Kelly Blackburn Jaha passou toda a adolescência isolada, como uma intrusa em uma estação espacial, obrigada a desaparecer do mundo apenas para sobreviver. Seu sobrenome era um erro, um peso que a condenava a não existir, invisível até para aqueles q...
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❝Tudo bem perder seu amor, tudo bem perder seu melhor amigo, mas perder você mesmo no processo de ter - lós de volta, não está tudo bem.❞
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Às vezes me pergunto qual é o ápice para um coração se partir, se desmaterializar; se dissolver e se transformar em cinzas. É o momento em que você descobre uma traição? Ou o momento em que você se acostuma com a existência dela?
Talvez o verdadeiro fim não seja o impacto inicial, mas a aceitação silenciosa. O instante em que a dor deixa de gritar e passa a sussurrar — constante e persistente. Impossível de ignorar.
Jasper não ligou para a minha indiferença, não ligou para a expressão odiosa e amargurada que lhe ofereci. Apenas aumentou o aperto na arma em seus braços e ergueu mais o queixo. Como se dissesse que aceitava meu desafio e minha condição, que compreendia minha dor; mas não estava nem um pouco interessado em desistir.
Pouco me importa o que se passa pela sua cabeça. A falta de consideração que ele teve comigo, ele ter olhado para outra garota com o mesmo olhar que um dia direcionava a mim com tanta naturalidade. Nada disso importa mais para mim. Nada disso possui valor simbólico.
Ou ao menos é o que tento repetir para mim mesma, como um mantra vazio -- na esperança de que a repetição transforme mentira em verdade.
Consigo chegar à conclusão da minha própria pergunta:
Não existe um ápice para que um coração se despedaçe, não existe um limite a se cruzar; pois você não se prepara para aquilo.
Quando você experimenta uma dose de amor, se esquece de se preocupar com as consequências reais. É como se você estivesse enfeitiçada, como se nada pudesse ser mais puro. Como uma bruma leve de outono, suave demais para levantar suspeitas.