Depois de alguns dias, voltaram para Hogwarts, não sem escutar cochichos por todos os cantos da escola. Malfoy ainda estava visivelmente abatido.
Hermione se preocupava com a possibilidade de Malfoy estar com depressão. Mas decidiu aguardar mais alguns dias.
—Vocês foram muito imprudentes. — disse diretorea McGonnagal. — Sabem muito bem que nada teria acontecido se não tivessem fugido da escola. — Menos 50 pontos para Grifinória e Sonserina.
Hermione e Malfoy escutavam calados. Sabiam que a diretora estava certa.
—Sinto muito pelo que passaram. O ministério está tomando as devidas providências, os envolvidos estão sendo investigados. Se precisarem de mais alguma coisa, por favor, não hesitem em pedir.
—Obrigada, diretora. — disse Hermione ao final do monólogo.
Malfoy ainda contava com alguns hematomas. De noite, sentados perto da lareira no salão comunal dos monitores-chefe, ele obersava com atenção Hermione, que lia um livro. Ele achava uma obra de arte o modo que ela umidecia o dedo para trocar de página, e como sorria quando gostava de algo que leu, e como piscava seus olhos com leveveza fazendo seus cílios curvados se tocarem.
—Eu não sei o que eu faria se perdesse você. — disse ele finalmente, quebrando o silêncio.
Ela abaixou o livro e olhou para ele, misturando seus olhos castanhos com os olhos azuis de Malfoy. Sorriu levemente.
—Eu preferia morrer do que perder você. — disse ela com um sorriso carinho, segurando a mão do garoto.
—Você prometeu que se algo acontecesse, aparataria e salvaria sua vida. — disse ele.
—Minha vida é você. — respondeu. Seus olhos castanhos iluminados pela luz laranja do fogo da lareira. Pôde perceber o brilho nos olhos do garoto.
Ele a abraçou com dificuldade.
—Você se lembra quando nos conhecemos? No trem? — perguntou ele.
—Como poderia esquecer. Tive que fingir que não te conhecia, e fingir que te odiava.
—Meus pais nunca entenderiam. Você foi a primeira pessoa que eu amei. — disse ele, fazendo carinho nos cabelos da garota, agora deitada em seu colo.
—Eu não sabia muito sobre essa divisão de sangue diferente, mas você me pediu segredo, então eu guardei.
—Nossos encontros escondidos eram tudo pra mim.
—Até que seu pai descobriu.
—Tive que parar de te ver. E quanto mais me distanciava de você, mais você se aproximava de Harry Potter, e o bobalhão do Weasley. Eu fiquei dividido entre te odiar e te amar.
—Eu te amei por muitos meses, mesmo depois de sermos afastados. Depois, achei que você me odiava de verdade. Achei que nunca voltaríamos a nos falar. Acabei gostando de Rony, por algum motivo não explicado. Você me tratava mal. Tudo era meio estranho.
—Você me bateu no terceiro ano.
—Você foi um completo babaca, Draco. Admita. — ele riu.
—Sim eu fui. Mereci.
—E eu me senti culpada. Chorei a noite inteira. — riu ela. — Mas você estava sempre atrás de nós, sempre tentando incomodar o Harry.
—Eu passei a te observar em segredo, seguia seus passos. Você achava que eu queria vigiar Potter, não é? Mas eu só queria ver você.
Ela levantou-se e olhou no rosto dele. Fez um carinho na sua face. Sorriu.
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o Leão e a Cobra
Hayran KurguAo término da guerra, a direção de Hogwarts convida os alunos a terminarem seu último ano escolar que fora interrompido. Nem todos decidem voltar, mas os que assim escolheram, surpreendem-se com uma Hogwarts completamente reconstruída, ainda mais fo...
