38º Capitulo

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Quando estava numa estrada secundaria vi um homem de mais ou menos 40 anos a pedir ajuda
-O que se passou com o seu carro?!- perguntei ainda dentro do carro
-Avariou, será que me podia ajudar?!- perguntou
-Não percebo muito de carros mas posso ver- disse e sai do carro
Assim que me virei de costas para o homem senti um pano na minha boca e apenas desmaiei
(...)
Acordei e vi que estava amarrada a uma cadeira
-Ola, minha querida Alice!!- disse uma voz de homem
-Quem és tu?- perguntei
-Mais logo saberás- disse e saiu a rir
-Entra ai pirralha- disse uma voz de mulher que eu bem conhecia
-Lola?!- chamei mesmo não a vendo
-Oi Alicezinha!- disse ela com a minha irmã
-Larga a minha irmã- gritei já com lagrimas a escorrerem pela minha cara
-Não!- gritou ela alterada
-Lola sai- disse outra voz que também conhecia
-Também tu?!- perguntei admirada
-Sim Alice, lamento!- disse ele de cabeça baixa
-Rodrigo, porque estou aqui?!- perguntei com esperanças que ele me dissesse
-Não posso dizer, desculpa- disse e saiu
-Iris!!- chamei quando já estávamos sozinhas
-Alice, nos vamos sair daqui?!- perguntou ela a chorar
-Vamos! A mãe e o pai vão nos salvar!- disse tentando a acalmar
-Que querida a tentar acalmar a maninha, é pena é que não seja verdade- disse ele a rir
-Quem és tu?!- perguntei e a pessoa andou para a frente permitindo a visão para o seu rosto- John?!
-Sim, Alice! Neste momento deves estar a perguntar-te porque é que o júri esta numa sala onde tu estas presa- disse ele com um grande sorriso
-É estou mesmo- disse rude
-Sabes, eu conheço a tua mãe e o teu pai! E assim que soube que eras filha deles vi a oportunidade perfeita para me vingar dela e do teu pai!- disse ele com um sorriso enorme
-Tu metes-me nojo!- disse e cuspi para cima dele
-Cabra!- gritou e deu-me uma estalada fazendo a cadeira cair- Bom continuando a minha explicação... - disse mais calmo e continuou- eu e o teu pai eramos melhores amigos quando tínhamos os nossos 17 anos, mas assim que a tua mãe apareceu nas nossas vidas disturbou tudo eu e o teu pai apaixonamo-nos por ela e então criou-se uma briga e uma rivalidade entre nos eu fiz de tudo para a tua mãe me escolher mas ele preferiu o imbecil do teu pai. Até hoje eu tenho raiva do teu pai por ter ficado com ela e pela tua mãe por o ter escolhido. Agora as princesinhas deles vão sofrer- disse ele rindo maleficamente
-Faz o que quiseres comigo, mas não toques na minha irmã- disse implorando enquanto chorava
-Ah não sei! Eu acho vocês as duas muito bonitas, seria um desperdício não usar a tua irmã também- disse ele e saiu a rir
-Ali!- chorava a iris
-Ele não te vai tocar, eu não deixo- disse tentando ser corajosa
-Mana tira-me daqui- disse ela a chorar
Eu não podia dizer nada! Custa-me muito ver a minha irmã neste estado.
(...)
-Alice, come!- disse o Rodrigo pela milésima vez já enervado
-Não! Eu não sei o que essa comida tem!- disse
-Esta bem! Então vais morrer á fome por um medo estupido! - disse ele começando a ir embora com o tabuleiro
-Esta bem, mas como queres que coma se estou atada?!- perguntei
-Ah, desculpa- disse ele desapertando o nó
Assim que me levantei da cadeira corri até á minha irmã e abracei-a
-Vai tudo ficar bem- disse chorando juntamente com ela
Desapertei-lhe as mão e levei-a ate a comida
Depois de comer-mos tudo o Rodrigo sussurrou-me ao ouvido:
-Eu vou te ajudar, mas preciso de tempo- disse e saiu deixando- me solta
-Iris vem cá- disse
Ela aproximou-se de mim e abraçou-me
-Não te vou largar- disse e sentei-me com ela no meu colo
(...)
-Ai que fofas!- disse a Lola ironizando
-O que é que queres?- perguntei rude
-Minha vingança- disse ela como se fosse obvio
-Vingança pelo que?!- perguntei confusa
-Para ti a vida sempre foi muito fácil, uma boa família, bons estudos, bons amigos e bom namorado. O que uma pessoa poderia desejar mais?! A tua vida sempre foi fácil, mas agora vai deixar de ser, pois vais ver ai a tua maninha sofrer muito- disse ela a rir
-Vagabunda- gritei e pulei em cima dela
Assim que cheguei perto dela puxei-lhe os cabelos, mas ela deu-me uma cotovelada na barriga seguida por uma canelada. Assim que ela parou puxei-lhe o pé fazendo a mesma cair de bunda. Saltei para cima dela e dei-lhe duas estaladas que fez com que a sua cara ficasse vermelha com alguns arranhões por causa das minhas unhas.
-Chega!- ouvi o John gritar mas apenas ignorei e peguei na cabeça dela fazendo a mesma bater duas vezes no chão, o que foi o suficiente para a Lola desmaiar
-Larga-me!- gritei enquanto alguém me afastava dela pela cintura
Assim que a pessoa me sentou no chão vi o Rodrigo. De seguida olhei para onde tinha deixado a Lola e a mesma já la não estava.
-Não podes fazer isso!- repreendeu o Rodrigo
-Eu faço o que quero- disse
-Aqui não! Se matasses a Lola o mais provável é que o John te matasse logo- disse o Rodrigo
Eu apenas permaneci calada e voltei para perto da minha irmã que estava a chorar
-Não chores Iris, por favor- pedi já com lagrimas nos olhos
Depois de a minha irmã adormecer estive a inspecionar o local e a única saída possível seria uma janela, mas esta esta com grades, logo não deixa passar e uma conduta, mas é demasiado pequena para mim, só a minha irmã conseguiria lá caber, mas como eu quero que ela fique bem vou manda-la pela conduta.
Olhei para a minha irmã e apenas vi uma menina com uns cabelos agora maiores mas exatamente claros como dantes, e com os olhos vermelhos e inchados do choro.
-Iris!- chamei
-O que foi?!- perguntou sonolenta
-Temos de aproveitar que é de noite para tu fugires- disse
-Eu não saio daqui sem ti- disse ela seria
-Tem de ser, se saíres podes chamar ajuda depois para mim- disse passando as minhas mãos pelos seus cabelos
-Tudo bem- disse ela rendida
-Ótimo- disse e levantei-me
Fui ate á conduta e abri-a
-Tu vais ter de ir por aqui assim que saíres vais á procura de alguém e pedes ajuda, entendeste?- perguntei
Ela apenas afirmou com a cabeça. Dei-lhe um beijo na testa e ajudei-a a entrar na conduta
Depois de ela desaparecer do meu ponto de vista fechei a conduta e voltei para o canto daquele cubículo
(...)
-A tua irmã?!- perguntou o John zangado
-Ela foi embora- disse firme
Ele chegou ao pé de mim e puxou-me pelos cabelos ate meio daquela divisão me jogando no chão com força de seguida eu com a dor apenas tentei aguentar. De seguida senti um pontapé no meu estomago fazendo-me contorcer.


A minha vida loucaOnde histórias criam vida. Descubra agora