Sim, eu sabia que provavelmente aceitar esse desafio de Ônix seria suicídio, mas não foi nisso em que pensei enquanto ia da minha casa até o galpão onde eu deixava minha moto, também não pensei no fato de que meu pai provavelmente ia me fazer pergunta quando ou melhor se eu voltasse, sabia que Tiago tentaria arrumar uma desculpa pro meu sumiço relâmpago, se meu pai acreditaria nisso ou não eu não sabia, mas naquele momento isso não me importava.
Enquanto eu me vestia e ia em direção a ponte eu só pensava nas pessoas que estavam sendo mantidas reféns, pensava em como elas deviam estar se sentindo, mas também pensava em suas famílias, como elas estariam se sentindo sabendo que um dos seus poderia não voltar para casa naquele dia. Não me dei ao trabalho de ligar no rádio da policia naquele dia, sabia o que eles falavam, ou melhor sobre o que eles falavam, e não queria ouvir ou pensar em nada em pudesse tirar minha concentração.
Portanto quando virei na esquina que me levaria até a ponte onde os reféns estavam sendo mantidos, eu esvaziei minha mente como fazia antes de qualquer patrulha, deixei que o vento que batia em meu corpo, levasse tudo aquilo que não me ajudaria durante a luta que se aproximava embora, deixei para trás lembranças, sentimentos tudo aquilo que me fazia ser a Trinna eu deixei para trás, assim sendo quando estacionei minha moto minutos depois á duas quadras da ponte, a Trinna já não existia quem estava ali totalmente vestida de preto e mascarada era Trinity, a justiceira.
Segui cautelosamente, usando as sombras como escudo até chegar ao início da ponte, de onde eu estava escondida eu podia ver a movimentação do outro lado, onde os policiais tentavam conversar com Ônix, mas não pareciam estar conseguindo, também podia ver que sob a ponte o transito havia sido interrompido e várias pessoas, talvez até algumas centenas estavam observando o que acontecia sobre a ponte. Alguns choravam, pensei que talvez fossem familiares dos que eram mantidos presos, que ali estavam na esperança de poderem ajudar.
- Pobres tolos, sabem que não há força policial o suficiente na cidade para deter Ônix, mas ainda tem esperança. Pensei comigo mesma enquanto me dirigia ainda escondida nas sombras até onde estavam os reféns.
Quando cheguei até eles pude ver que estavam precariamente postos sobre a lateral da ponte, havia um espaço de pouco mais de 1 metro entre eles e a rua 50 metros abaixo, onde a multidão de espectadores observavam tudo. Ônix estava parado entre a polícia e os reféns, ignorava tudo o que era dito pelo negociador da policia e dizia que não entregaria os reféns e que se eu não fosse chamada, ele começaria a jogar os reféns da ponte.
Foi então que um dos policiais ali disse:
- Nós não temos como chamá-la senhor, como já foi dito, não há maneira de entrarmos em contato com ela.
- Nesse caso então creio que vou me livrar desses pesos mortos, eles já não utilidade para mim. Responde Ônix apontando para os reféns com um sorriso sádico no rosto, e seguiu até onde estavam as pessoas.
Vi quando ele pegou uma delas e a pôs sobre o espaço vazio, ele estava prestes a soltar quando eu sai das sombras parando a poucos metro de onde ele estava e disse com uma voz alta e clara, que exalava confiança a última coisa que eu sentia naquele momento.
- Eu estou aqui.........
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A filha do Batman
FanfictionSeu pai era um justiceiro e mesmo sem saber disso,ela seguiu seus passos.
