Now the morning dove turns me in my sleep But when I was young, it would bring me peace What have I become? What could tomorrow bring If it never comes?
Why am I wilting Through winter, summer, fall, and spring? Nothing will stop the world spinning I'm alive and not living
Do you feel the parts of me as they die? Do you feel the larceny of my light? Now I feel I've come to peace knowing life goes on with or without you But I wither without you And just like trees grow towards the Sun I have always reached right towards your love And the snake now speaks in my mother tongue Losing you lost me
Why am I wilting Through winter, summer, fall, and spring? Nothing will stop the world spinning I'm alive and not living
Do you feel the parts of me as they die? Do you feel the larceny of my light? Now I feel I've come to peace knowing life goes on with or without you But I wither without you
Do you feel it's hard to breathe to survive? Do you feel how I miss you all the time? Now I feel I've come to peace knowing life goes on with or without you But I wither without you
Do you feel the parts of me as they die? Do you feel the larceny of my light? Now I feel I've come to peace knowing life goes on with or without you But I wither without you
And I still without
Do you feel it's hard to breathe to survive? Do you feel how I miss you all the time? Now I feel I've come to peace knowing life goes on with or without you But I wither without you
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Aceitar coisas de estranhos? Bem a vida está farta de mostrar o quão trágico tamanha ignorância pode ser. E infelizmente, ou felizmente se for para padecer, que exista algum controlo, algo com sentido, embora Mathew deva admitir que aquele ticket rosa parecia tão tentador.
Ele é alguém farto, farto de tanta coisa, farto de teatro. Ele não fala muito, também não é de mostrar muito, suas poucas reacções se limitam a quando sua vida parece razoavelmente em risco, afinal está tão dessensibilizado de tudo o resto que já nem importa.
Bem e mal? Almas? Esses conceitos parecem tão abstratos e absurdos na cabeça dele. Parecem simples desculpas, desculpas para o real, ou para dar algum conforto aos que são demasiado moles. Porque uma alma existiria? Para assegurar alguém que existe vida após a morte? Mas quando alguém sofre um acidente e seu cerebro muda, apaga tanta coisa, será que essa alma ainda existiria ou viraria uma nova de vez? Bem? Mal? Por mais parecidos que sejam esses conceitos ao certo e errado, que em si tem muito que se lhe diga, o bem e o mal são valores, valores humanos que mudam de pessoa para pessoa, geração em geração, porque alguém colocaria a sua máxima sobre mim? Eu sobre ela? Seria simplesmente idiotice, idiotice como naquela de confiar em alguém.
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Era uma vez um garotinho, seu mundo era branco e preto. Era uma vez um garotinho, seu mundo era sozinho. Era uma vez um garotinho, seu mundo era pequenino. Era uma vez um garotinho, seu mundo era faminto.
Era uma vez um garotinho, ele andava sozinho, pé descalço, picado em vidro, pé descalço picado do vinho. Era uma vez um garotinho, seu corpo era finho, roupa larguinha, suas tatuagens eram cinza. Era uma vez um garotinho, ele não sabia seu caminho. Certo dia o garotinho caiu, sua barriga estaba cheia, cheia de sumo de uva estragado, cheio de nicotina e alcatrão queimado, cheio, cheio a ponto de cair.
O garotinho foi pego, seu mundo preto e branco virou estranho, a luz parecia mais fraca, seria isso algo do mal? Ele sempre viveu debaixo da luz branca, no meio do chão preto, sem ninguém, sozinho. Mas, era uma vez um garotinho, um garotinho cuidado, um garotinho calmo, um garotinho perdido numa casa cheia de outros garotos e garotas que pareciam viver em mundos com cor. O garotinho não entendia, essas cores do bem e do mal, o garotinho estava calmo, tinha um lugar, onde a luz não queimava, onde o frio aconchegava, estava num lugar onde comia e não desmaiava.
Certo dia o garotinho foi levado, levado dos seus irmãos de cores, foi levado do amarelo, do azul, foi levado do roxo e do verde, do rosa e do vermelho, o garotinho nem se despediu do laranja e o anil, muito menos daquele tão parecido a si, aquele que era cinza.
Era uma vez um garotinho, ele foi levado para longe, se sentia sozinho, seu mundo se tornava branco, branco demais, algo que cegava, mas talvez esta luz fosse boa. Era uma vez um garotinho que vivia num lugar limpo.
Porque era tudo tão limpo?
Era vez um garotinho, um garotinho que teve seus irmãos trocados por pais. Era uma vez um garotinho "amado", mas ele não sabia amar, amar não é preto e branco, amar eram cores que ele não tinha. Mas seus pais o amavam e o garotinho vivia, vivia amado, amado pela mãe que fazia sua comida quentinha, sua comida sem sabor a nicotina e seu pai, seu pai que aquecia sua cama e o ajudava a vestir. Ele era amado, ele era amado até ver demais, ver demais do corpo de um homem que nunca pediu para ser seu pai e daquela casa tão limpinha a lixívia sujou, sujou seu mundo e seus olhos que só viam preto e branco queimaram em vermelho.
Era uma vez um garotinho que nunca tinha pedido para existir, ele gostava do seu mundo, seu mundo só seu preto e branco, mas agora sempre que uma cor aparecia, seus olhos ardiam em pânico e ele queria fugir. Agora seu mundo não era só branco e preto, seu mundo era desespero e seus irmãos nunca mais pareceram os mesmos. Todas as cores estavam tingidos, acessas ou apagadas demais, seus irmãos já não brincavam com ele, se afastavam.
Era uma vez um menino, ele não reagia, ele não confiava e fugia do cheiro a nicotina. Era uma vez um menino, ele não pedia, só olhava e desconfiava de onde começava a rolha e acabava a bebida. Era uma vez um menino, ele não queria ver cor, só sua paz de escuro frio que o abrigava, da luz fraca que não o cegava. Era uma vez um menino, ele só queria uma casa limpa, algo consistente, mas no fim o menino andava por aí, de casa em casa, de escola em escola, o que antes consideraria irmãos, eram agora amigos. Mas os amigos eram todos humanos, não eram bons ou maus, uns magoavam, outros ignoravam, poucos só olhavam e sussurravam.
Era uma vez um garotinho, ele só queria estar sozinho no seu mundo preto e branco. Ele fugiria do sangue, da dor do vermelho. Ele fugiria de qualquer cor, embora ele não conhece-se nenhuma outra.