nosso chefe chegar, Anahi me entregou um bilhete por debaixo da mesa, foi muito difícil não conter o sorriso assim que acabei de ler e vi aquela morena fazendo a cara mais ingênua enquanto fingia ler um relatório, assim como uma criança encantada por um livro de super-herói.
Estou sem calcinha.
Não vá se distrair com essa informação, devemos jogar com todas as armas que temos, não é?
Pude até mesmo imaginá-la rindo enquanto escrevia este bilhete para mim.
— Bom dia a todos. - Jayme entrou na sala sorridente, já se pondo no lugar de destaque da mesa de conferência - Selecionamos a última conta que fará parte da competição de vocês dois - Eu e Anahi nos entreolhamos não muito animados - Quanta animação! - Riu - Enfim, a conta é nova, nenhuma outra empresa ministrou e estão entrando agora no mercado, estão buscando a maior empresa de marketing para começarem com o pé direito.
— Caramba - Anahi sorriu angelical - Isso é muito bom, pelo menos não seremos comparados com as outras.
Anahi jogou seus longos cabelo para trás, me fazendo viajar pelo seu decote em V. Eu sabia muito bem a lingerie que a mesma usava, eu que havia escolhido e era exatamente isso que estava me corroendo.
Sabia que qualquer cor combinaria com seu tom de pele, mas jamais imaginaria que um azul celeste a deixaria ainda mais gostosa.
Nosso erro foi não colocar como regra cada um dormir em suas respectivas casas, mas acho que nem eu conseguiria aguentar tamanha distância. Anahi dormiu a semana toda comigo e eu já estava até mesmo me acostumando com um serzinho pequenino correndo de um lado para outro usando minhas blusas como pijama.
Ela era espontânea, ria das piadas mais sem graças dos programas de comédia ruim que passava na televisão em horários não comerciais. Era um desastre ambulante na cozinha, conseguiu fazer a proeza de queimar pipoca de micro-ondas deixando minha cozinha infestada por uma fumaça preta e cheiro de gordura queimada por dias. Mas era meiga, gostava de dormir abraçada comigo, sua cabeça sempre no meu pescoço, escondendo o rosto e seu nariz tocando meu queixo, além disso, gostava de ficar fazendo mini círculos no meu peito até dormir.
Apesar de tudo, isso foi o mais perto que eu me permitir chegar de ter um relacionamento depois que Suzie se foi. Cheguei até acreditar que jamais teria isso e mesmo que, eu e Anahi tenhamos um prazo de validade, estamos vivendo todos esses dias com intensidade.
Hoje pela manhã, Anahi me acordou como sempre, trazia café na xícara preta para mim, com um sorriso de orelha a orelha, com seus cabelos rebeldes e usando uma de minhas blusas para esconder o corpo fenomenal que tinha. Eu a puxava para ficar na cama comigo, conversamos sobre coisa aleatórias, pude descobrir mais sobre ela em apenas algumas conversas, por exemplo descobrir que o sonho dela na verdade era ser cantora - sejamos sinceros, ela conseguiria fácil - mas após a morte do seu pai, sua vida virou de cabeça para baixo e se viu obrigada a fazer uma faculdade para trazer mais estabilidade para a vida de sua mãe, mesmo após Luigi, não se sentia segura em apenas largar de mão algo que, futuramente, poderia ajudar ambos.
Tomavamos banho juntos e eu sempre tentava algo, era impossível não ver aquela bunda e não querer enfiar minha cara entre suas bandas. Anahi nunca deixava, ela tinha um ritual antes de ir para a empresa e esse ritual incluía não transar comigo para não ficar pensando em mim durante o dia. Mas hoje, de forma exepcional, consegui convencê-la e fizemos a maior foda embaixo do chuveiro, com água gelada caindo sob nós e ela gemendo meu nome em plena sete horas da manhã.
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Brincando Com Fogo
RomanceQuando a conheci, ela seria a nova concorrente a uma das vagas mais importantes do nosso trabalho. Nunca imaginaria que aquela mesma mulher transformaria a minha vida em um verdadeiro inferno. Mas se o inferno fosse tão belo quanto ela, acho que n...
