Sinto algo a tentar acordar-me.
-Aya! Aya, acorda! – uma voz feminina chama.
-Mais cinco minutos... – digo cansada, o meu braço dói-me.
-Acorda!
Abro os olhos e vejo Mayu a olhar para mim.
-Como te sentes?
-Cansada, o que aconteceu?
-Antes ou depois de desmaiares?
-Depois.
-Bom, o meu irmão carregou-te até aqui. E como sabes eu sou estudante de medicina e reparei que és muito pálida por isso injetei vitaminas com uma seringa, não te importas? – digo um "não" baixo – Ainda bem. O Ichiro estava preocupado contigo, estava praticamente a chorar. Está agora a dormir.
Viro a cabeça e vejo Ichiro deitado na segunda cama. Tem a cara molhada de lágrimas como se tivesse a chorar a dormir.
-Aqui! – Mayu passa-me uma das duas garrafas de águas que tinha guardado.
Bebo um golo e Mayu logo diz:
-Mais!
Bebo a garrafa toda num instante.
-Boa menina!
Penso em acordar o Ichiro, mas ele parece cansado, por isso deixo estar.
-Queres dormir? – pergunto à Mayu.
-Não é preciso...
Levanto-me e digo para ela:
-Vai!
Ela suspira mas acaba por deitar-se na cama e rapidamente adormece. Sento-me na cadeira onde Mayu estava. Olho para os gémeos, parecem um espelho, tema a mesma posição de dormir mas inversa, era como se houvesse um espelho no meio deles. Até tem as personalidades e o estilo refletido. Rio-me da ideia. Eles completam-se um ao outro, era horrível se um perdesse o outro.
Tenho que ir à casa de banho urgentemente. Levanto-me e saio rapidamente.
Quando encontro uma casa de banho, entro numa das secções e faço o necessário.
Quando saio da secção, as luzes apagam-se. Não consigo ver nada.
Oiço o espelho a partir e tenho tocar no lavatório, conseguindo apenas cortar a mão com o vidro. Arde mas só posso fechar a mão e sair dali.
Demoro algum tempo mas acabo por encontrar a porta de saída da casa de banho.
No corredor as coisas estão como antes. Como à luz pude ver a ferida na minha mão. Continua a sangrar e preciso de desinfetar.
Vou à procura da arrecadação de medicamentos, mas não a consigo encontrar.
É melhor voltar para o quarto, pode ser que haja lá alguma coisa.
Os gémeos continuam a dormir, por isso com o máximo de cuidado tento encontrar desinfetante ou algo parecido para a ferida, mas sem sucesso.
Então pego em alguns lenços de papel que havia lá e tento parar o sangramento, mas o papel fica manchado e tento tirar mais.
-Aya-chan~ deixa-me dormir. – diz Ichiro que ainda estava deitado e com os olhos fechados.
-Desculpa... podes voltar a dormir.
Ichiro boceja e abre os olhos. Rapidamente escondo a mão atrás das costas.
-Agora não consigo... o que estás à procura?
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Memento Mori - Lembrem-se Que Somos Mortais
Mystery / ThrillerAya era uma rapariga normal de 17, até que um dia acorda num quarto de hospital. Encontrando o lugar abandonado, a rapariga tenta encontrar o motivo de isto tudo estar a acontecer. A partir desse momento a sua vida parece dar uma reviravolta, que...