Boa tarde, meus amores! Tudo bem?
Me desculpem a ausência na última quinta! Alguns probleminhas me impediram de aparecer! Mas o importante é que estou de volta e estava morrendo de saudade!
Hoje vamos conhecer a história de um outro ponto de vista!
Espero que gostem!
Nos falamos mais no final!
Bjs
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Capítulo 9
Dominique
Atire a primeira pedra a mulher que nunca se apaixonou pelo homem errado.
Admito que isso demorou a acontecer comigo, tanto que cheguei a acreditar – como fui tola! – que conseguia mandar em meus sentimentos. Afinal, saber separar a razão da emoção é essencial para sobreviver na minha profissão.
Sou ga.ro.ta de pro.gra.ma, sim, mas nenhuma pobre coitada. Escolhi essa profissão por livre e espontânea vontade. Nasci em uma família pobre, no Brooklin. Não conheci meu pai; minha mãe tinha tantos parceiros na época em que me concebeu, que ficou impossível descobrir minha origem. Deixei de frequentar a escola muito jovem, mas isso não anulou minha sagacidade genuína.
Além de perspicaz, apenas uma outra característica se destaca em mim: a beleza. Desde muito nova, com corpo recém começando a tomar forma, escuto os mais diversos tipos de cantadas. Mas só tive completa ciência do efeito que causava nos homens quando, no meio de uma madrugada gelada, o namorado da minha mãe se enfiou embaixo das minhas cobertas. Eu tinha treze anos e, de verdade, não entendia muito bem o que estava acontecendo. Infelizmente, minha mãe acordou no meio da noite, não acreditou em minha ingenuidade, me acusou de traição e me colocou para fora de casa, apenas com a roupa do corpo. O infeliz do namorado, ela não teve coragem de expulsar.
É claro que fiquei assustada. Aterrorizada seria o adjetivo correto! Mas não sou do tipo de mulher que se deixa abater, nunca fui, mesmo aos treze anos. O que me assustava não era estar por minha própria conta, pois já vivia dessa forma desde que me conhecia por gente (minha mãe não era exatamente o exemplo materno que se deve seguir). O que me assustava era não ter um lugar seguro para passar a noite. Agora, olhando para trás e pensando bem na forma como tudo começou, percebo que nunca tive um lugar seguro para passar a noite.
Fato é que encontrei duas mulheres numa esquina, algumas quadras adiante, e elas ficaram tocadas com minha história. Jane e Mandy eram "mulheres da vida", como o povo costuma dizer por aí, desde que o mundo é mundo. E, realmente, foram as mulheres da minha vida. Me acolheram sem fazer muitas perguntas, dividindo comigo o espaço pequeno do quarto que alugavam. Quando descobri que estava grávida, quase dois meses após ser expulsa de casa, elas trabalharam dobrado e pagaram meu aborto, afirmando que uma criança, numa época tão prematura da minha vida, só iria dificultar ainda mais as coisas. Com elas, aprendi a confiar e a dividir.
Meu primeiro programa aconteceu naturalmente, pouco tempo após completar quatorze anos. As coisas estavam turbulentas naquela época: Jane vivia constantemente doente e Mandy estava arcando com todas as despesas, situação que ficava cada dia mais insustentável. Minha iniciação apenas seguiu o rumo natural das coisas. Já tinha passado muito tempo em companhia das duas mulheres experientes para aprender o que era essencial para ter sucesso na profissão: ser uma boa ouvinte, falar apenas o necessário e colocar a satisfação do cliente acima de tudo. Não tardou para que as coisas começassem a melhorar; era impressionante o número infinito de clientes pervertidos que adoravam pagar um pouco mais por uma vir.gem cheirando a leite (tudo bem, não tão vir.gem assim, mas a propaganda é a alma do negócio, afinal).
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Sob a Face do Poder
RomanceO livro SOB A FACE DO PODER foi publicado em 2015 pela LER EDITORIAL, que gentilmente permitiu a postagem da história nessa plataforma. TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. Muitas pessoas me mandaram mensagem nas últimas semanas, cobrando novidades por aq...
