O poema mais lindo que já li.
Os olhos mais lindos que já vi.
O meu amor intenso.
O amor que transformei em dor.
O que eu tanto quis.
O que eu tanto amo,
mas que desaprendi a reconquistar...
O comodismo levou o meu amor. Levou, com o vento, o que me pertencia, deixou apenas a angústia, a dor e o arrependimento de quem tinha tudo e agora já não tem nada. Esqueci-me de dar prioridade ao que era mais importante. Esqueci-me de te amar. Habituei-me tanto à tua presença que achei que já não era necessário demonstrar o quanto te amava. Dei mais atenção ao que era alheio do que àquilo que era meu e, no fim, tive de arcar com as consequências. E essa consequência foi perder-te.
Perder-te é morrer. Recuso-me a imaginar uma vida sem ti. Nem que eu tenha de me desfazer por inteiro para te ter de volta, fá-lo-ei. Posso abdicar de mim e do mundo por ti, mas não aceito ficar longe de ti.
É pesado pedir mais uma oportunidade a quem deu o peito a bala por mim milhares de vezes, a quem esteve ao meu lado quando eu me sentia morto por dentro, a quem segurou a minha mão nos meus piores momentos, a quem me escolheu mesmo conhecendo, ao detalhe, cada um dos meus defeitos. Eu sei que parece errado pedir-te isso, mas não vou conseguir aprender a amar outra pessoa. Vou tentar as vezes que forem necessárias. Estou disposto a reconquistar tudo aquilo que destruí.
E não é que o sentimento não existisse. Mas peço-te desculpa por só ter aprendido a demonstrar todo o amor e toda a paixão que sinto por ti depois de te perder.
