Relembrando a dor - Bônus 2

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Hello little people, tudo certo com vocês, voltamos rápido, né?

Talvez essa sequência tenha ficado depressiva em algumas partes. Não foi intencional.

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Publicity Aflame INC.
Segunda- Feira - 06 de Abril de 2016. 14: 45 p.m
Dia do Acidente de Linda Terrence.
- Seattle.

John já havia tomado sua decisão, depois daquela mensagem inoportuna de Sarah, o homem havia decidido voltar para sua esposa, voltar para casa, reiniciar do zero com o seu amor e assim construir um quase final feliz. Nem de amor e carinho se baseia uma relação.

Estar novamente nos braços da sua mulher, era como chegar ao céu. Uma amplitude da prazer resvalou-se por seu corpo, finalmente tão sonhada paz se fez presente, era como se nunca tivesse ocorrido nada, eles estavam como antes no início do namoro, sorriso sincero, beijos cheios de amor, esperança, abraços calorosos, corpos necessitados de toques e sedentos de prazer.

Há muito tempo John trancou seus sentimentos, não se permitia ver a mulher que estava à sua frente durante esses anos todos. Foi necessário um erro impensado para que ele se tocasse de tudo que estava escapando por seus dedos, feito água corrente.

Seu carma, sina e cruz era viver constantemente entrelaçado ao destino que sempre foi ditado pelo andar de sua esposa. Em outras palavras, independente do erro, ele sabia que seu ponto de partida e saída seria ao lado dela, seus medos, anseios, desejos, alegrias, risos, rompantes eram destinados e criados em prol de um só ser, cujo poder pertencente à Linda.

Ele nunca se culpou por ter ido buscar o sobrinho na escola, nunca se culpou por ter tentando flertar com a professora, nunca se culpou por ter ido com calma. Desde o princípio ele sabia que estava fadado todos os males quando pôs os olhos nela. Se culpava de uma coisa, se culpava por simplesmente fechar os olhos e se deixar adormecer para a vida e perder tudo que construiu depois da morte de Marcel, talvez esse tenha sido o estopim para todos os percalços mal trilhados.

Uma Alice mais pálida que o normal, e um semblante esbaforido entra na sala do homem. A garota já era por natureza, totalmente desastrada, e quando se encontrava nervosa, ficava duas vezes mais desengonçada.

- Senhor, é urgente. - Ela o olha com pena, e logo entrega o telefone.

- Do que se trata? - Ele pergunta levemente irritado.

- É do hospital, parece que aconteceu alguma coisa com a sua mulher - Alice repassa o telefone para John que logo perde toda cor do rosto.

- Alô! - Sua voz estava trêmula.

- Senhor Terrence? - Ele faz um som nasal indicando afirmação. - Desculpe, mas sua esposa Linda Terrence deu entrada hoje no CTI, em estado grave, precisamos que alguém da família esteja aqui para nos repassar maiores informações. - John só sabia ouvir, seu rosto estava pálido, seus olhos sem vida, e soltados da face, logo um aperto tomou de conta do coração dele. - Sentimos informar, mas sua mulher não está nada bem, o senhor ou alguém da família pode vir até aqui?

O telefone cai das mãos dele, seu corpo estava catatônico, sem reações. Um vento frio vindo grande janela aberta arrepiou seus pelos, fez um leve carinho na sua face e brincou em seus ouvidos.
Aquilo significava para ele, o doce beijo da morte. Já havia sentido isso antes, na morte do seu irmão e dos seus avós paternos.

John estava inerte, incrédulo, seus olhos ficaram opacos, mais uma vez Linda aprontou alguma coisa, era para chamar sua atenção?
Talvez sim, talvez não.
O fato é que a mulher estava fora de controle, ele mesmo a vinha observando de longe nos últimos dias, Harry havia lhe dado uma grande ideia, ele pôs em pratica. De olhos fechados, e de frente para a grande janela de sua sala, ele tenta reprimir as lagrimas, mas é em vão.

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