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Era a estreia do Borussia Dortmund na Budesliga. O jogo seria contra o Mainz 05. Sven Bender não iria jogar, havia chegado dos jogos olímpicos há menos de uma semana. Mario Götze também não jogaria. Estava com problemas musculares e Tuchel, técnico do BVB, o havia deixado de fora. Mas nenhum dos dois perderia o jogo de estreia, e era por isso que agora estávamos indo para o Westfalenstadion.

Babi havia me mandado uma mensagem. Ela estava nervosa com a estreia na Bundesliga. Louise não iria neste jogo, e Marco estava no pior humor que ele poderia ter pela falta da namorada. Já não bastava perder vários jogos da Bundesliga, mas Lou teria que passar esse mês em Berlim por causa do trabalho. Nem se quer a volta de Mario o estava animando, e Babi não queria ficar perto de um Reus mal humorado.

Götze, por outro lado, não ficava tão feliz há muito tempo. Estava sorrindo o tempo inteiro, e ele e a Babi eram o casal mais dinâmico que eu já conhecera. Ela estava trabalhando na área de mídia do Dortmund, e fora assim que nós havíamos nos reencontrado.

Sven estava igual criança para esse jogo. Combinamos de almoçarmos com o casal antes de ir para o estádio. Meu namorado estava nervoso e não sabia falar de outra coisa.

- Você acha que eu deveria ter voltado? Maldita hora para me machucar.

- Sven, você acabou de chegar da maior competição esportiva da humanidade. Com uma medalha! Merece esse descanso! E principalmente, você precisa se cuidar!

E esse diálogo havia sido repetido desde o momento em que chegamos do Brasil. Ele sabia que era a decisão mais sábia, mas não o impedia de querer jogar. Querer fazer algo pelo time.

- Devo ir com o uniforme do BVB?

Olhei para ele, que segurava uma blusa da temporada anterior em uma mão e uma camisa cinza na outra.

-Sven, você vai ser chamado para receber homenagem no estádio. Não vai com camisa de futebol. Mesmo sendo do clube.

Fazia calor em Dortmund. Era o dia mais quente do ano segundo os jornais. Por esse motivo, ele já vestia uma bermuda cinza, e sem camisa, olhava para mim com um olhar curioso.

- Como assim homenageado Elena?

Só então percebi que tinha feito besteira. Dei um tapa na minha própria testa.

-Não briga comigo. Por favor! Tuchel me ligou contando que iriam fazer uma pequena cerimonia de agradecimento pela medalha. - Ele sentou na cama com uma cara fechada. Desde o final do jogo ele ainda não tinha aceitado isso como grandes coisas.

- Eu não quero receber nada por aquela merda.

Caminhei até ele e levantei seu queixo para que ele olhasse para mim.

-Sven, quantas vezes eu vou ter que lhe dizer que vocês merecem sim essa medalha? Vocês perderam um jogo. E por azar! E outra, perderam para os donos da casa. Essa medalha é importante sim, e se o clube quer te dar as boas vindas por isso, você vai ir até o campo, dar o seu melhor sorriso e receber a homenagem.

Ele desviou o olhar, e eu o deixei com seus pensamentos enquanto ia até o closet pegar um vestido branco.

Babi: Elenaaa, com que roupa você vai?? Estou querendo ir com um short mas estou com medo do local. No Brasil não é muito indicado ir de short para um estádio...

Elena: Babi, você já está com o Mario há uns 6 meses e até hoje não entendeu que aqui na Alemanha as coisas são bem diferentes do Brasil?

Babi: Ainda assim! Vê se essa roupa ficou legal.

Ela me mandou a foto de um short de cintura alta e uma regata branca. Os meses convivendo com a Louise a havia feito aprender o gosto por moda e por se arrumar. Quem conhecesse a Babi agora não acreditaria que era apenas uma menina perdida ao chegar na Alemanha meses atrás.

Meine | Sven BenderOnde histórias criam vida. Descubra agora