Capítulo 5

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-Mais feliz do que nunca, mamãe.-Apareci na porta da sala de estar, dando de cara com a minha mãe que ficou sem palavras, e com Luke.
-Uau.-Luke disse em um tom não tão baixo assim, acho que ele que deveria ficar sem palavras, não mamãe.
Depois de um silêncio extremamente constrangedor, a rainha Alicia me apresentou ao príncipe e nos deixou a sós.Mais silêncio.
  -É um prazer te conhecer.-Falamos juntos.-Ah, perdão- falamos novamente.
  -Você primeiro.-Ele disse sorrindo
  -Onde nós vamos?
                                  ••••
O motorista levou eu e o Luke para dar uma volta, enquanto isso, fomos conversando e por um milésimo de segundo, esqueci que estava lá por obrigação, parecíamos dois amigos, normais.
  Com as conversas, acabei descobrindo algumas coisas sobre Lagunno, algumas festas locais, e como era tudo por lá, e eu acabei contando algumas coisas sobre Hillíos, inclusive de sua aparição no jornal dessa manhã.
  -As notícias circulam rápido por aqui então?-Ele disse sorrindo.
   -Ah, sim...Daqui a pouco estamos de novo no jornal se bobear!
  E foi quando a minha boca santa decidiu se revelar, e meu celular tremeu
  Mensagem de Sr. Harold:Olá, Catarina, precisamos remarcar nossa "aula", não acha?Saudades, linda.
   Na mesma hora tive vontade de voltar ao palácio e pedir para Olívia que chamasse o professor, mas eu tinha que cumprir meu acordo com papai, e aliás, Luke não era uma má companhia.
  -Desculpe.-Disse guardando o celular-É o meu pai.
   -Sem problemas!Chegamos!
  
   Luke me levou ao teatro de Hillíos, preciso confessar que isso me deixou surpresa, eu não imaginava que ele gostava de teatro, muito menos de Romeu e Julieta.Me lembro que papai me trouxe uma vez aqui, eu tinha oito anos, e sentar em uma cadeira estofada na platéia me trouxe ótimas lembranças. Lembro como tudo parecia mais fácil, como ser princesa não fazia diferença pra mim, eu era criança, e pra mim criança era tudo igual, independente de qualquer coisa.
   O lugar é enorme, como um dos únicos teatros, e o mais conhecido, tinha uma capacidade grande, creio que, vendo do camarote, o teatro suportaria umas 300 pessoas com facilidade.
   O primeiro sinal tocou e todos começaram a se preparar para o espetáculo.
   -Acho que vou ao banheiro, me espera aqui?-Perguntei.
  -Ah, claro! A peça começa em dez minutos, não fuja, princesa.-Ele piscou
Jurava que podia desmaiar com aquela piscada, provavelmente corei e virei as costas.A caminho do banheiro (ou tentando encontrar um), percebi que tinha gente pra todos os lados, até que esbarrei com alguém.
   -Era você que eu estava procurando, princesinha!
  
  

Prometida - I (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora