Hermione andou pelo quarto por no máximo cinco minutos refletindo no que estava acontecendo e no que poderia fazer, estava perdida era fato, mas sua consciência dizia que tudo havia uma solução e que ela era muito capaz de resolver aquele mistério.
- Diga-me senhora Malfoy ele disse algo a mais além de me chamar?- perguntou Hermione formando teorias em sua mente brilhante.
- Antes de cair no sono profundo ele dizia que não aguentava mais ter outra pessoa em sua cabeça e às vezes parecia conversar sozinho como se fosse louco – disse Narcisa.
- Ele poderia estar mesmo louco, a guerra não foi boa para ninguém – disse Hermione testando todas as possibilidades.
-Não creio nisso ele às vezes mudava como se fosse outra pessoa, sua personalidade, seu jeito e ações eram de alguém completamente diferente do que o meu filho é – disse Narcisa convicta.
- Estranho, quando isso começou a acontecer – perguntou Hermione pensativa.
- Logo depois da guerra, também achei que poderia ser algum tipo de choque pós-traumático por tudo que sofremos, mas não, além dos pesadelos havia as dores de cabeça, as mudanças no olhar e de humor, no jeito de falar, de agir e... – a Sra. Malfoy parou de falar como se lembrasse de algo muito importante.
- E o que senhora Malfoy – perguntou Hermione curiosa.
- Narciza, por favor, apenas Narciza – disse ela em profundo pensamento como se não quisesse responder ou procurando alguma resposta para dizer.
- E o que Narciza – disse Hermione ainda mais seria e agora impaciente com a recusa da mulher por não querer responder, se era para ajudar teria que saber de tudo.
- Ate o dia que ele caiu ao chão chamando por você – disse Narciza triste ao olhar a garota que parecia ter sido pega de surpresa.
- E como foi este dia – perguntou Hermione curiosa e mais contida com tal revelação.
- Ele parecia mais feliz naquele dia e se comportou como um verdadeiro Malfoy, arrumou-se bem e me disse que iria se encontrar com um amigo, creio eu que tenha sido Blasio Zabine eu não sei, ele passou a tarde fora e quando voltou estava instável nervoso e tão irritado que eu podia ver as veias de seu pescoço saltando – disse Narciza saudosa ao lembrar-se do filho.
- Ele disse algo mais – perguntou a garota curiosa nada daquilo fazia sentido algum.
- Nada, ate ir para o quarto, ele foi para lá e começou a quebrar tudo em descontrole total e dizia: "Eu não posso fazer isso, ela não vai ajudar, ela nunca vai me ajudar" – disse Narciza deixando escapar algumas lagrimas ao lembrar-se daquele dia.
- A senhora acha que ele falava sobre mim – perguntou Hermione mesmo já sabendo da resposta apesar de não querer acreditar nela.
- Sim sem duvida era sobre você, pois logo apos a explosão ele ficou ao chão e réptil muitas vezes o seu nome, eu perguntei por que você, e ele me respondeu: "Chame-a mãe, chame a maldita sangue ruim é a única que poderá nos ajudar" e logo em seguida caiu em sono profundo e não acordou mais e isso já vai fazer um mês – disse Narciza.
- E por que só agora me procurou – disse Hermione parada perto da cama e percebendo que o estado dele estava cada vez pior.
- Eu acreditei nele, achei que não o ajudaria por tudo o que a nossa família fez no passado, quem perdoaria, mas eu sou mãe e não ha nada que não possa fazer por meu único filho e medo algum vale a vida dele, pelo menos não para mim – disse Narciza que mesmo sabendo que havia demorado ao atendê-lo, mesmo assim estava disposta a mantê-lo vivo custe o que custasse e no caso se fosse preciso imploraria de joelhos se fosse necessário.
Hermione nem sabia o que sentir naquele momento ela parecia inerte ao olhar as feições sofridas de seu antigo inimigo de infância, queria ajuda-lo, mas algo lhe dizia que mexer com aquilo lhe traria muitos problemas e ela mesma não sabia se estava preparada para vivenciar o passado, mas também não poderia ficar ali e deixa-lo morrer.
Como medi bruxa Hermione fez todos os procedimentos necessários, examinou e avaliou Draco Malfoy de todas as maneiras e nada parecia errado, mesmo com todos os feitiços e encantamentos possíveis.
Os dias se passavam e a garota já andava pelo quarto em aflição por não chegar a nenhuma solução, Narciza a olhava com esperanças mesmo com todas as possibilidades sendo nulas, Hermione estava cansada e desesperada, pois os sinais vitais do garoto estavam cada vez mais em decadência.
Narciza sempre lhe trazia o que comer e beber mais a garota não sentia vontade de nada por se sentir tão impotente e olha que Draco Malfoy nem era assim tão importante para ela, mas era uma vida e todas as vidas tinham um proposito.
Hermione ficava a olhar o garoto e sempre seu coração se apertava ao perceber que a cada dia estava falhando não só em sua honrada profissão, mas algo lhe dizia que falhava consigo mesma e por não suportar mais a dor a garota saiu correndo daquela casa deixando uma Narcisa que subia a escada confusa.
Ela saiu sem destino afundado os seus pês naquela areia fofa e sentindo a fria brisa daquele mar tentando arrancar a dor que a sufocava e botar os seus pensamentos em ordem, depois de quase uma hora e um louco mergulho, Hermione sentiu uma calmaria e algo em fim lhe alcançou a mente, uma possibilidade quase ínfima de ser possível ou irônica, mas se fosse esse o caso ela saberia como resolver a situação e só esperava que suas esperanças não fossem arrancadas com uma possível falha.
- Quando voltou para a casa foi direto para o quarto do garoto onde Narciza a olhou com preocupação e disse – Eu achei que havia desistido.
- Aproximando-se da cama para observar Draco e tocar-lhe os cabelos platinados, Hermione deu um grande sorriso determinado a Narcisa dizendo – Prepare todas as velas, livros e ingredientes que vou lhe passar, ainda esta noite trarei o seu filho de volta...
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Mais um capitulo revisado e repostado, espero que estejam gostando !
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Dramione - Segunda Alma
FanfictionA guerra não é boa para ninguém e quando ela acabou me perdi. Eu perdi amigos, família e as vezes acho que ate mesmo o juízo... Meus amigos se foram, mais por alguma razão sei que ainda estamos longe do fim! E uma prova disto estava bem...
