DEZESSETE ANOS DEPOIS
--Vick você vai se atrasar para escola! – Alice tentava fazer sua filha se levantar, todos os dias da semana era essa rotina, acordar as 5:30hs se arrumar para o trabalho e fazer com que sua filha adolescente se levante para ir para a escola – Eva Victoria se você não se levantar agora eu vou ai, e você sabe que eu detesto te arrastar para fora da cama.
--Tá bom! – grita, com um suspiro de raiva, Vick pulou da cama, e foi para o banheiro, detestava acordar cedo, principalmente depois de ficar até duas da manhã lendo, no banheiro olhou seu reflexo no espelho, seus cabelos vermelhos estavam despenteados, e seus grandes olhos azuis, também estavam irritados, sua pele apesar de morar em um país tropical era branca como um nevoeiro de inverno, seus lábios eram um contraste forte na pele, um vermelho vivo, mais até que seu cabelo, e para completar o quadro ela era alta tinha 1,77 e era magra como uma vara. Ela sempre se perguntava se era seu sangue irlandês que a tinha dado essa aparência, ela não parecia em nada com sua mãe que tinha cabelos negros como uma noite sem lua assim como seus olhos, e media apenas 1,68, seu pai pelas fotos que sua mãe havia mostrado era loiro, com os olhos azuis como um céu sem nuvens, e tinha 1,75. De que ela tinha puxado a altura ela não sabia.
--Vick seu café vai esfriar! – Alice suspirou – não sei como ela consegue me deixar nervosa logo pela manhã – murmurou mais para si.
--Já tô descendo! – gritou Vick do banheiro, ela terminou de se arrumar e foi para a cozinha do apartamento, onde sua mãe já havia terminado de tomar café. – Obrigado por me esperar mamãe, é sempre tão bom tomar café da manhã com você.
--Não seja irônica Vick, eu fico te chamando quase meia hora e depois você reclama por que eu não te esperei – Alice de um beijo no topo da cabeça da filha – agora tome logo esse café, seu ônibus passa daqui a 10 min, e se você faltar hoje – ela olhou bem nos olhas da filha – sabe o que vai acontecer, adeus, ifone novo. – Vick soltou um resmungo. – Nada de resmungar nosso trato era que você não ia ter nenhuma falta esse semestre, eu já te dei uma colher de chá duas vezes por causa dos seus olhos inchados – ela olhou novamente para filha – e acho que tem alguém que ficou lendo até tarde de novo. Há Vick se você mostrasse a mesma dedicação pelos estudos que tem pela leitura, eu seria tão mais feliz.
--Mãe, não enche, eu detesto estudar, para que eu preciso saber a raiz quadrada de PI ou então o que vai ser útil eu descobrir qual é a segunda lei de Mendel, melhor ainda porque eu preciso saber como conjugar um verbo no preterido do futuro imperfeito? – Alice fez uma cara feia.
--Porque isso faz parte de tudo que o homem aprendeu, são nossas conquista o que nos diferencia do resto é que podemos pensar. – agora foi a vez de Vick fazer uma careta.
--Tanta coisa mais importante para aprender e você me vem com essa, mas o que eu posso esperar de uma professora de historia medieval?
--Com muito orgulho, agora trate de levantar o bumbum dessa cadeira pegar sua mochila e descer para esperar o ônibus – ela esperou Vick sair para soltar um suspiro frustra por que sua filha era tão boa quando o assunto era fazer ela se sentir uma péssima mãe, se amenos Eva ou Will estivesse aqui para me ajudar.
--Mãe tô indo, eu te vejo no almoço- Vick ia saindo mais voltou correndo e deu um beijo em Alice – te amo mãe. – e como um furacão saiu correndo porta a fora, deixando Alice com lágrimas nos olhos, sua filha tinha o dom de faze-la se sentir péssima e logo em seguida de sentir feliz.
Vick chegou ao ponto de ônibus e embarcou, como sempre bem na hora em que ele passava, ela não entendia como conseguia, mas se ela atrasava um pouco o ônibus também, se ela se adiantava o ônibus também, era como mágica sempre chegaram ao mesmo tempo, certa vez ela chegou no ponto 10 mim. Antes do normal mas assim que pôs os pés no ponto o ônibus chegou, outra vez ela se atrasou de propósito 15 mim, e mesmo assim quando chegou no ponto o ônibus chegou também. Ela sabia que isso não poderia ser coincidência, uma vez ou duas vezes sim mas todos os dias durante mais de dois anos, era muito errado, mesmo quando havia congestionamento o ônibus estava lá.
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Verdadeiro Eu. E se, tudo for um sonho
Misterio / SuspensoVick é uma adolescente preste a completar 18 anos, quando vê sua vida se transformar, tudo em que ela acredita aparentemente é mentira. Depois de quase dois anos vendo ela quase todos os dias Enos não conseguia mais resistir, afinal já havia esperad...