Querido diário.

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6 de Junho de 2015

Querido diário,

Hoje foi um grande dia. Apesar de ser tarde, tenho a necessidade de escrever, mas hoje basicamente foi reviver águas passadas e acho que tens o direito de saber.

O dia começou como todos os outros, era sábado, comecei por ajudar a minha mãe nos trabalhos cá em casa. Durante a tarde, na minha escola, ia haver uma festa, cujo tema, era a idade medieval. Ponderei não ir, no entanto os meus colegas desafiaram-me e eu lá fui ter com eles. O meu namorado também ia estar presente. O namoro é recente e eu estou feliz por ter encontrado alguém capaz de gostar de mim e eu ser capaz de corresponder.

Depois da festa os meus amigos ponderaram ir às festas da cidade. Eu estava entusiasmada. Era a primeira vez que ia a uma noitada sozinha, sem os meus pais. Apenas com os meus amigos. Confesso que estava ansiosa e nervosa e não sei o motivo em concreto.

Andei pela primeira vez no kanguru e tive bastante medo, visto que eu tenho fobia a alturas, mas diverti-me imenso. Eu mais os meus colegas fomos até aos carrinhos de choque e estava a ser divertido até que a minha melhor amiga, apenas diz: ele está aqui, ele está aqui. Eu fiquei confusa e ela percebeu isso e explicou quem era "ele".

Ele era o rapaz que me impediu de seguir em frente. Que me impediu de me apaixonar por outra pessoa. Eu segui em frente sem ele e ele apareceu. Chamaria a isto destino?

O meu namorado chamou-me para eu ir com ele numa volta de carrinho de choque e eu fui. Quando sinto um carro contra mim eu olhei para quem o conduzia e era ele. Ele estava perto de mim. Eu estava com o rapaz que eu gostava e ele apareceu. O meu futuro estava ao meu lado. O meu futuro não estava no carro atrás de mim. Ele lançou-me um olhar de tristeza e eu fiquei confusa. E quando finalmente acabou a volta nos carrinhos de choque eu pedi à minha melhor amiga para vê-lo de novo.

Fomos para um sítio e eu fiquei a olhar para ele e tomei uma decisão. Eu vou esquecê-lo. Ele não vai ser mais uma vez um obstáculo para seguir em frente. E fui embora. Mais uma vez.

Fez-me lembrar da última vez que fui embora, incapaz de lhe dar uma única palavra.

Este foi o meu dia. Confesso que foi um dia bom. Precisava de o ver para seguir em frente. Eu não precisava dele.

Isso é o que eu achava. Até precisar dele mais do que tudo.

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