Se apaixone por esse casal que sonha em construir uma família.
Inveja, intrigas, falsas amizades.
Será que esse amor vai sobreviver as surpresas que a vida reserva?
-Sophia, Sophia! Tento gritar mais não consigo, vejo meu corpo ali na cama e todos correndo ao meu redor. Meu coração está batendo muito rápido de repente para, e sinto as mãos do meu pai em meus ombros.
-Pai! Eu morri? –Pergunto sem entender por que o vejo.
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Ele me olha e me dá aquele sorriso sereno, aquele que sempre me dava a certeza de que tudo iria dar certo, quando eu era criança.
-Pai me responde, se eu estou com você é por que eu morri. Eu não posso morrer agora, a Lúcia precisa de mim pra cuidar dos nossos filhos. –Falo já me desesperando.
-Calma meu filho, precisamos conversar. Não se preocupe tudo vai dar certo. –Meu pai diz e me estende a mão eu me sinto como se tivesse 8 anos de idade novamente.
Eu pego em sua mão e ele me puxa para uma espécie de luz, e nesse momento já não vejo mais meu corpo na cama, mais sinto como se todos me tocassem. Entramos em um corredor e caminhamos por ele um tempo em silêncio, quando ia perguntar onde ele estava me levando por que eu precisava voltar, chegamos ao jardim da minha casa.
-Pai estamos em casa? Por que o senhor não fala comigo? –Pergunto e tenho medo.
-Sim meu filho estamos em casa, você se lembra desse jardim? Você adorava vir pra cá, depois do almoço de domingo, você dizia que era o nosso momento pai e filho. –Ele diz e parece saudoso
-Claro pai, eu amava vir aqui, naquele momento eu tinha sua total atenção, porque Milena era um bebê e ela precisava mais de você do que eu. –Digo me lembrando, de todas as coisas que ele me ensinou naquele jardim, inclusive a cultivar as rosas que ele sempre dizia que todas as mulheres deveriam ser tratadas como elas, com carinho e atenção para poder florescer.
-Meu filho você sempre pensando no bem estar do próximo, assim como fez com sua esposa e minha netinha, aliás ela é uma graça.
-Pai mais elas precisavam estar protegidas, eu não poderia perder elas por nada.
-Claro filho eu sei, e eu me orgulho muito do homem que você se tornou. Mas eu te trouxe aqui, por que preciso que me perdoe. –Ele diz e eu não entendo.
-Perdoar? Por que pai? O senhor sempre foi a minha inspiração, queria muito que o senhor estivesse presente na minha formatura, no meu casamento no dia que levamos Sophia pra casa.