Bonus

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Morrer parece tão fácil, eu não vi a morte ou uma luz no fim de um túnel, eu só flutuei em um lindo universo cheio de estrelas brilhantes.

Antes de morrer eu vi o cara que mexeu com todas as minhas extremidades que eu nem sabia que existia, Draco Malfoy foi como um meteoro em chamas, uma coisa inesperada no destino.

Ainda me lembro de nossa infância conturbada, dos xingamentos e humilhações por ser uma nascida trouxa e nada daquilo me fez lembrar o ódio que sentíamos quando lhe salvei a vida.

Se fora um jogo ele mexeu bem as peças e me ganhou, ele só tinha a mim e eu só tinha a ele, a única verdade que jamais questionei, não porque estávamos sozinhos naquela missão, mas porque eu acreditava que o meu melhor amigo estava vivo, apesar de todas as probabilidades estarem contra.

Ele era o meu dragão, enquanto eu fui sua leoa, nada me doeu mais do que sentir a dor dele em me ver partir, nem mesmo a ferida que me fizera sangrar a te a morte, nem mesmo o seu desprezo em pensar que eu havia o traído trocando sua vida pela do meu melhor amigo foi capaz de me fazer sentir tanta dor.

Eu estava feliz por não velo morrer, aqueles dias me atormentaram, vê-lo quase que definhar por pensar na morte me causava dores físicas e psicológicas, eu não dormia e quase não comia.

Quando o livro do príncipe mestiço praticamente se jogou em meus braços eu soube que havia um jeito, então o li e reli ate a exaustão, misturei feitiços e poções possíveis e impossíveis.

Lembrei-me de quando meus amigos e eu saímos em busca das horcrux de Lorde Voldemort, o maldito nos testou das maneiras mais sórdidas, Harry havia nos dito que desde a infância ele fora falso e dissimulado, com um grande talento, mas com uma índole totalmente errada e distorcida.

Ele era um mestiço de merda que almejava a grandeza pelo medo, que levantava a bandeira de puro sangue e herdeiro de Salazar Soncerina, quando tinha em parte sangue trouxa, um grande hipócrita apenas, que arda no inferno quando Harry o matar se é que existe um.

Minha meta era descobrir se havia um céu e quando eu chegasse nele, se é que eu iria para lá, se eu veria todas as pessoas que perdi.

Eu queria muito ver os meus pais, dizer-lhes que sinto muito pelas suas vidas perdidas, eu não me arrependo pela guerra que era inevitável, mas sim por nunca ter sonhado que eu me tornaria tão importante ao ponto de fazê-los correr riscos, minha culpa foi de não tê-los protegido o suficiente.

Morrer é fácil, viver com certeza é muito mais difícil...

____M@y@L!Ma____

E a luz se apaga... Nox...

Dramione - Segunda Alma Histórias para pegar e não largar. Descubra agora