Capítulo 11

4.6K 397 4
                                        



A caminho do meu quarto, disposta a me trocar e sair para correr pelos arredores do palácio para arejar a cabeça, alguma coisa me chamou atenção. O príncipe acabara de chegar, com olhos de ressaca, a noite deve ter sido ótima.

-Bom dia princesa.- Ele disse sorrindo.- Está linda hoje.

- Bom dia Luke, você está...Simpático.- Disse avaliando o moço: a camisa estava amassada, os olhos pesados e o cabelo mais bagunçado que o normal; mesmo assim continuava tão...Luke?

-Estou tão ruim assim??Espero que não tenha fotos minhas por aí.

"Tarde demais" pensei comigo e entreguei o jornal à ele.
Olívia estava atravessando o corredor quando parou em Luke, dizendo que seu pai estava à sua espera.

-Obrigado Olívia. Já sei até do que de trata.-Ele disse balançando o jornal, indicando a foto.- Acho que a minha situação não está tão boa depois dessa foto do jornal; Se bem que eu fiquei bem fazendo cara de sério, não acha??
-Boa sorte.- Falei - Mas se quer uma opinião, tome um banho antes. To sentindo o cheiro de whisky daqui. - Ri
-Princesas não bebem Whisky?
-Às vezes, sim! - Balancei a cabeça
-O palácio tem uma adega ótima, fui lá esses dias...Vamos abrir uma garrafa, como um Happy hour.- Ele piscou e saiu. Até tinha esquecido o quão brava estava com ele; ele sabia me fazer rir até depois da conversa com o meu pai mais cedo.
•••

(Luke)
A noite com Diana poderia ter sido melhor, tirando a parte que ela foi embora com outro cara depois de tudo. Aproveitei para beber um pouco, porque se tinha uma pessoa que eu não tirava da cabeça, era Catarina.
Fiquei pensando o quão péssimo tinha sido acabar com o que ela tinha com aquele sujeito. Ela é uma boa amiga, e sinto que não tenho uma amiga assim à muito tempo, era sempre eu e Juan, meu melhor amigo, ou eu e Paullina. Eles dois tinham os melhores conselhos do mundo. Mas Catarina era uma boa amiga, e sabia disso, mesmo sabendo que o motivo da minha presença em Hillíos seja outro, completamente diferente de ser um mero "amigo".
  Cheguei no palácio por volta da hora do almoço, exausto, já que não tinha pregado os olhos durante a noite. E dei de cara com ela.
  A cara dela não era das melhores, parecia estressada. Conversamos por uns minutos no corredor e fui para o meu quarto para tomar um banho, de acordo com ela, eu estava apenas simpático, não poderia ver meu pai nessas condições.
  A caminho do banheiro, parei para ler a notícia, que logo de cara descobri que não era apenas sobre mim, e sim de Catarina também. Senti meu sangue ferver quando li a parte do relato anônimo (que sabíamos quem era e muito bem); talvez tirar aquele sujeitinho da vida dela tenha feito bem.
***
-Com licença.- Disse abrindo a porta da sala se reuniões.
-Demorou, e muito aliás.- Meu pai se virou e pude ver pelos seus olhos o seu humor: ele estava furioso.
-Eu estava tomando banho, pai. Acho que isso é um direito do seu humano.
-Que seja, você viu os jornais?- Ele perguntou enquanto folheava um.
-Vi sim.
-Pare de fazer indiferença Luke! Você não entende que não podemos perder tempo?
-O que você quer que eu faça?? Eu não a amo, e somos amigos, apenas amigos.
-Aprenda a amar! Comigo e com a sua mãe foi assim.

Já escutei muitas histórias sobre o casamento dos meus pais. Minha mãe foi prometida ao meu pai assim que nasceu, e se casaram com vinte anos. Mas a história é totalmente diferente, até porque eles cresceram juntos! Sabiam cara detalhe um do outro... Todas as manias... Tudo!
Depois de minutos de sermão, por ter saído com Diana, e por não ser ágil em relação ao casamento, ele disse que me daria três meses para pedir a mão dela.
Assim que saí da sala, fui até o quarto e mandei uma mensagem para ela. Assim que vi que ela não respondia por nada, fui até a janela e lá tive a resposta: ela estava correndo. Seus passos fortes e cabeça cheia. E eu já imaginava o porquê.
Eu tinha três meses pra me apaixonar por uma amiga.

Prometida - I (COMPLETO)Onde histórias criam vida. Descubra agora